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Cidade lucra milhões após doação de terreno para parque, que será vendido para desenvolvimento de data center

Em 1999, um fazendeiro doou 87 acres de terra à cidade de Taylor, no Texas, por um preço simbólico de apenas 10 dólares, com a condição de que o espaço fosse utilizado como área de lazer para a comunidade. Agora, em 2025, essa mesma terra foi vendida por 10 milhões de dólares a um desenvolvedor de data center que já venceu diversas batalhas jurídicas contra moradores da região que tentam impedir o grande projeto de construção. Localizados ao redor, os residentes insatisfeitos planejam levar o caso a um tribunal de apelações.

Essa história começa em 1999, quando o ato de doação foi assinado. Em entrevistas feitas em fóruns online, Pamela Griffin, uma moradora de longa data, compartilhou que costumava brincar naquelas terras enquanto assistia seus filhos desfrutarem do mesmo espaço. Segundo ela, o fazendeiro, conhecido como Sr. Bland, sempre se preocupou com a falta de locais de recreação para as crianças. O ato original de julho de 1999, que foi encontrado recentemente, confirma que a terra deveria ser usada como parque.

A cronologia dos eventos é a seguinte:
– Antes de 1999: uma promessa do fazendeiro aos vizinhos.
– 7 de julho de 1999: Bland doa a terra à Texas Parks and Recreation Foundation por 10 dólares, sob a condição de que seja usada como parque.
– 2003: a fundação transfere a terra para a Williamson County Park Foundation, outra organização sem fins lucrativos.
– Um mês depois, essa fundação entrega o terreno à cidade de Taylor.
– 2008: a cidade vende a área para o Taylor Economic Development Corporation (TEDC) por 15 mil dólares.
– 2025: o TEDC vende a para os desenvolvedores de data center Blueprint por 10 milhões de dólares.

Atualmente, a comunidade enfrenta uma série de problemas relacionados ao impacto ambiental, como redução da qualidade do ar e da água, além de questões de ruído e aumento nos custos de energia. Enquanto os moradores se preocupam com os efeitos colaterais da construção do data center, a cidade afirma que ela não tem capacidade de interromper o projeto e que a arrecadação de milhões em impostos trará benefícios aos residentes, incluindo 20 milhões destinados ao distrito escolar.

Apesar dos desafios, a comunidade se uniu quando soube da construção planejada de um data center de 135 mil pés quadrados. Através de ligações de organizadores locais, muitos, incluindo Griffin, tomaram conhecimento do projeto, que não parecia atraente para eles.

Com preocupações crescentes sobre a qualidade de vida, os moradores contactaram o Conselho da Cidade, que garantiu que medidas seriam adotadas para minimizar os riscos à saúde. Algumas das soluções propostas incluem a construção de uma barreira, paisagismo, resfriamento de água em sistema de circuito fechado e a instalação de uma subestação elétrica pelos desenvolvedores.

Apesar de não quererem viver próximos a um data center, os residentes também temem que isso possa prejudicar o valor de revenda de suas casas. O Conselho da Cidade afirma que a previsão de um acréscimo de 30 milhões de dólares na arrecadação de impostos, ao longo da próxima década, poderia ser positivo para a região. Contudo, o conselho destaca que a zona de Emprego, onde a propriedade está localizada, dificulta a possibilidade de resistência a esse tipo de desenvolvimento.

Diante da insatisfação com as respostas do conselho, Griffin e sua família decidiram contratar um advogado, resultando em uma série de disputas judiciais, que até agora têm favorecido a Blueprint. No entanto, a família está recorrendo ao Tribunal de Apelações em Austin.

Em Texas, contratos de doação são extremamente relevantes. Moradores e ativistas identificaram o ato original de 7 de julho de 1999, que claramente expressa que os 87,97 acres devem ser mantidos como parque.

A determinação de Griffin se baseia na convicção de que a comunidade merece um parque, já que a terra foi destinada para esse fim. Ela acredita que é fundamental defender a intenção original do documento.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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