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10 Jogos de N64 Que Poderiam Ter Existido em Uma Linha do Tempo Maravilhosa

Um dos vários projetos cancelados do 64DD, conhecido como “Maiden of Darkness”, estava sendo desenvolvido pelo criador da série, Shouzou Kaga, até sua saída da Nintendo após a conclusão de Thracia 776 para Super Famicom, um título exclusivo do Japão. O jogo foi rapidamente cancelado, mas alguns conceitos de personagens e outros elementos foram aproveitados no desenvolvimento de The Binding Blade para GBA.

Desde então, houve poucas novidades oficiais sobre o jogo, e não se conhece nenhum protótipo além do que a Nintendo pode ter guardado em seus arquivos. Em 2015, foi possível ver uma única captura de tela durante a celebração do 25º aniversário em “The Making of Fire Emblem”.

Embora a série tenha conquistado jogadores internacionais em pouco tempo — com um lançamento para GameCube após a estreia de Marth e Roy em Super Smash Bros. —, teria sido interessante ver a interpretação de 64 bits da Intelligent Systems e o excelente Ogre Battle 64 acompanhados pela escassa lista de RPGs táticos do N64.

#2 – Tekken 64

Tekken Disc
Imagem: Damien McFerran

Dentre os jogos que amigos que possuíam PS1 tinham, Tekken 3 era o que mais provocava inveja. Outros títulos como Die Hard Trilogy, Metal Gear Solid e Gran Turismo também estavam na lista, mas Tekken parecia um encaixe perfeito em um sistema que já contava com alguns lutadores decentes, mas nenhum clássico indiscutível.

Após algum tempo, o N64 recebeu versões de grandes sucessos do PS1, como WipeOut, Ridge Racer, Tony Hawk’s e Resident Evil 2 — todos parecendo um tanto ilícitos no hardware da Nintendo. No entanto, o primeiro Tekken para console de mesa só chegou com Tekken Tag Tournament 2 no Wii U. E esse ainda é o único título da série que não é portátil disponível para o público.

O N64 tinha alguns lutadores bons (Rakugakids, Killer Instinct Gold), e Fighters Destiny traz uma certa nostalgia, mas nunca se destacou como um verdadeiro rei dos lutadores. É hora de resolver isso, Bamco!

#3 – GoldenEye ‘2’

GoldenEye 007
Imagem: Damien McFerran

A paciência da Nintendo com a Rare durante o atraso de GoldenEye 007, que foi lançado 21 meses após o filme, valeu a pena, com o jogo vendendo mais de 8 milhões de cópias. Naturalmente, a Nintendo questionou a equipe de desenvolvimento sobre a possibilidade de fazer uma sequência, mas a escolha foi por Perfect Dark. As limitações da propriedade intelectual, além das royalties geradas por ela, tornaram a busca por uma nova propriedade mais atraente do ponto de vista de design e financeiro.

Mas, imaginem por um momento que Martin Hollis e sua equipe decidiram seguir adiante com uma sequência de Bond. Na época, Tomorrow Never Dies estava fora de questão, pois o filme foi lançado apenas três meses após GoldenEye (o jogo). Mesmo assim, isso não impediu a adaptação de PlayStation da EA de ser lançada em 1999 — um jogo do qual o N64 se livrou felizmente. No entanto, uma versão da Rare sobre The World Is Not Enough poderia ser fascinante.

Houve um jogo de N64 baseado em TWINE, claro; o esforço da Eurocom não foi ruim, mas carecia do refinamento da Rare. Teria sido interessante ver o pequeno time da Twycross ter uma segunda chance com Bond, aplicando tudo que aprenderam na primeira experiência desde o início.

Não que Perfect Dark seja ruim; é ótimo e, de certa forma, é uma “continuação de GoldenEye”, mas não é bem isso. Embora 007 possa ter ido ao espaço em uma ocasião, nunca se envolveu com alienígenas — uma sequência de Bond poderia ter se esquivado dos pontos fracos de Perfect Dark, apenas por ser mais focada na Terra.

#4 – EarthBound 64

Retornando ao universo dos jogos cancelados, o original Mother 3 também era um projeto do 64DD que acabou sendo encerrado no início dos anos 2000. Ele foi demonstrado jogável na Space World de 1999, mas foi cancelado um ano depois.

Ainda sob a onda de sucesso de Mario 64 e subestimando a complexidade da transição para 3D, o projeto se atolou por conta de sua ambição, uma situação lamentada por Satoru Iwata, que disse se sentir “envergonhado por não termos conseguido finalizá-lo” logo após seu cancelamento.

A boa notícia é que elementos do EB64 acabaram sendo reestruturados por Shigesato Itoi para o Mother 3 de 2006 no GBA. Um final feliz — pelo menos no Japão. Para os fãs de EarthBound no Ocidente, a falta de localizações oficiais fora do Japão continua sendo uma questão em aberto, embora a tradução feita por fãs seja excelente.

Refletindo sobre o que poderia ter sido, os vislumbres e relatos que temos do Mother 3 em 64 bits tornam-no uma prospectiva tentadora.

#5 – Star Fox 64 2

Star Fox 64 Japanese Copy
Imagem: Damien McFerran

Após capturar perfeitamente o espírito do original de SNES (e da sequência que foi arquivada) e misturá-lo com uma quantidade ideal de exagero e espetáculo — igual parte Thunderbirds e Star Wars — a Nintendo criou um coquetel de tiroteio nas trilhas com Star Fox 64 que tem sido difícil de superar nos últimos 30 anos. Prova disso é que o próximo Star Fox seguirá a mesma fórmula.

A Nintendo às vezes lança sequências “diretas” — pense em Super Mario Galaxy 2, que se baseia bastante em seu antecessor. Também tivemos um jogo do primeiro time no N64, como Majora’s Mask. Então, por que não construir sobre o impulso proporcionado pelo Rumble Pak de Lylat Wars e seguir com uma sequência que aproveitasse o Expansion Pak, trazendo combates de maior escala e algumas novas ideias? Voltar a Katina, inspirada em Independence Day, hoje, faz com que pareça muito menor do que em 1997. Havia espaço para algo um pouco mais grandioso.

Com Rogue Squadron e Battle for Naboo, tivemos um bom número de jogos de combate espacial, e Sin and Punishment, da Treasure, é outro grande título na biblioteca de jogos de tiro do N64. Mas, que delícia seria explorar novas galáxias com a marca de B-movie de Star Fox. Se o remake no Switch 2 for bem-sucedido, talvez esse desejo se torne realidade, mesmo após três décadas.

#6 – Final Fantasy VII (e VIII, e IX)

Final Fantasy VII
Imagem: Gemma Smith

Após a era do SNES, a separação da Square com a Nintendo (devido às restrições de tamanho dos carts da Nintendo e aos CDs mais baratos e menos restritivos da Sony) deixou um imenso espaço para RPGs no catálogo do N64. Isso foi um fator significativo para o sucesso do PlayStation em uma época em que cenas pré-renderizadas, narrações de voz de qualidade e trilhas sonoras orquestradas eram novidades e marcadores da nova geração.

No final da geração, jogos como Resident Evil 2 provaram que era tecnicamente possível condensar um CD de dados em um cartucho (grande) do N64. Eventualmente, seria possível trazer um jogo como FF7 para o sistema, embora com algumas ressalvas. Porém, o incentivo não estava presente.

Nesse universo alternativo, todos jogaram Final Fantasy VII, VIII e IX no N64, seguindo diretamente os títulos de SNES, Final Fantasy II (IV) e Final Fantasy III (VI).

Além disso, todos os jogos receberam localizações e lançamentos em inglês nessa realidade, facilitando a transição de FF para FFVI sem confusões regionais ou necessidade de contar nos dedos. Bem legal, não?

#7 – Metroid 64

Entre todas as séries da Nintendo que tiveram uma entrada clássica de 16 bits e pularam uma geração, Metroid é uma das mais notáveis. Segundo o diretor Yoshio Sakamoto, ele cogitou como poderia funcionar uma entrada para Nintendo 64, mas teve dificuldades em encontrar um conceito que se encaixasse no controle. “Eu simplesmente não conseguia imaginar como poderia mover Samus por lá,” afirmou em 2010.

Embora isso fosse compreensível na época — considerando que 3D era o grande destaque e a principal diferenciação em relação à geração anterior — é uma pena que uma abordagem bidimensional para Metroid não tenha sido considerada. O N64 tem uma quantidade surpreendentemente baixa de jogos em 2D, mas teria sido revigorante ter um título de primeira linha, além de Yoshi’s Story, que se arriscasse a ser diferente.

É tentador olhar para o sucesso de Metroid Prime no GameCube poucos anos depois e imaginar como seria trazer sua Samus em primeira pessoa de volta uma geração. Entretanto, o desafio de criar um Metroid 3D envolvente antes mesmo dos shooters em primeira pessoa dominarem o mercado… bem, é mais fácil falar do que fazer.

Atualmente, fãs têm se dedicado a preencher essa lacuna de 64 bits com projetos de fãs como AM64, que imaginam o que poderia ter sido. Confira as imagens de gameplay abaixo e reviva a nostalgia – além de refletir se Jet Force Gemini é realmente um jogo da série Metroid disfarçado.

Então, tivemos um Metroid — agora é hora de um ‘Vania…

#8 – Castlevania: 64 of the Night

Castlevania
Imagem: Damien McFerran

Os dois jogos de Castlevania para N64 (na verdade, um e meio) recebem críticas negativas, provavelmente porque foram lançados logo após o sublime Symphony of the Night. Embora Castlevania e Legacy of Darkness sejam experiências interessantes em 3D, definitivamente não se comparam a Symphony of the Night.

Mas, e se, por um momento, eles fossem como SotN? Novamente, é uma questão de a 2D parecer ultrapassada em um tempo em que a nova era 3D adicionou uma nova dimensão. Symphony of the Night demorou um tempo para consolidar sua reputação; não foi um grande sucesso logo de cara.

Com o passar do tempo, jogos em 2D e de visão superior voltariam, mas o 2D no final dos anos 90 era considerado desatualizado, quando os polígonos representavam o ápice da tecnologia em jogos. Até mesmo jogos que eram muito mais adequados para 2D (como EarthBound 64) estavam sendo forçados a entrar na terceira dimensão.

No entanto, nessa realidade alternativa, o mundo teria recebido Symphony of the Night (ou alguma variante “Ultra”) no N64 com grande aclamação e sucesso comercial.

#9 – Contra 64

Contra SFC
Imagem: Damien McFerran

Falando da série Contra da Konami, a única versão legítima de Contra 64 existente é o porto para Commodore 64 do original, infelizmente. “Contra Spirits 64” estava supostamente em desenvolvimento para o sistema da Nintendo em algum momento. Contudo, ao se olhar para os esforços contemporâneos da Appaloosa Interactive para PlayStation, como Contra: Legacy of War e C: The Contra Adventure, pode-se concluir que talvez tivéssemos escapado de uma grande cilada.

Esse é um clássico caso de fobia a jogos em 2D da metade dos anos 90. Um Contra em 2D no N64 poderia ter sido uma mistura estranha, mas o subestimado Mischief Makers — vindo da Treasure, formada por veteranos da Konami e Contra — prova que havia potencial se a ’90s gamers de mente simples tivessem se aberto a novas ideias.

Nessa linha do tempo alternativa, Probotector 64 teria nos surpreendido e RD008 e RC011 teriam substituído os clássicos Bill e Lance como os heróis da série em todos os territórios.

#10 – Super Mario 64 2

Super Mario 64
Imagem: Zion Grassl

Sim, o demo “Mario 128” acabou se transformando em Pikmin na maior parte. Super Mario 64 DS adicionou alguns recursos novos (e personagens). Além disso, modders nos últimos 30 anos criaram uma infinidade de coisas incríveis com Mario 64. Que tal um Mario 64 Maker?

Mas, imagine um verdadeiro sucessor, inspirado em Galaxy 2. Pegando onde o último jogo parou, você sobe em seu montinho de dinossauro no topo do castelo da Peach e usa os canos de desafio até o castelo do Bowser. Ou qualquer outra fortaleza pertencente a Wario ou Wart, se preferir – os detalhes podem ser ajustados depois. A ideia é criar um novo ambiente como playground, ampliando e explorando as ideias do primeiro jogo. Imagine isso!

Levou mais de duas décadas para que Mario Odyssey finalmente entregasse uma experiência de mundo aberto que se sentisse como um verdadeiro sucessor do jogo de lançamento do N64, mas fica o questionamento: o que os desenvolvedores poderiam ter criado com Mario em 3D a partir do meio ou final do ciclo do mesmo sistema?

A tecnologia estava avançando muito rápido na época para reavaliar as ideias. No final das contas, tudo se resolveu, mas, como em todas as situações mencionadas, é divertido imaginar um mundo onde as coisas aconteceram de forma um pouco diferente.


Qual desses projetos toca mais sua imaginação? Você sonha com um Metal Gear 64 ou com uma versão anterior de Animal Crossing no Ocidente? Deixe suas ideias nos comentários!


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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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