web counter Câmera digital gigante registra asteroide de 710 metros! - Super Select
Home » Câmera digital gigante registra asteroide de 710 metros!
Tecnologia, Hardware e PC

Câmera digital gigante registra asteroide de 710 metros!

Resumo rápido!

A câmera LSST de 3,2 gigapixels do Observatório Vera C. Rubin identificou o asteroide 2025 MN45, um corpo celeste com 710 metros de diâmetro que completa uma rotação em menos de dois minutos. Esta descoberta desafia teorias sobre a estrutura interna dos asteroides e marca a primeira publicação científica revisada por pares utilizando dados deste instrumento.


Asteroides maiores normalmente levam horas para girar completamente. No entanto, o 2025 MN45 realiza esse movimento em impressionantes 1,88 minuto, questionando o entendimento atual sobre a física desses objetos e levando astrônomos a reavaliar teorias sobre a formação planetesimal.

3,2 gigapixels varrendo o céu chileno

A LSST Camera, instalada no Observatório Vera C. Rubin, localizado no Cerro Pachón no Chile, é a câmera digital mais potente já construída. Com 3,2 gigapixels distribuídos em um campo de visão de 9,6 graus quadrados e equipada com seis filtros ópticos, representa o que há de mais avançado em astronomia de levantamento.

Entre abril e maio de 2025, a câmera capturou dados em sete noites, totalizando cerca de dez horas de observação. Cada exposição durou apenas 40 segundos, suficiente para detectar pequenas variações de brilho causadas pela rotação de asteroides. Essas flutuações de luminosidade, conhecidas como curvas de luz (lightcurves), permitem a prática dos cientistas em calcular de forma precisa a velocidade rotacional dos corpos celestes.

Com um diâmetro de 710 metros — o que equivale a oito campos de futebol americano em linha — o 2025 MN45 é grande demais para girar tão rapidamente sem se desintegrar, supondo que seja formado apenas por rochas soltas mantidas pela gravidade. A maioria dos asteroides se assemelha a “pilhas de entulho” sem coesão estrutural significativa.

A análise foi coordenada por uma astrônoma do NSF NOIRLab, que lidera o grupo de trabalho sobre objetos próximos à Terra do Observatório Rubin. Os resultados foram publicados no The Astrophysical Journal Letters em 7 de janeiro de 2026, marcando a estreia de dados da LSST em uma pesquisa científica revisada por pares.

Entre 76 asteroides com medições confiáveis de rotação, 16 apresentaram velocidades significativamente aceleradas. Dentre eles, três completam uma rotação em menos de cinco minutos, mas o 2025 MN45 se destacou como o mais rápido entre objetos com mais de 500 metros.

Núcleo sólido ou restos de colisão?

A velocidade de rotação sugere uma resistência estrutural interna robusta. Para não se despedaçar sob forças centrífugas extremas, o asteroide deve ter coesão além da mera gravidade, possivelmente incorporando um núcleo de rocha sólida.

A hipótese que circula entre os cientistas é que o 2025 MN45 pode ser o remanescente de um núcleo de um corpo parental muito maior que sofreu fusão e fragmentação devido a um impacto massivo. Isso poderia explicar tanto sua composição sólida quanto sua rotação inusitada.

Descobertas como essa oferecem uma visão fascinante sobre a história do sistema solar. As taxas de rotação revelam condições ambientais durante a formação dos asteroides e como impactos ao longo de bilhões de anos alteraram suas características físicas.

Preparação para a grande varredura decenal

Essa detecção ocorreu durante a fase de testes do observatório, anterior ao início oficial do Legacy Survey of Space and Time, que terá duração de dez anos. Durante essa calibração, o sistema já identificou milhares de objetos no sistema solar, incluindo mais de 1.900 asteroides desconhecidos até então.

Um dos vice-diretores do projeto LSST enfatiza que descobertas desse tipo são exatamente o que se espera quando o observatório atingir sua capacidade operacional total. Uma vez funcionando plenamente, a câmera deverá gerar um imenso volume de dados que possibilitará a identificação e caracterização de asteroides em uma escala sem precedentes.

Até agora, todos os relatos sobre rotação ultrarrápida estavam restritos a objetos menores próximos à Terra. Asteroides do cinturão principal — situados entre Marte e Júpiter — são observados com dificuldade da Terra, tornando os estudos detalhados quase impossíveis sem instrumentos da magnitude da LSST.

A habilidade de detectar e analisar objetos desse cinturão com precisão abre novas oportunidades de pesquisa. Estatísticas abrangentes sobre a distribuição de rotações rápidas podem revelar padrões sobre a história de colisões no sistema solar, os processos de formação planetária e a evolução dinâmica das populações de asteroides ao longo de eras geológicas.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

Adicionar comentário

Clique aqui para postar um comentário