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Meta lança versão 2 de seu interface cérebro-computador que transforma pensamentos em pressionamentos de tecla

Elon Musk e sua empresa Neuralink, junto a várias outras startups, têm se dedicado a desenvolver interfaces cérebro-computador (BCIs) há anos, permitindo que pacientes com perda de mobilidade controlem computadores apenas com a mente. Contudo, a maioria destes sistemas exige cirurgias invasivas para instalar os sensores capazes de detectar os sinais cerebrais.

A Meta, por sua vez, busca mudar esse cenário com o seu sistema Brain2Qwerty, uma BCI não invasiva. Em vez de depender de implantes, esse sistema utiliza um scanner de magnetoencefalografia (MEG) para ler as sutis alterações nos campos magnéticos do cérebro, decorrentes da atividade cerebral, e correlacioná-las a pressionamentos de teclas em um teclado virtual.

Essa nova versão representa um avanço significativo em relação ao primeiro modelo, lançado no ano passado como um protótipo. O segundo modelo apresenta uma precisão média de 61%, um aumento considerável após o treinamento com dez vezes mais dados de cada participante. O melhor resultado alcançado por um dos usuários chegou a 78% de precisão nas palavras. Para efeito de comparação, a versão anterior tinha uma precisão média de apenas 40%, com o melhor usuário conseguindo 48%.

Apesar desse progresso, a Meta reconhece que a precisão atual ainda não é suficiente para testes clínicos, o que tornaria difícil seu uso em conversas cotidianas. A empresa planeja continuar coletando dados para aprimorar o treinamento do sistema e já observa melhorias contínuas. Outro desafio que a equipe enfrenta é o tamanho dos sensores MEG, que atualmente requerem equipamentos volumosos, maiores do que a própria pessoa e a cadeira em que se senta. No entanto, há desenvolvimentos promissores na tecnologia MEG que podem levar a dispositivos menores e mais práticos para uso clínico.

Embora a solução da Meta ainda esteja distante de permitir que pacientes controlem webcams ou joguem títulos populares como World of Warcraft de forma intuitiva, é um passo importante no campo da neuroprótese e pode resultar em dispositivos que ajudem a restaurar ou melhorar a qualidade de vida dos usuários. Não é apenas a Meta que está investindo em BCIs não invasivas; um grupo da Georgia Tech também desenvolveu uma BCI compacta que pode ser facilmente inserida sob o couro cabeludo. Adicionalmente, o fundador da Valve está criando uma startup com o intuito de desenvolver uma BCI que não precise de bateria.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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