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iFood, 99Food e Keeta enfrentam desafios no Brasil

A guerra do delivery no Brasil atingiu um novo nível, com as principais plataformas do setor se acusando mutuamente de espionagem empresarial. iFood, 99Food e Keeta se tornaram parte de uma disputa que saiu do mundo digital e chegou às delegacias, com denúncias de roubo de dados sigilosos, assédio a funcionários e violações contratuais. Em meio a investimentos bilionários dessas empresas, o mercado brasileiro de entrega de comida tornou-se um verdadeiro campo de batalha, onde informações privilegiadas são extremamente valiosas.

O iFood, com 93% do mercado nacional, revelou um esquema complexo de espionagem. Segundo informações da equipe responsável pela comunicação da empresa, consultorias, em sua maioria baseadas na China, têm abordado funcionários via LinkedIn e e-mail, oferecendo recompensas que variam de US$ 200 a US$ 1.000 por hora de entrevista, conforme o cargo do colaborador. Esses valores, convertidos, podem chegar a R$ 5.500 para altos executivos.

Foi destacado que o iFood acredita ser alvo de uma manobra coordenada por essas consultorias, que buscam informações confidenciais da empresa por meio de entrevistas online. As questões levantadas nessas abordagens não são sobre o setor de delivery de forma ampla, mas focam em aspectos específicos da operação do iFood, como cálculos de lucro, estratégias de preços e promoções realizadas com restaurantes.

Além disso, a empresa alega ter documentado mais de 170 tentativas de contato com sua equipe comercial e de vendas. Em provas obtidas, é evidente que as consultorias pedem informações sobre número de usuários, estratégias de precificação e até detalhes sobre o Ailo, assistente virtual da plataforma.

O iFood também reportou que tem enfrentado quebra de contratos de non-compete, cláusula que impede ex-colaboradores de trabalharem em empresas concorrentes por um período. A empresa notificou a 99Food em junho por atrair colaboradores que tinham essa restrição contratual, afirmando que mensagens estavam sendo enviadas pelo LinkedIn garantindo que tal cláusula não seria um problema.

A 99Food, por sua vez, se apresentou como vítima dessa espionagem. A plataforma, que retornou ao mercado em abril de 2025 após uma pausa em 2023, relatou ter encontrado evidências de compromissos indevidos de informações sigilosas, incluindo planos de expansão e estratégias comerciais. Em comunicado, a empresa afirmou que seus funcionários estariam sendo abordados por supostas consultorias oferecendo recompensas em troca de informações confidenciais e, ainda, denunciou o furto de notebooks de funcionários ligados diretamente à sua liderança.

A 99Food enfatizou que está comprometida em revolucionar um mercado atrelado a práticas prejudiciais e denunciou assédios para obter dados, furtos de equipamentos e tentativas de acessos não autorizados.

A Keeta, nova no mercado, também afirmou ser alvo de ataques. A plataforma, que pertence à gigante chinesa Meituan, comunicou que investigações policiais estão em andamento devido a ataques coordenados em Santos, onde suas operações começaram. Após seu lançamento, oito restaurantes reportaram abordagens de indivíduos que se passavam por funcionários da empresa, tentando obter dados sensíveis sobre operações comerciais.

Em nota, a Keeta declarou acreditar em um mercado justo e aberto e reafirmou o compromisso com altos padrões éticos. Embora não tenha abordado diretamente as acusações de violação de contratos de não concorrência, a empresa ressaltou que age conforme a legislação local em suas práticas de recrutamento.

A Keeta anunciou também um investimento de R$ 5,6 bilhões no Brasil ao longo de cinco anos e, até o fim de 2025, já havia registrado mais de 27 mil restaurantes na Grande São Paulo e cerca de 98.200 entregadores parceiros na capital.

A Rappi, que está presente no Brasil desde 2017, optou por não comentar sobre os acontecimentos relatados. A empresa planeja um investimento de R$ 1,4 bilhão até 2028, com a meta de alcançar mais de 300 municípios brasileiros nesse período.

É importante ressaltar que tanto a 99Food quanto a Keeta enfrentaram desafios iniciais em suas operações no Brasil. A 99Food foi acusada por donos de restaurantes de causar prejuízos após a adesão à plataforma, enquanto a Keeta enfrentou protestos de entregadores em relação a pagamentos insatisfatórios e falta de transparência.

A atual guerra do delivery no Brasil, que já movimenta bilhões em investimentos, agora também se desenrola nas delegacias e tribunais, marcada por acusações mútuas de espionagem e práticas anticompetitivas.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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