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Análise de HIGHGUARD no PS5: O que esperar deste jogo?

Highguard - Screenshot 1 of 6

Já aconteceu de jogar um game que parece ter um potencial incrível, mas não consegue se destacar completamente? Essa é a impressão deixada pelo jogo Highguard, desenvolvido pela Wildlight Entertainment.

Esse é um shooter PvP focado em raids. Embora a proposta possa parecer inovadora, o jogo mistura elementos de muitos dos shooters mais populares que existem.

Contamos com reforços defensivos de base, lembrando Rainbow Six Siege. Há um sistema de loot de armaduras e armas em camadas, um pouco parecido com Fortnite e outros battle royales. Além disso, são oferecidos personagens heroicos com habilidades passivas, táticas e ultimativas, como em Apex Legends.

Isso faz com que o jogo seja considerado uma cópia? Na verdade, não. A combinação desses elementos cria uma experiência um pouco diferente, embora possa não agradar a todos. Vamos explorar o que acontece em cada partida.

Highguard - Screenshot 2 of 6

Uma equipe de três jogadores começa a partida com a capacidade de fortificar as paredes de sua base, que abriga dois geradores pequenos e um grande. A missão é proteger esses geradores enquanto se tenta destruir os do time adversário.

Na sequência, ocorre a fase de equipar-se, na qual é preciso coletar Vespa (uma moeda cristalina que pode ser trocada com um vendedor), armaduras e armas. Os jogadores exploram montados enquanto buscam por equipamentos melhores e podem se deparar com a equipe inimiga nesse momento.

Há também a adição do Shieldbreaker, uma espada que aparece no mapa e deve ser capturada e levada à base do time adversário para quebrar o escudo e iniciar a raid.

Quando a raid começa, os jogadores têm alguns minutos para atacar ou defender os geradores. Os pequenos geradores causam cerca de 30% de dano à base, enquanto o grande pode eliminá-la completamente.

Highguard - Screenshot 3 of 6

A equipe que reduzir a saúde de sua base a zero perde a partida.

Pode-se pensar que a estrutura do jogo é um pouco complexa para um multiplayer, e em muitos aspectos, é verdade. Leva algumas partidas para se familiarizar com a jogabilidade de Highguard, mas, uma vez que se entra no ritmo, há muitos momentos de diversão e algumas frustrações.

O jogo oferece uma ótima experiência no PS5, com armas que possuem peso adequado, animações surpreendentes e um movimento suave. Com as diversas habilidades dos oito personagens Warden, os combates tornam-se dinâmicos e agradáveis.

Highguard - Screenshot 4 of 6

A estrutura dinâmica das partidas proporciona uma experiência multiplayer emocionante. Um momento, os jogadores estão se posicionando enquanto a torre de cerco inimiga ataca as paredes da base; em outro, a equipe avança montada em direção à base adversária, armada com o shieldbreaker.

Isso faz parecer que Highguard é voltado para os fãs de jogos táticos em equipe, similares a Valorant. Se esse é o perfil do jogador, a experiência pode ser bastante divertida.

No entanto, como o jogo exige um nível elevado de cooperação, é complicado quando se joga com jogadores aleatórios. É essencial que todos entendam bem a estrutura do jogo para colaborar efetivamente, e em uma partida de rápido tempo de eliminação, enfrentar mais de um inimigo torna-se desafiador, especialmente se os colegas de equipe estiverem dispersos.

Highguard - Screenshot 5 of 6

Após algumas horas de jogo, ficou evidente que Highguard funciona melhor quando a dinâmica se concentra na defesa ou ataque da base.

A fase de loot tende a ser monótona, pois envolve quebrar cristais e abrir caixas que estão muito distantes umas das outras. É comum evitar combate com outros jogadores nesse momento, já que a vantagem tática é mínima; a morte resulta em respawn rapidíssimo.

A fase de fortificação também chamou a atenção. Os jogadores podem reforçar paredes com ferro, tornando-as resistentes a destruições ocasionadas por machados. Porém, todos têm à disposição uma ferramenta de raid que destrói qualquer parede, além das habilidades dos Wardens que podem ignorar ou destruir os obstáculos. Essa mecânica parece um tanto desnecessária.

Highguard - Screenshot 6 of 6

Além disso, a parte visual parece um pouco confusa. Os mapas e modelos de personagens soam genéricos, misturando armas em um cenário de alta fantasia. As skins disponíveis na loja variam de soldados romanos a trajes inspirados em Dune.

Existem três tipos de moeda — incluindo uma moeda premium — mas, a motivação para jogar e desbloquear mais skins é baixa, assim como a sensação de “mais uma partida”, tão necessária em um shooter multiplayer.

O jogo foi testado no PS5 Pro, embora ainda não exista uma versão Pro Enhanced. No entanto, a execução é suave e a estética é bem definida. Não há opções de desempenho, mas um slider de FOV foi adicionado nas versões de console após o lançamento.

Infelizmente, o suporte ao DualSense é limitado, com apenas vibrações simples durante os disparos e nenhuma exploração das funcionalidades de feedback tátil ou gatilhos adaptativos.

Conclusão

Highguard tem potencial, mas ainda não o alcançou totalmente. Atualmente, é um shooter divertido, porém excessivo, que carece do brilho encontrado em outros jogos do gênero. A experiência se alinha mais com jogadores táticos, e a Wildlight parece comprometida em aprimorar o jogo. Contudo, a mistura de estilos acaba tornando Highguard um “faz-tudo, mas não se destaca em nenhum”.

Tags: Highguard, PlayStation 5, PS5, Action, Shooter, Reviews, Wildlight Entertainment
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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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