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NINTENDO

Detalhes Impressionantes e Desempenho Variável: Uma Análise de MONSTER HUNTER STORIES 3: TWISTED REFLECTION

Go Go Power Rangers
Imagem: Capcom

A relação da Nintendo com a série Monster Hunter é bastante interessante. Por um lado, a franquia possui exclusividades temporárias na plataforma, mas, por outro, ficou de fora de dois grandes lançamentos principais, World e Wilds. Talvez o próximo console, Switch 2, possa corrigir essa ausência. Por outro lado, a série de spin-offs Stories começou como um jogo para 3DS no final de sua vida útil e desde então tem se mantido presente no hardware da Nintendo.

Os dois primeiros jogos proporcionam uma boa experiência para quem é novo na franquia ou para os fãs que buscam uma aventura um pouco menos intensa. O estilo é predominantemente adorável e, embora isso ainda seja parcialmente verdadeiro em Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection, essa nova entrada parece ter acompanhado a evolução de seu público. Para aqueles que jogaram o original quando eram mais jovens, agora a história pode ressoar de forma diferente. O jogo ainda é encantador e descontraído em muitos momentos, mas o tom deu uma pequena mudada.

Em termos de narrativa, Twisted Reflection, assim como os dois jogos anteriores, segue seu próprio caminho; não é necessário conhecer os títulos anteriores para se aventurar aqui. A narrativa lembra um pouco as histórias de Fire Emblem, com lindas cutscenes na parte inicial (as primeiras 6-8 horas do jogo) que retratam tensões entre duas nações, um mundo com espécies de monstros em extinção e colapso ecológico. Embora haja temas pesados, eles são abordados com toques de esperança, enquanto o jogador assume o papel de um Príncipe e Ranger, buscando melhorar o mundo de diferentes maneiras.

It's a draw
Imagem: Capcom

Desde o início, a narrativa, a linda trilha sonora orquestral e o elenco de personagens conseguem cativar. Como um RPG da série Monster Hunter, o começo é um pouco lento, mas após essa introdução, a experiência flui de maneira semelhante a grandes IPs de renomadas desenvolvedoras como Square Enix, Atlus e Monolith Soft. A equipe da Capcom claramente aprimorou sua abordagem para criar um RPG que consome horas de jogabilidade em cada sessão.

Outro ponto encorajador é que essa evolução foi feita sem perder o estilo da série Stories, pelo menos nas primeiras horas de jogo. Assim como nas edições anteriores, o jogador gradualmente forma uma equipe de ‘Monsties’, versões fofas dos icônicos monstros da franquia que podem ser montados e que ajudam em batalha, junto a um companheiro e seu Monstie.

As batalhas mantêm a mecânica de pedra-papel-tesoura, mas com uma profundidade impressionante. No início, é possível usar três tipos de armas que podem atacar partes específicas dos monstros, embora existam outras que ainda não foram exploradas.

Mesmo nas primeiras horas, parece haver uma quantidade incrível de detalhes para os que buscam explorá-los, e será interessante observar se, assim como nos jogos anteriores, isso será pelo menos parcialmente opcional. Métodos de customização e evolução de Monsties retornam, juntando ovos para criar criaturas que ajudarão a revitalizar as ecologias regionais, e as lojas e ferreiros já oferecem muitas ferramentas para enfrentar o desafiador final do jogo. Será intrigante descobrir quão profundas são essas mecânicas, o quão necessárias elas se tornam conforme se avança e como a aparência dos personagens pode evoluir ao encontrar novos tipos de monstros.

It's a big world
Imagem: Capcom

Nos primeiros momentos, além da profundidade mecânica, o jogo parece prometedor em termos de conteúdo. A história já introduziu alguns elementos essenciais e chegou a um clímax dramático que prepara o cenário para o ‘Capítulo 2’. As missões laterais são, na sua maioria, simples de coletar itens ou derrotar inimigos, mas as histórias individuais proporcionam pequenas aventuras que aprofundam o conhecimento sobre os personagens. Mesmo nas primeiras horas, com apenas ‘Capítulo 1’ disponível para cada uma das histórias laterais, já é possível notar uma boa variedade de jogabilidade e muito charme.

No geral, a experiência com Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection tem sido bastante positiva. No entanto, apresentam-se algumas questões menores sobre o desempenho nesta versão inicial 1.0. As cutscenes, inclusive aquelas geradas pelo motor gráfico, são visualmente impressionantes e a atuação de voz também merece destaque. Embora a RE Engine receba muitos elogios, este título ainda se baseia nas fundações dos jogos anteriores; frequentemente, a apresentação é fantástica, mas há momentos em que isso não se sustenta.

A taxa de quadros é razoável, embora apresente variações: geralmente se mantém em torno de 30fps, mas consegue atingir até 60fps em cutscenes (como durante movimentos especiais) ou em áreas fechadas, como cavernas. Jogar no modo acoplado é melhor do que na versão portátil, pois a imagem tende a ser um pouco mais suave. Além disso, há problemas com texturas que aparecem com atraso após as transições de cena. Assim, em alguns momentos, a apresentação pode parecer um pouco desleixada.

Slightly over the top move
Imagem: Capcom

A presença de um borrão de movimento acentuado, inconsistências na taxa de quadros em áreas mais movimentadas, além de quedas de resolução na versão portátil, parecem ser pontos que podem ser aprimorados nas últimas semanas antes do lançamento.

É importante destacar que, no geral, o jogo tem uma apresentação visual bastante boa. Embora esteja muito acima da fidelidade de um determinada franquia de captura de monstros que é sucesso de vendas, isso não significa que ele não fique aquém de outros RPGs impressionantes logo no início do ciclo de vida do Switch 2. Contudo, esta versão 1.0 não é ruim e, em algumas ocasiões, consegue ter um certo fator surpresa. Com alguns aprimoramentos, certamente poderá se destacar ainda mais.

Até aqui, as primeiras interações com Monster Hunter Stories 3: Twisted Reflection são repletas de elementos positivos. O tempo dirá, nas muitas horas que virão, se este jogo realmente estabelece um novo padrão para essa série spin-off peculiar, mas valiosa.


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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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