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A crise da OpenAI com usuários e funcionários: do boicote online aos protestos nas ruas

Na noite de 27 de fevereiro, Sam Altman anunciou em suas redes sociais: “Esta noite, chegamos a um acordo com o Departamento de Guerra para implantar nossos modelos em sua rede classificada.” Essa declaração foi feita logo após o governo Trump instruir agências federais a deixarem de utilizar tecnologia da Anthropic, uma rival da OpenAI.

O acordo permitia ao Pentágono utilizar sistemas de inteligência artificial da OpenAI para “qualquer finalidade legal”, uma cláusula que a Anthropic havia recusado por meses. A Anthropic tinha um contrato de 200 milhões de dólares com o Departamento de Defesa, assinado em julho de 2025, para executar o Claude em redes classificadas, mas o relacionamento deteriorou-se após o Pentágono exigir a remoção de restrições contra vigilância em massa e o uso de armas autônomas sem supervisão.

### 295% de desinstalações e Claude no topo da App Store

A Sensor Tower mediu a reação do público: as desinstalações do aplicativo do ChatGPT aumentaram em 295% no dia 28 de fevereiro, em comparação ao dia anterior. As avaliações negativas cresceram 775% em apenas 24 horas. Nesse mesmo período, os downloads do Claude, da Anthropic, aumentaram em 51%, levando o aplicativo à liderança na App Store dos EUA. Os servidores enfrentaram uma sobrecarga, e novos usuários se depararam com mensagens de erro e instabilidade nas primeiras horas.

### Protestos na Califórnia e em Londres

No dia 3 de março, o descontentamento digital se transformou em protestos físicos, quando entre 40 e 50 manifestantes se reuniram em frente à sede da OpenAI em Mission Bay, São Francisco. O ato foi organizado pelo movimento QuitGPT, que já contava com 1,5 milhão de apoiadores em uma campanha de boicote à empresa. Os participantes exibiam cartazes com frases impactantes e mensagens sobre o uso ético da tecnologia.

A moradora de São Francisco que participou do ato enfatizou que “o governo não deveria ter esse tipo de informação. Temos direito à privacidade, e esse volume de dados concentrado em tão poucas mãos é assustador.” Mesmo com condições climáticas adversas e a presença de seguranças em torno do local, o protesto prosseguiu. No mesmo final de semana, centenas de ativistas também se reuniram em King’s Cross, Londres, para criticar a expansão da inteligência artificial militar.

### Altman admite erro e revisa o contrato

Na segunda-feira, 2 de março, Altman publicou um memorando interno reconhecendo que a empresa “não deveria ter corrido para anunciar isso numa sexta-feira” e que a situação “pareceu oportunista e malfeito”. O contrato revisado incluiu duas proteções centrais: a proibição de vigilância em massa e a exigência de responsabilidade humana no uso da força, incluindo armamentos autônomos. No entanto, a nova versão não incluiu a restrição ao desenvolvimento de sistemas de armamento autônomo, algo que a Anthropic considerava inegociável.

### Histórico que antecede a crise

Esta não é a primeira vez que a OpenAI enfrenta protestos devido à sua relação com o setor militar. Em janeiro de 2024, a empresa retirou de suas políticas a proibição explícita de uso para “fins militares e de guerra”. Apesar de manter restrições contra o desenvolvimento de armas e vigilância, essa decisão abriu caminho para contratos com agências de defesa. No mês seguinte, manifestantes bloquearam a entrada da sede em protesto contra essa mudança.

### Funcionários assinam carta conjunta

A resistência também veio de dentro da própria empresa, com uma petição intitulada “We Will Not Be Divided”, que contou com mais de 220 assinaturas de funcionários da OpenAI e Google. A carta pedia que as empresas se recusassem a fornecer ao Pentágono ferramentas de vigilância em massa e sistemas de armas sem supervisão humana.

O documento alertava ainda que o Departamento de Guerra estava considerando invocar o Defense Production Act para obrigar a Anthropic a adaptar seus modelos às demandas militares, o que implicaria uma intervenção federal em uma empresa privada de tecnologia.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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