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Jornalista crítica o DLSS 5 como um desrespeito aos artistas da indústria de games e aponta para um futuro puramente artificial

Tudo que envolve a inteligência artificial (IA) provoca debates acalorados. Existem aqueles que celebram os avanços tecnológicos e veem um futuro promissor, enquanto outros criticam veemente qualquer inovação associada à IA. Recentemente, a divulgação do DLSS 5 pela NVIDIA suscitou um forte debate nas redes sociais e na mídia, causando tanto admiração quanto desconforto.

O jornalista Vitor Conceição, em um artigo publicado em sua plataforma, abordou a perspectiva de que o DLSS 5 é um “tapa na cara dos artistas da indústria de games e tende a criar um futuro puramente artificial”. Este texto gerou discussões ricas, permitindo a exploração de diferentes pontos de vista.

Conceição argumenta que essa tecnologia representa não um progresso, mas uma erosão do trabalho humano na criação de jogos. Segundo ele, “a atualização do DLSS 5 é um passo em direção a um futuro onde os visuais dos jogos são simplificados e artificiais, desprovidos da beleza e impacto que desenvolvedores aperfeiçoaram por mais de 40 anos”.

### O crescimento da artificialidade

Conceição destaca que a artificialidade não começou com o DLSS 5. Ela evoluiu juntamente com o ray tracing e as versões anteriores do DLSS, FSR e tecnologias similares. Ele afirma que “desde o surgimento do DLSS e FSR, os jogos ficaram um pouco mais feios e artificiais”. O DLSS 5, em particular, é visto como a expressão mais evidente desse fenômeno, resultando em artefatos visuais e personagens com feições desfocadas.

### A Capcom no centro do debate

Um exemplo emblemático apresentado é a Capcom. O produtor executivo Jun Takeuchi comentou que o DLSS 5 poderia melhorar a imersão em Resident Evil, mas a recepção do público foi negativa, especialmente em relação às mudanças nas feições de personagens que comprometiam a experiência. Conceição observa que a Capcom nunca precisou de tecnologias como o DLSS 5 para manter a imersão, citando a eficácia da RE Engine em entregar experiências visuais ricas.

O artigo também discute os fatores econômicos por trás da adoção de tecnologias como o DLSS 5, sugerindo que o principal objetivo é reduzir custos de produção para maximizar lucros.

### Desempenho versus arte

Embora reconheça o valor do DLSS 5 para otimização, o jornalista alerta que essa tecnologia pode prejudicar a estética dos jogos. Ele menciona que, enquanto melhora o desempenho, acaba por deixar os jogos repletos de artefatos visuais, comprometendo o aspecto artístico em troca de mais FPS.

As críticas à NVIDIA refletem um sentimento de abandono que muitos gamers sentem em relação à empresa e suas recentes inovações em IA. A pressão para voltar a atenção às placas de vídeo é intensa entre os jogadores, que percebem a companhia se afastando de seu público tradicional.

A influência da NVIDIA na indústria é comparada à força que a Intel tinha no passado. A empresa se firmou como referência entre gamers, e agora apresenta o DLSS como ferramenta crucial, não apenas para jogadores, mas também para desenvolvedores.

A recepção do DLSS 5 mostra que a comunicação da NVIDIA pode ter sido falha. Informações sugerem que desenvolvedores e artistas não tiveram controle total sobre a aplicação do DLSS, levantando questões sobre a qualidade e o ajuste das entregas visuais.

A expectativa em torno do DLSS 5 é alta, e muitos acreditam que ele pode surpreender no futuro, caso haja uma integração mais harmônica entre a tecnologia e as visões artísticas dos estúdios.

### Considerações finais

Diante desse panorama, é interessante saber a opinião do público: o que se pensa sobre o DLSS 5 e suas implicações para os jogos do futuro? A discussão é aberta, e a troca de ideias pode enriquecer ainda mais o entendimento sobre esta tecnologia que já está moldando a forma como interagimos com os games.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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