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OpenAI desiste de data centers próprios da STARGATE e opta por acordos mais flexíveis para locação de computação.

Em 2025, a OpenAI revelou o projeto Stargate, uma colaboração com a Oracle e a SoftBank, com o intuito de investir cerca de 500 bilhões de dólares em data centers de inteligência artificial nos Estados Unidos. Contudo, após mais de um ano repleto de desafios e discordâncias, a empresa decidiu abandonar a ideia de ter controle direto sobre a infraestrutura junto a seus dois parceiros. Segundo informações de discussões em fóruns e comunidades gamers, a OpenAI agora optou por confiar em fornecedores terceirizados e alugar capacidade a longo prazo.

Essa mudança parece sensata em um momento em que a startup enfrenta dificuldades financeiras e, recentemente, não conseguiu atingir suas metas de receita. Isso gerou descontentamento entre seus parceiros e levantou dúvidas sobre sua confiabilidade. Relatos informam que a OpenAI “na prática… abandonou a joint venture”, priorizando negociações bilaterais com a Oracle e outros. Uma fonte próxima ao projeto indicou que a empresa teria “deixado de lado os data centers de primeira linha”, enquanto a própria OpenAI declarou que Stargate se tornou apenas um “guia para nossa estratégia de computação”.

Originalmente, o objetivo do Stargate era construir 20 data centers, sendo que o primeiro em Abilene, Texas, já estava operacional. No entanto, as discussões entre os parceiros sobre quem teria o controle final dos data centers causaram atrasos. Eventualmente, a SoftBank decidiu assumir a propriedade e o desenvolvimento do data center no Texas, enquanto a OpenAI ficaria responsável pelo design e operação a longo prazo.

Os projetos do Stargate em outras localizações também enfrentaram incertezas. O governo do Reino Unido firmou um acordo com a OpenAI, entre outros, para construir um data center no país, mas a startup decidiu suspender o projeto, citando “regulações restritivas” e “altos custos de energia”. Um ministro de IA do Reino Unido comentou que “a única coisa que mudou desde os compromissos foi o ambiente financeiro da OpenAI”.

Da mesma forma, um projeto do Stargate em Narvik, na Noruega, foi ajustado, com a Microsoft assumindo o controle do aluguel da área. A OpenAI optou por alugar a capacidade de computação da Microsoft, em vez de obtê-la diretamente da Nscale, a empresa britânica que desenvolveu o local.

Essas mudanças têm causado insatisfação entre alguns parceiros, que se sentem enganados pela OpenAI. Apesar das dificuldades, a Microsoft se envolveu em alguns projetos que a startup deixou para trás. Relatos indicam que o fluxo de caixa da OpenAI é uma preocupação, e alguns preferem a Microsoft como inquilino, considerando a empresa mais confiável.

Embora a OpenAI tenha alcançado notoriedade no campo da inteligência artificial, ainda não se tornou lucrativa desde sua fundação em 2015. Contudo, a empresa garantiu um montante significativo de investimento, recebendo 110 bilhões de dólares em sua última rodada de financiamento — a maior da história do Vale do Silício. Apesar disso, alguns analistas acreditam que a OpenAI pode esgotar seus recursos financeiros até meados de 2027, devido à quantidade elevada de investimentos para assegurar mais capacidade de computação.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, criticou essas estratégias, afirmando que algumas empresas concorrentes estão exagerando em seus investimentos em infraestrutura. Contudo, a OpenAI afirma estar em vantagem na curva de computação exponencial, permitindo que se destaque entre as demais. Enquanto empresas como Anthropic limitam o acesso a certas funcionalidades devido à escassez de recursos, Amodei tem enfrentado pressões para garantir mais capacidade diante da crescente demanda.

Por fim, a principal diferença entre startups como OpenAI e Anthropic e empresas mais estabelecidas como Microsoft, Google, Meta e Amazon é o fluxo de caixa. As startups ainda dependem de financiamento externo para sustentar seu crescimento, enquanto os gigantes da tecnologia contam com bilhões de dólares em receita para investir em projetos caros de hardware e infraestrutura.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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