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Meta passa por julgamento que pode resultar em mudanças significativas no Facebook e Instagram

A Meta enfrenta um julgamento nesta semana que pode resultar em consequências mais severas do que qualquer multa anterior já paga pela empresa. Em Santa Fe, Novo México, um tribunal deu início a um processo que pode durar três semanas, questionando a atuação do Facebook, Instagram e WhatsApp em relação à criação de incômodo público. Esse caso pode levar a mudanças significativas na forma como essas plataformas operam, não apenas no estado, mas potencialmente em âmbito mais amplo.

Esse processo é o desdobramento da vitória do Procurador-Geral do Novo México, que, recentemente, conseguiu que a Meta fosse condenada a pagar US$ 375 milhões por questões relacionadas à segurança infantil. Contudo, o Procurador reconhece que esse valor pode ser encarado como apenas mais um custo operacional para uma empresa do tamanho da Meta. Ele ressaltou que a quantia, embora significativa, pode não ser suficiente para provocar transformações na forma de trabalho da empresa.

O que está em disputa no tribunal

Neste julgamento, o foco não está mais em compensações financeiras, mas em um conjunto de intervenções que o escritório do Procurador-Geral busca implementar, caso o juiz Bryan Biedscheid concorde. As propostas incluem:

  • Verificação de idade para usuários do Novo México;
  • Proibição da criptografia de ponta a ponta para usuários menores de 18 anos;
  • Limitação de 90 horas mensais de uso para usuários menores;
  • Restrição de funcionalidades que aumentam o engajamento, como o infinite scroll e autoplay;
  • Obrigação de detectar 99% do material de abuso sexual infantil (CSAM) nas plataformas.

O escritório da procuradoria planeja chamar cerca de 15 testemunhas, incluindo especialistas para validar a viabilidade técnica das intervenções e pessoas que relatarão os danos causados pelas plataformas. Após a apresentação da defesa da Meta, o juiz avaliará quais das propostas podem ser implementadas, um processo que pode ser mais moroso do que a decisão do júri anterior.

Criptografia: um ponto controverso

A proibição da criptografia de ponta a ponta para menores é o aspecto mais polêmico da disputa. Um ex-membro do conselho de uma importante organização de proteção infantil resumiu a questão: restringir comunicações criptografadas em plataformas como Facebook Messenger pode levar os usuários a migrarem para outros serviços que não estão sujeitos a tais regras. A Meta, ironicamente, já havia avisado sobre o fim da criptografia no Instagram, citando a baixa utilização do recurso.

Um especialista avaliou que a proibição da criptografia pode resultar em “trocas significativas” sem resolver o problema central. Ele propôs que se busque intervenções em níveis mais diretos, como o sistema de recomendações da Meta, que liga usuários adultos a menores. Essa funcionalidade representa um risco claro e também é alvo de ações do Procurador-Geral.

Meta contesta as exigências

A Meta refutou a meta de detecção de 99% de CSAM, argumentando que, para que tal percentual fosse comprovado, seria necessário ter identificado 100% do material ilegal. A empresa formalizou essa posição em um documento judicial, enfatizando que a métrica, como foi proposta, é matematicamente inverificável. O vice-procurador-chefe do estado contrapôs, afirmando que tanto o tribunal quanto um monitor independente teriam a responsabilidade de verificar essa questão, embora a identidade desse monitor ainda não esteja definida.

O porta-voz da Meta criticou o foco do Procurador-Geral em uma única plataforma, alegando que isso ignora a multitude de aplicativos que os adolescentes utilizam diariamente. Ele também afirmou que as propostas infringem os direitos dos pais e a liberdade de expressão dos habitantes do Novo México, ressaltando que a empresa já implementou diversas medidas de segurança no último ano.

O olhar do setor sobre o resultado do julgamento

As eventuais ordens do juiz, se aplicadas, valeriam apenas para as operações da Meta no Novo México, mas poderiam ser estendidas a outros estados para simplificar sua atuação, ou a empresa poderia optar por encerrar suas operações no estado, conforme já mencionado publicamente. Nenhuma dessas opções é indiferente ao setor. Uma vitória significativa do Procurador-Geral poderia motivar outros processos contra empresas de tecnologia em todo o país, enquanto uma decisão limitada poderia diminuir a credibilidade da estratégia jurídica em andamento.

O Procurador está trabalhando em uma abordagem mais ampla e, durante uma recente visita a Washington, DC, defendeu novas proteções para crianças online e uma revisão da Seção 230, a lei que impede que plataformas sejam responsabilizadas pelo conteúdo gerado por usuários. Ele destacou que, sem essa proteção legal, a probabilidade de as empresas terem que enfrentar um júri aumentaria. Análises históricas mostram que a regulação por meio de processos não é incomum nos Estados Unidos, com precedentes em casos relacionados ao tabaco e outras substâncias.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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