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Avaliação de Directive 8020 (PS5): O que os jogadores estão dizendo?

Imagem de Directive 8020 - Captura de tela 1 de 6

A proposta de unir a fórmula da Supermassive com a atmosfera de filmes icônicos como Alien e The Thing despertou grande curiosidade em muitos. A ideia de ter que identificar se um tripulante é realmente quem parece ser ou se trata de um alienígena assassino, além de arcar com as consequências dessa escolha, promete uma experiência narrativa rica.

No entanto, Directive 8020 entrega apenas uma fração desse potencial, proporcionando um entretenimento que, apesar de satisfatório, pode deixar a desejar.

A trama se inicia com a tripulação da Cassiopeia, uma sonda interestelar em direção a Tau Ceti f, considerada uma nova casa para a humanidade. Antes de chegar lá, a nave é atingida por um meteorito, liberando uma forma de vida que consegue imitar humanos e que começa a se espalhar pela nave.

Para aqueles que não jogavam um título da Supermassive desde Until Dawn em 2014, a quantidade de escolhas que o jogo oferece surpreende. Após apenas 20 minutos de jogo, é possível observar as consequências das ações, com um aviso constante na tela sobre as “consequências”.

Imagem de Directive 8020 - Captura de tela 2 de 6

Ao longo da narrativa, o jogador controla cerca de sete personagens, onde as decisões variam desde como responder a perguntas até como lidar com as diversas situações que surgem, podendo impactar a sobrevivência ou a morte de certos personagens.

Além disso, há controle sobre os personagens para exploração básica, eventos de tempo rápido esporádicos e alguns momentos de furtividade, que rapidamente podem se tornar repetitivos.

No geral, o formato do jogo não mudou muito desde Until Dawn, mas apresenta um grau de complexidade maior. Agora, os personagens possuem destinos que podem ser desbloqueados ou perdidos conforme as escolhas feitas.

Esses destinos podem determinar se um personagem se torna um herói ou ganha autoconfiança, por exemplo, desbloqueando novas formas de progresso e desdobramentos narrativos. Contudo, os personagens são, em sua maioria, medianos. Não há aversão a ninguém (a menos que a situação exija), mas também não há um apego emocional significativo.

Imagem de Directive 8020 - Captura de tela 3 de 6

As conversas e os registros de lore encontrados ao longo do jogo ajudam a aprender mais sobre os personagens, e isso é naturalmente interessante. No entanto, a impressão geral é de que todos carecem de profundidade, um desperdício considerando o talento de parte do elenco.

Outro ponto fraco do jogo é o cenário. Apesar das referências a Alien, a Cassiopeia, onde a maior parte da ação se desenrola, se mostra monótona. O design futurista em tons de metal não apresenta identidade própria. Nos cerca de sete horas explorando corredores vazios e ambientes repetitivos, a sensação de escala e imersão é quase inexistente.

Embora a situação melhore visualmente no segundo ato, é claro que a Cassiopeia não foi o foco principal da Supermassive, o que é uma pena. Em muitos jogos de terror espacial, como os exemplos de Dead Space, SOMA ou Alien Isolation, um grande cenário se torna essencial para a ambientação.

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Apesar do início morno, a narrativa ganha ritmo na segunda metade. Surpresas e momentos de terror bem elaborados se destacam, enquanto muitas escolhas começam a impactar de forma mais significativa a história.

Momentos críticos em que é preciso decidir se alguém é humano ou um alienígena assassino oferecem a tensão desejada, representando fragmentos de magia que muitos esperavam do jogo.

Como em outros jogos da Supermassive, existe a possibilidade de rejogar, com finais diferentes onde personagens podem viver ou morrer, dependendo das escolhas e eventos. Um erro em um evento de tempo rápido pode custar a vida de um personagem querido.

Imagem de Directive 8020 - Captura de tela 5 de 6

Além disso, o sistema de retrocesso oferece uma nova dinâmica, permitindo voltar a momentos decisivos e optar por uma nova abordagem. Ainda existe um modo sobrevivente para aqueles que preferem enfrentar as consequências de suas decisões, mas essa mecânica facilita a exploração da trama sem a necessidade de recomeçar tudo do zero.

Apesar de interessante, a nova função pode soar um pouco contraditória. A cada grande decisão, o jogador é lembrado de que pode optar por alterar sua escolha. Contudo, algumas decisões não têm consequências imediatas. Logo, a convite à mudança acontece antes que se conheça o impacto real das decisões.

Além disso, se o jogador decidir voltar atrás, ainda será necessário jogar novamente certa parte do game. Dessa forma, pode parecer mais intuitivo começar uma nova partida do zero.

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Há uma árvore de ramificações que permite visualizar como diferentes momentos se entrelaçam, mas essa parte pode desfocar o mistério da narrativa. Em alguns casos, é explicado como as situações mudam, geralmente relacionadas à sobrevivência ou não de um personagem.

Apesar de a ideia de jogar novamente e experimentar novas opções ser intrigante, o desafio de passar por tudo de novo não é exatamente animador.

Testando o jogo em ambas as versões do console, PS5 e PS5 Pro, não houve problemas em nenhuma delas. Há modos de qualidade que funcionam a 30 fps, enquanto o modo de desempenho proporciona uma experiência mais fluida a 60 fps. Para exibições com VRR, existe um modo equilibrado a 40 fps em ambos os consoles, que foi a escolha feita. Os recursos de feedback tátil do controle DualSense também são notáveis.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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