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inKONBINI: Uma loja, muitas histórias – análise para Nintendo Switch 2

inKONBINI: One Store. Many Stories - Captura 1 de 5
Captura no Nintendo Switch 2 (Modo portátil)

O estúdio Tokyo-based Nagai Industries apresenta inKONBINI, um jogo que coloca os jogadores dentro de um konbini. Para quem não sabe, um konbini é uma conveniência japonesa, e a história segue o personagem Makoto, que trabalha em um durante uma semana de verão. Se a ideia de fazer um turno noturno em uma loja situada ao lado de uma linha de trem em 1993 no Japão te atrai, então é hora de adentrar pelas portas deslizantes e desfrutar do toque do sino.

Makoto está em casa durante as férias da universidade e trabalha no konbini da sua tia Hina, que gerencia a loja há décadas. Hina mantém tudo em pleno funcionamento, conhece todos os clientes habituais e deixa bilhetes com dicas úteis para o jogador durante o turno. Ela está sempre disponível pelo telefone caso você precise de orientações sobre como lidar com um refrigerador quebrado ou como repor produtos em falta.

inKONBINI: One Store. Many Stories - Captura 2 de 5
Captura no Nintendo Switch 2 (Modo acoplado)

A primeira impressão de inKONBINI é a de um simulador de trabalho ou gerenciamento. Embora contenha elementos desses gêneros, é um jogo livre das pressões típicas. É possível arrumar prateleiras sem medo de perder vendas e organizar produtos da maneira que preferir, pois os clientes não parecem se importar muito. Você pode fazer pedidos de estoque, mas não precisa se preocupar com custos ou manter um orçamento. Então, o que se faz, afinal? Grande parte do jogo envolve conversar com as pessoas.

Controlando Makoto de uma maneira tranquila, o jogador pode conduzi-la enquanto ela executa suas tarefas noturnas, como organizar alimentos para gatos ou rearranjar garrafas de cerveja. Um cliente aparecerá de cada vez e iniciará uma conversa, que levará a buscar o produto que eles desejam com base em algumas dicas. Por exemplo, um cliente pode querer algo que seja doce e em lata. Melhor não pensar muito na estranheza desse pedido para não se perder na experiência de inKONBINI.

inKONBINI: One Store. Many Stories - Captura 3 de 5
Captura no Nintendo Switch 2 (Modo portátil)

O gameplay é simples, mas o que realmente se destaca são as histórias dos visitantes da loja. Elas são encantadoras e evitam sobrecarregar com texto, embora não sejam profundas a ponto de causar emoção ou encantamento. Entre os personagens, há um comerciante obcecado por presságios, um garoto de 12 anos que está começando um negócio, e um homem muito alto que não fala nada. Mesmo que o jogo se intitule “Uma loja. Muitas histórias”, é possível questionar a quantidade de narrativas apresentadas. A jornada culmina após cerca de 7 horas, tempo que incluiu mais atenção à disposição dos produtos e à leitura de notas e diários.

As histórias não vão muito fundo, e os pontos principais são repetidos de maneira quase exagerada. A arc de Hina se esvazia e a própria Makoto não se desenvolve ao longo do jogo. Os clientes têm papel fundamental, mas são personagens que não sustentam narrativas mais complexas.

inKONBINI: One Store. Many Stories - Captura 4 de 5
Captura no Nintendo Switch 2 (Modo acoplado)

Apesar disso, inKONBINI é mais divertido do que parece. A experiência de um simulador de trabalho que não exige habilidades específicas ou dedicação é libertadora. Contudo, a atmosfera de trabalho sugere um ambiente opressivo, com luzes fluorescentes e uma trilha sonora repetitiva, onde a presença do funcionário é minimizada. Essa ideia poderia remeter a uma situação de trabalho distópica, acentuada pela banalidade da vida pré-internet.

No entanto, a loja Honki Ponki é bastante acolhedora. Embora os clientes reflitam sobre suas escolhas de vida, isso não se dá de uma forma lamentosa; a ambientação tranquila permite momentos de reflexão enquanto exploram produtos japoneses reais ou se deliciam com ramen instantâneo diretamente da tigela na bancada.

inKONBINI: One Store. Many Stories - Captura 5 de 5
Captura no Nintendo Switch 2 (Modo portátil)

Os sons, especialmente a música, ajudam a criar essa atmosfera reflexiva. Ao invés de jingles ou jazz, a trilha sonora é ambientada e relaxante, proporcionando uma sensação de tranquilidade. Com os movimentos lentos dos personagens, o jogador é levado a um lugar sereno, onde não há pressa e as ações necessárias para avançar na história são pouquíssimas.

No entanto, a jogabilidade não é tão fluida assim. Embora o design tenha essa proposta relaxante, na prática, existem algumas dificuldades. Destacar o objeto certo para interagir se torna complicado quando há dois ou mais próximos. A opção de modo mouse está disponível, mas, em pouco tempo, é mais confortável usar o controle.

A performance é geralmente aceitável, especialmente para um jogo de baixa ação, mas apresenta algumas quedas de taxa de quadros quando há clientes na loja. Não chega a ser um desastre, mas também não parece premium.

Conclusão

inKONBINI: One Store. Many Stories tem ambições modestas, mas atinge a maior parte delas: apresenta um pequeno número de histórias curtas e pouco desafiadoras, ambientadas no comércio japonês de 1993. A atmosfera eleva a experiência, mas não o suficiente para esconder a superficialidade da vivência proposta.

Para aqueles que apreciam narutomaki, recargas de tinta para hanko e a troca de cartões de visita com ambas as mãos, a passagem pelo caixa pode ser válida. Caso contrário, talvez seja melhor seguir em frente sem adquirir nada.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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