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Análise de God of War: Sons of Sparta para PS5

God of War: Sons of Sparta Screenshot 1

A série God of War passou por um momento de cansaço. Um dos pontos críticos foi God of War: Ascension, que embora fosse um bom hack-and-slash, repetia muito a fórmula anterior, gerando certa fadiga nas aventuras de Kratos.

Para renovar a franquia, os jogos ambientados na mitologia nórdica trouxeram uma abordagem totalmente diferente, trazendo um novo cenário, um estilo de jogo inovador, e transformando Kratos em um personagem mais rico e complexo. Essa renovação era necessária e consolidou os títulos mais recentes como favoritos dos fãs da PlayStation.

Com God of War: Sons of Sparta, a narrativa ganha novos contornos, permitindo que os jogadores vejam a saga sob uma nova perspectiva. Desenvolvido principalmente pela Mega Cat Studios, trata-se de um jogo de ação side-scrolling no estilo Metroidvania, e, em sua essência, apresenta uma jogabilidade muito boa.

God of War: Sons of Sparta Screenshot 2

A história, narrada por um Kratos adulto contando a suas filha Calliope, se passa em seu passado, quando era um adolescente em treinamento para se tornar um soldado espartano. Essa escolha de cenário é uma grata surpresa, permitindo explorar a infância do personagem e apresentar um lado dele que vai além das violências da idade adulta.

Kratos, junto com seu irmão Deimos, recebe um passaporte de Eiren, o que lhes permite explorar além das muralhas de Esparta. A partir daí, a missão deles é encontrar um garoto desaparecido, Vasilis, dando início à típica estrutura Metroidvania do jogo.

Os jogadores vão lentamente desbravando um mapa extenso, enfrentando obstáculos que demandarão o retorno a locais já visitados após desbloquearem novas habilidades e equipamentos. O combate, uma característica fundamental do jogo, é complementado por elementos de plataforma e resolução de puzzles, que se tornam mais desafiantes à medida que se avança.

God of War: Sons of Sparta Screenshot 3

Embora não introduza grandes novidades para o gênero Metroidvania, Sons of Sparta é uma boa representação dele, proporcionando diversão ao explorar cada área com as novas habilidades adquiridas.

O jogo integra de forma inteligente mecânicas clássicas da série, tanto das aventuras gregas quanto das nórdicas, resultando em uma experiência que soa familiar e ao mesmo tempo nova.

O sistema de upgrades é uma mescla do estilo mais direto de jogos antigos com a abordagem moderna de equipamentos, encaixando-se muito bem na fórmula Metroidvania.

Um ponto negativo dessa estrutura é que a primeira impressão pode não ser a melhor. No início, os jogadores contam com poucas ferramentas, o que pode tornar as primeiras horas do jogo um tanto monótonas. Leva um tempo até que o jogo realmente se torne envolvente.

God of War: Sons of Sparta Screenshot 4

É uma pena, pois, após desbloquear um conjunto de itens importantes, melhorar Kratos e adquirir equipamentos melhores, a experiência se torna muito mais rica e interessante. Sons of Sparta tende a melhorar conforme se avança no jogo.

O combate, inicialmente, é um pouco repetitivo, dependendo dos combos básicos para derrotar os inimigos. O sistema de ataques espirituais, que gera orbs de saúde e aumenta mais rapidamente o medidor de atordoamento, adiciona um toque interessante, embora consuma parte do medidor amarelo de Espírito. Esse medidor pode ser recarregado com ataques normais.

Além disso, o jogo conta com um sistema generoso de esquiva e um escudo que permite bloquear e contra-atacar, apresentando um efeito de câmera lenta satisfatório, semelhante ao dos jogos nórdicos.

O sistema é bem executado, e a experiência evolui após investimentos nas árvores de habilidades e upgrades efetivos. Transformar Kratos em uma força a ser reconhecida é gratificante, e existem várias abordagens disponíveis para isso.

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Os jogadores podem personalizar sua lança, escudo e outros equipamentos com partes que concedem diferentes efeitos, como dano elemental ou chances aumentadas de acerto crítico. Um cinto encontrado posteriormente pode ser adornado com vários buffs passivos, como aumentar a potência dos orbs de saúde ou provocar explosões nos inimigos ao serem derrotados.

O jogo oferece uma vasta gama de possibilidades e vale destacar também as Dádivas de Olímpia, que são utilizadas tanto para a travessia de ambientes quanto para resolver enigmas e realizar movimentos especiais em combate.

O problema é que o jogo demora um pouco para realmente mostrar seu potencial. Após ganhar momentum, Sons of Sparta se torna uma divertida adição à série, mas pode levar tempo demais para chegar ao ponto alto.

Elementos como a viagem rápida surgem após várias horas de jogo; embora seja possível viajar entre templos desde o início, não há muitos disponíveis. A ativação da viagem rápida entre fogueiras, que facilita a navegação e torna o backtrack mais agradável, acontece tardiamente, o que pode ser decepcionante para alguns.

God of War: Sons of Sparta Screenshot 6

Felizmente, o cenário e os personagens do jogo são suficientemente interessantes para manter o envolvimento. A relação entre Kratos e Deimos é um dos pontos centrais, testando a lealdade entre os irmãos e sua conexão com Esparta à medida que avançam em busca de Vasilis.

O mundo é visualmente agradável, com belos gráficos em pixel art e ambientes variados. Embora algumas áreas inicialmentes possam parecer repetitivas, com o progresso ganham destaque passagens de montanhas inóspitas, uma vinícola amaldiçoada e um calmo porto marítimo.

Apesar de alguns problemas, como bugs visuais ocasionais e uma área que causa quedas na taxa de quadros, o jogo é visualmente decente, embora não alcance o nível de detalhes que os fãs da série esperam.

O som é uma das qualidades notáveis do jogo, com uma nova trilha composta por Bear McCreary e atuação de voz sólida, incluindo uma interpretação de T.C. Carson como Kratos adulto, bem equilibrada e impactante.

God of War: Sons of Sparta Screenshot 7

Outra questão a ser mencionada é o modo cooperativo, que infelizmente só é desbloqueado após a finalização do jogo principal. Embora não seja incomum ter modos desbloqueáveis, a divulgação de que existe um modo cooperativo, quando na verdade é necessário completar primeiro o jogo solo, pode criar uma expectativa um tanto enganosa.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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