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Análise de High on Life 2 para PS5: O que esperar da sequência?

High on Life 2 Screenshot 1

High on Life foi um jogo polêmico quando lançado em 2022. A apreciação do game variava muito, dependendo do gosto do jogador pelo humor característico de Rick and Morty, estilo que foi mantido em High on Life 2, mesmo após a saída de seu fundador, Justin Roiland, em 2023. A equipe da Super Select avaliou as informações disponíveis em fóruns e comunidades online e notou que o novo título trouxe um FPS (First-Person Shooter) mais dinâmico e elaborado, com jogabilidade melhorada através da combinação de skate e tiro, além de um arsenal mais diversificado e locais mais interessantes para explorar.

Por outro lado, a experiência é prejudicada por questões de desempenho e qualidade no PS5 e PS5 Pro, que em algumas situações fazem com que High on Life 2 funcione e tenha aparência inferior ao seu antecessor. A sequência continua de onde o primeiro jogo parou, trazendo de volta alguns Gatlians (armas falantes), Lizzie e Gene. A estrutura do jogo lembra a anterior, com a exploração de diferentes planetas alienígenas e a necessidade de enfrentar chefes — desta vez, os antagonistas estão ligados a uma grande empresa farmacêutica chamada Rhea Pharmaceuticals, ao invés de um cartel.

High on Life 2 Screenshot 2

No entanto, o protagonista, agora conhecido após derrotar o cartel G3, se torna alvo de caçadores de recompensas, incluindo Lizzie, que se transforma em uma espécie de combatente pela liberdade. Isso significa que, enquanto tenta derrubar a Rhea, o jogador enfrentará diversos caçadores que tentarão impedi-lo ao longo das diversas e variadas localidades do jogo.

A história e os personagens, embora não sejam muito profundos, não precisam ser, já que o elenco de vozes, o roteiro e o humor são de alta qualidade. Para aqueles que apreciaram a comédia e a narrativa do primeiro jogo, a sequência se mostra tão boa, ou até melhor, em muitos momentos. O humor é mais incisivo, a sátira é bem afiada, e as atuações, como a de Galactus, interpretado por Ralph Ineson, elevam ainda mais a história e o humor característicos da série.

Entretanto, quem não gostou da escrita, das piadas ou dos personagens do jogo original provavelmente também não achará o novo título atraente.

High on Life 2 Screenshot 3

Um dos grandes atrativos de High on Life 2 é a capacidade de andar de skate enquanto se atira. Essa combinação parece insana à primeira vista, mas a equipe da Super Select observou que Squanch Games conseguiu mesclar esses dois elementos de forma eficiente. Andar de skate é uma experiência fluida e natural, tornando-se uma memória muscular aprender a se manter em movimento durante as batalhas. O design dos níveis é elaborado para aproveitar essa mecânica, com muitos elementos como corrimãos, cercas e rampas que podem ser utilizados em combate e na exploração dos planetas.

A variedade de armas também é uma grande melhoria nesta sequência, com novas opções sendo apresentadas com mais frequência. High on Life 2 garante que, para praticamente cada alvo, há um novo “brinquedo” para experimentar, mesmo que não seja uma arma convencional, já que existem objetos e animais, como uma tartaruga de fogo que lança chamas em frente ao jogador.

High on Life 2 Screenshot 4

Os momentos mais empolgantes do jogo acontecem quando utiliza-se o skate em combates contra chefes, proporcionando experiências únicas. O confronto final, por exemplo, se destaca positivamente.

No entanto, muitos desses aspectos são comprometidos por problemas visuais e de desempenho, que podem ser considerados como uma experiência áspera no PS5 e PS5 Pro. Embora o estilo artístico vibrante e colorido do jogo anterior tenha sido mantido, High on Life 2 acaba apresentando um visual embaçado e pouco atraente, fruto de diversas decisões de qualidade visual e desempenho que resultam em uma “tempestade perfeita” de problemas.

Um dos principais problemas está relacionado à falta de configurações de desempenho ou gráficos, além de uma opção de escala de renderização e algumas melhorias de upscaling no PS5 Pro — porém, ambas têm pouco impacto visual. O jogo tenta manter 60fps, mas nem sempre consegue, resultando em uma queda consistente de desempenho, especialmente no PS5, que pode ter uma resolução reduzida para cerca de 720p ou 792p no PS5 Pro, segundo discussões em fóruns e comunidades gamers.

High on Life 2 Screenshot 5

Essa baixa resolução e as opções de upscaling criam uma experiência visual granulada, cheia de ruído no ambiente, nas armas, nos modelos de personagens e até na interface. O cenário é um pouco melhor em ambientes fechados, mas High on Life 2 possui muitos espaços abertos, tornando a visualização geral do jogo desagradável devido à baixa fidelidade visual. Além disso, ocorrem problemas visíveis de “pop-in” que dificultam o rastreamento de inimigos ou projéteis durante as lutas contra chefes, onde muitas informações estão em jogo.

A situação é agravada por decisões de design que evidenciam os problemas do Unreal Engine 5. Uma escolha em particular da Squanch Games foi o uso de superfícies reflexivas que apresentam reflexos distorcidos e pouco realistas, o que acaba distraindo e piorando ainda mais a aparência embaçada do jogo. A qualidade visual superior seria mais apreciada do que reflexos que não são necessários.

High on Life 2 também utiliza sombras em espaço de tela que aparecem e desaparecem conforme o ângulo de visão do jogador. Contudo, sua presença em excesso faz com que a percepção de “pop-in” de objetos pareça ainda pior, já que pequenos ajustes na câmera podem fazer com que sombras desapareçam constantemente.

High on Life 2 Screenshot 6

Esse conjunto de problemas gráficos resulta em uma apresentação que faz High on Life 2 parecer pior do que realmente é, tornando a experiência de jogo visualmente desorientadora, já que muitos elementos acontecem simultaneamente.

Tags: High on Life 2, PlayStation 5, PS5, Fps, Reviews, Squanch Games
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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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