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Análise de SOUTH OF MIDNIGHT para PS5: uma nova experiência a caminho!

South of Midnight Review - Screenshot 1 of 6

South of Midnight é o tipo de jogo que poderia ter elevado o Xbox Game Pass a outro nível se tivesse sido lançado frequentemente.

Esta é uma aventura relativamente direta de 12 horas, sem grandes inovações em termos de jogabilidade, mas apresenta uma apresentação e design tão impressionantes que se torna impossível não se deixar envolver. A beleza visual e sonora da experiência é o que mais se destaca e torna o jogo interessante.

Desenvolvido pela equipe da Compulsion Games, conhecida por seu trabalho em We Happy Few, esta versão para PS5 chega sem conteúdo extra ou modos adicionais para complementar a experiência, sendo idêntica às versões do Xbox Series X|S e PC. Jogadores que já tiveram contato com o jogo anterior podem optar por não repeti-lo.

Novos jogadores encontrarão uma narrativa rica, inspirada em mitos e folclore do profundo sul dos EUA, com personagens como Two-Toed Tom e Huggin’ Molly. A protagonista, Hazel, precisa recuperar sua mãe e seu lar após um furacão, embarcando em uma jornada por um mundo onde esses mistérios góticos se tornam realidade.

South of Midnight Review - Screenshot 2 of 6

A estrutura linear do jogo conduz o jogador por capítulos, combinando combate, plataformas e exploração leve para contar a história. Embora a jornada seja divertida, a jogabilidade torna-se previsível muito cedo, sem evoluir com novas ideias.

A principal questão de South of Midnight é que após algumas horas, é provável que a jogabilidade se torne repetitiva, sustentando a experiência principalmente por meio da narrativa e dos gráficos.

Nesse novo mundo, Hazel se transforma em uma Weaver, adquirindo habilidades como força de empurrar, puxar e telecinese, que complementam um sistema de combate focado em ataques corpo a corpo, mas que frequentemente deixa a desejar em termos de satisfação.

Embora exista uma sequência simples de ataques que podem ser combinados com as habilidades da Weaver, tudo funciona em tempos de recarga. Essas combinações são desarticuladas e não permitem que um fluxo de combate se desenvolva naturalmente, resultando em um sistema rígido e pouco dinâmico.

South of Midnight Review - Screenshot 3 of 6

Na verdade, a flexibilidade é escassa em todo o jogo.

South of Midnight sinaliza suas batalhas através de grandes bolhas no ambiente, enquanto entre os confrontos, a exploração é restrita a um caminho definido. A sensação é de estar jogando um título retrô, remetendo à época do PS3, como em Uncharted: Drake’s Fortune.

O jogador segue uma rota pré-estabelecida em cada nível, com algumas trilhas opcionais que levam a colecionáveis ou moedas de upgrade no final. Porém, são sempre becos sem saída, obrigando a voltar para a trilha principal do capítulo.

Ainda que existam ambientes mais amplos, eles são raros e funcionam apenas como veículos para alcançar o próximo objetivo. Alguns poderes de movimento, como o salto duplo, deslizar e correr nas paredes, adicionam um toque de classe às sequências de plataformas, mas são simples o suficiente para que a experiência com South of Midnight não seja tão emocionante quanto se desejava. A jogabilidade é satisfatória, mas nada além disso.

South of Midnight Review - Screenshot 4 of 6

Ainda assim, a recomendação para jogá-lo é um reconhecimento da apresentação geral, estilo e estética do jogo.

O que a equipe da Compulsion Games alcançou em seu terceiro projeto conjunto é admirável. Com técnicas de stop-motion e claymation, a equipe cria um visual único, onde os personagens não se animam em harmonia com o ambiente ao seu redor.

Em vez disso, eles se destacam, cercados por um universo que retrata os típicos cenários do profundo sul, como pântanos e casas de estilo antebellum. Essa fusão estilística e visual resulta em uma experiência rica em esplendor gráfico.

South of Midnight Review - Screenshot 5 of 6

No entanto, a frequência de pop-ins de textura pode prejudicar um pouco esse efeito, com objetos aparecendo repentinamente diante do jogador para completar a cena. Embora isso não seja tão problemático na maioria dos jogos, para um que se apoia tanto em suas conquistas visuais, essa falha se torna um detalhe notável.

A trilha sonora, por outro lado, complementa perfeitamente as vibrações do sul profundo, com faixas que fazem você querer cantar junto. Durante as batalhas contra chefes, a música se adapta à situação, fazendo referências aos inimigos enfrentados. Mesmo fora desses momentos, a trilha se encaixa bem no tom e na atmosfera do jogo, incorporando suas influências de maneira eficaz.

É nesse aspecto que South of Midnight realmente brilha: seu estudo do sul profundo parece vir de um lugar de paixão e admiração. O jogo homenageia o folclore da região ao trazer seus personagens à vida, apresentando uma protagonista cativante com quem torcer. Embora a trama não seja das mais impactantes, ela cumpre seu papel e é elevada pelo elenco.

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Como um port para PS5, o jogo é bem simples. Não há modos gráficos disponíveis; a versão roda a 60 quadros por segundo de forma estável no PS5 Pro, e é apenas isso. O uso dos recursos do controle DualSense é mínimo, sem qualquer feedback tátil além das vibrações padrão.

Conclusão

Poucos jogos desta geração chegam com uma apresentação tão impressionante em movimento quanto South of Midnight, que oferece visuais e áudio de destaque, encapsulando as vibrações do sul profundo. A experiência de jogar, no entanto, esgota-se rapidamente em termos de ideias, tornando-a menos emocionante do que se esperava. Apesar disso, a beleza gráfica, a trilha sonora e as inspirações do jogo conseguem levá-lo a um término satisfatório.

Tags: South of Midnight, PlayStation 5, PS5, Action, Adventure, Reviews, Xbox Game Studios
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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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