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Análise do controle ANBERNIC RG G01 para Switch: básico, mas sem grandes emoções

Anbernic 1

A fabricante de acessórios Anbernic é conhecida por seus dispositivos portáteis de emulação, lançando novas opções com uma frequência impressionante. Embora raramente atue no segmento de controles, quando faz, os resultados costumam ser variados.

O primeiro controle da marca, o RG P01, foi comparado a cópias dos modelos mais em conta da 8BitDo, e é fácil entender o porquê. No entanto, com o novo RG G01, a questão de cópia é menos evidente, embora outras marcas possam ter opinião diferente. Mas será que ele é realmente bom? É funcional e atende ao básico, mas talvez não seja a melhor recomendação para quem busca algo novo para o Switch ou Switch 2.

Com um preço de $39,99, o RG G01 oferece duas características inesperadas para um acessório nessa faixa de preço: uma tela IPS e um monitor de frequência cardíaca. Além disso, possui botões com microswitch, D-pad, gatilhos Hall Effect, controles de giroscópio de seis eixos, motores de vibração básicos e analógicos capacitivos, que prometem eliminar o problema de “drift” e são mais eficientes em termos de energia que alternativas convencionais.

Essa última característica é particularmente interessante. Apesar de os joysticks capacitivos serem uma novidade, a sensação ao usá-los no G01 é um pouco inferior em comparação aos controles oficiais, como o Pro Controller 2 e o Mobapd Chitu2 HD. Eles reagem bem, mas o eixo metálico encosta na parte plástica ao ser movido para as bordas, resultando em atrito constante. Isso era comum no passado, mas em 2026, com a oferta de joysticks extremamente suaves no mercado, isso não parece mais adequado.

Os botões ABXY seguem o layout do Xbox e não é possível trocá-los fisicamente para simular o layout do Switch. Porém, a tela integrada facilita a remapeação dos inputs. Desde que o jogador não se importe de não olhar para o controle enquanto joga, essa questão dos rótulos descompassados não deve ser um grande problema.

Entretanto, o que se destaca são o tamanho dos botões – eles são bastante pequenos. Embora não sejam tão minúsculos quanto os do PS Vita, são apenas um pouco maiores que os dos Joy-Con 2. Com opções de controles maiores e mais confortáveis no mercado, a adaptação para algo menor pode ser desafiadora.

Na parte inferior, estão os botões de função, organizados em linha, o que não é uma escolha ideal. Da esquerda para a direita, estão ‘Select’, ‘Capture’, ‘Home’ e ‘Start’. Pressionar o botão ‘Home’ por alguns segundos permite acessar as configurações via tela IPS. A navegação se dá pelo D-pad, já que a tela não é sensível ao toque. É possível ajustar várias configurações, como mapeamento de botões e calibração, mas a inclusão do monitor de frequência cardíaca é um tanto confusa.

No canto superior direito da tela, é possível monitorar a frequência cardíaca através de um pequeno indicador em tempo real. O sensor está localizado na parte da empunhadura direita do controle, captando dados da palma da mão. Inicialmente, pode parecer que não está funcionando, mas um filme protetor pode estar cobrindo o sensor, o que exige que seja removido para a funcionalidade adequada. Atenção a isso.

Mesmo com a funcionalidade funcionando corretamente, não está claro por que o G01 possui um monitor de frequência cardíaca. Sua função é emitir um alerta caso a frequência cardíaca ultrapasse um determinado limite, o que resulta em uma vibração contínua do controle. Seria para fins de saúde? Para medir a diversão do jogador? Na verdade, parece ser um recurso desnecessário que poderia ser facilmente dispensado.

Anbernic 3

A duração da bateria é de cerca de 20 horas durante o uso normal, um desempenho aceitável. O G01 também conta com quatro entradas adicionais na parte de trás para remapeamento e funções de macro. No entanto, ele carece de algumas funcionalidades importantes, como suporte de despertar para o Switch 2, botões dedicados para chat, NFC e HD rumble. Os motores de vibração são adequados, mas o feedback será básico, independentemente do jogo.

Por último, o controle vem com uma faceplate plástica removível que não impressiona. O acabamento brilhante dá a impressão de que o produto é barato. Removê-la não é uma boa ideia, pois deixaria os motores expostos ao toque, o que não é uma situação segura para se experimentar.

Conclusão

É importante considerar que o RG G01 parece ser direcionado principalmente a usuários de PC e Android. Embora funcione adequadamente como controle para o Switch, não foi desenvolvido pensando nas especificações da Nintendo. Isso significa que o layout dos botões ABXY não está correto, além da ausência de recursos importantes como botões de chat e suporte de despertar.

Com isso em mente, o G01 se revela um controle peculiar, e não ficou claro para quem ele realmente se destina. A funcionalidade do monitor de frequência cardíaca parece desnecessária e a faceplate transparente dá um aspecto barato ao controle. Há opções muito melhores disponíveis no mercado.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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