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Ataque hacker à PSN em 2011 e suas conexões com os vazamentos de músicas do Michael Jackson

Resumo rápido!

Em 2011, durante a crise da PlayStation Network, hackers invadiram servidores da Sony Music e roubaram cerca de 50 mil arquivos, incluindo o catálogo digital de Michael Jackson. Esse vazamento silencioso criou um estoque paralelo de demos e masters, explicando a onda de novas músicas que estão surgindo desde então.

Nesta semana de janeiro de 2026, uma nova seleção de músicas inéditas de Michael Jackson, com demos de estúdio e a esperada “Changes” em versão completa, reacendeu uma história que muitos esqueceram: o ataque hacker à Sony em 2011 que resultou na perda praticamente total do acervo digital do cantor.

2011: o dia em que o catálogo digital de Michael Jackson saiu do cofre

Em 2010, o espólio de Michael Jackson firmou um acordo com a Sony avaliado entre 200 e 250 milhões de dólares para explorar seu catálogo por sete anos, incluindo lançamentos póstumos feitos a partir de um vasto arquivo de gravações guardadas em servidores internos. Esse “cofre” digital continha masters, demos, multitracks e versões alternativas de quase toda a sua carreira.

No dia 4 de abril de 2011, o grupo Anonymous lançou um ataque massivo contra a PlayStation Network, utilizando o método de DDoS (Distributed Denial-of-Service). Batizada de “#OpSony”, a operação pretendia prejudicar as operações da empresa como forma de protesto. Após três dias de ataques, o grupo percebeu que estava afetando mais os usuários do que a própria Sony e decidiu interromper a ação.

Os hackers conseguiram acessar um servidor de arquivos e roubaram cerca de 50 mil músicas, incluindo o catálogo completo de Michael Jackson. Somente em 2012 a extensão do roubo foi confirmada por fontes dentro da empresa.

Em 19 de abril de 2011, os usuários da PSN enfrentaram uma nova interrupção nos serviços, e a Sony decidiu desligar a rede devido a um acesso não autorizado. Dois dias depois, confirmou que a PSN tinha sido comprometida em um grande ataque.

Os problemas se agravaram em 2 de maio, quando se descobriu que a Sony Online Entertainment (SOE) também havia sido hackeada, comprometendo 24 milhões de contas, incluindo dados bancários.

Dois britânicos foram processados por uso indevido dos arquivos, tendo obtido milhares de faixas a partir de credenciais associadas a um ex-funcionário da Sony. O ataque não foi um “hack cinematográfico”, mas sim um problema de credenciais reaproveitadas em um sistema que tinha acesso direto ao cofre digital.

Por que os hackers miraram justamente Michael Jackson?

Para entender a motivação dos hackers, é necessário considerar o contexto de 2010–2011. O acordo com o espólio de Jackson colocava o cantor em destaque na estratégia da Sony, com grandes expectativas de receita com lançamentos póstumos e relançamentos de luxo.

Ao mesmo tempo, o primeiro grande álbum póstumo, “Michael”, gerou controvérsias entre os fãs, que questionavam a autenticidade das vozes nas músicas. Esse debate levou os hackers a afirmarem, em tribunal, que parte de sua motivação era obter faixas originais para provar que algumas músicas eram falsificações.

Investigações e consequências

Em setembro de 2011, o FBI anunciou a prisão de dois membros do LulzSec, que estavam ligados ao ataque à Sony Pictures. Porém, os responsáveis pelo ataque à PSN nunca foram oficialmente identificados ou punidos.

A Sony relatou ter encontrado arquivos contendo mensagens associadas ao Anonymous, mas o grupo negou envolvimento direto no roubo de dados.

Teorias sobre o incidente surgiram, e uma das mais populares sugere que uma falha de segurança em um firmware customizado permitiu o acesso à rede da Sony, mas essa hipótese nunca foi confirmada.

Do servidor corporativo ao colecionador

Após o ataque, a Sony reforçou sua segurança, mas o risco de vazamento já estava concretizado. Com a distribuição de arquivos de mestres e demos, as consequências foram inevitáveis. Em 2024, 12 músicas não lançadas foram descobertas em uma unidade de armazenamento pertencente ao produtor Bryan Loren.

Algumas casas de leilão começaram a vender esses cassetes como “artefatos”, mas sem direitos autorais. O espólio de Jackson reagiu, chamando as gravações de “indiscutivelmente roubadas” e buscando cancelar as vendas.

Se o ataque de 2011 mostrou a fragilidade da segurança de servidores corporativos, um episódio ocorrido em 2023, envolvendo o diretor técnico que trabalhou com Jackson, destacou como o problema se espalhou. Durante um evento, seu notebook foi roubado, resultando no vazamento imediato de 50GB de material inédito.

Os vazamentos de 2026

Korg Nex, uma figura enigmática no submundo dos colecionadores de conteúdo relacionado a Michael Jackson, liberou um pacote massivo de material inédito. Ao contrário de muitos, Korg não apenas vaza, mas também remixa e restaura faixas com vocais inéditos de alta qualidade, sob o selo “Redux”.

O acervo de Korg é frequentemente associado a fontes próximas à produção de álbuns icônicos, com indícios de ligação aos arquivos roubados da Sony Music em 2011. O mais recente lançamento indica que esse estoque de material está longe de se esgotar, trazendo desde demos históricas até versões com vocais ainda não divulgadas oficialmente.

Conclusão

A história do ataque à Sony em 2011 e o impacto sobre o legado de Michael Jackson continuam a ecoar, revelando a fragilidade da segurança digital e a incessante busca por arquivos perdidos que moldaram a música do Rei do Pop.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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