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Avaliação de CODE VIOLET para PS5: O que a comunidade acha?

Code Violet Review - Screenshot 1 of 8

Code Violet é um jogo que começa e termina com citações do famoso pintor e inventor Leonardo da Vinci. Isso parece apropriado, não porque o título vá ser lembrado por gerações como a Mona Lisa, mas porque, assim como os desenhos das máquinas voadoras de Da Vinci, o jogo é ambicioso, mas nunca realmente decola.

Ambientado em um futuro distante, em uma instalação nos confins do espaço, a heroína Violet é abruptamente acordada quando seu amigo é devorado por um velociraptor. Uma situação nada agradável!

Infelizmente, Violet acorda apenas de roupa íntima, e suas roupas estão do outro lado da instalação. Isso levanta algumas questões, como o fato de que ela deve ter tirado as vestimentas na noite anterior e andado pelos corredores nesse estado, sendo observada pelos funcionários. A lógica se pergunta: o que aconteceu antes desse desastroso despertar?

Code Violet Review - Screenshot 2 of 8

Mas não há tempo para reflexões, pois velociraptors são criaturas famosas pela impaciência. Antes que terminem o lanche, Violet precisa escapar, com ou sem calças.

Ela se agacha e sai em busca de roupas e armas, além de alguma explicação de como ela e os dinossauros acabaram no espaço. E tudo isso enquanto a câmera faz close na cena. Uma escolha estranha!

A narrativa envolvendo dinossauros no espaço é bastante absurda, mas a atuação de voz e o storytelling são apresentados com seriedade. É como se Christian Bale aparecesse em uma série dos anos 60 do Batman e apenas fizesse a voz. Embora essa mistura de tons seja estranha, acaba gerando momentos engraçados.

No entanto, a diversão acaba assim que o jogador começa a controlar Violet. O primeiro acontecimento foi um glitch que resultou em morte imediata.

Code Violet Review - Screenshot 3 of 8

Instruídos a correr da ameaça dos velociraptors famintos, o controle parou de responder completamente, enquanto os dinossauros pareciam correr em círculos antes de acabar com Violet, mais por sorte do que por habilidade.

Quando finalmente se conseguem armas, a situação não melhora muito. O combate em terceira pessoa é pouco satisfatório, com as armas parecendo leves e sem impacto.

Um shotgun deveria causar estrondo, mas disparar um em Code Violet é mais parecido com assoprar um canudo da McDonald’s — pouco boom e uma sensação de insatisfação.

Os hitboxes parecem erráticos e o retorno visual das ações é quase inexistente. Muitas vezes, não se sabe se um ataque realmente atingiu o alvo até ver o dinossauro cair de forma desconcertante.

Code Violet Review - Screenshot 4 of 8

Quando Violet é atacada, a resposta dela é indiferente, como se a presa estivesse apenas observando uma cena de ação. Ela não reage a um dinossauro a atacando, como se aquilo fosse a coisa mais comum do mundo.

Felizmente, Violet usa uma braçadeira que mostra a saúde atual. Portanto, mesmo sem reações aos ataques, quando o número começa a cair, é um claro sinal de que a vida está indo embora.

A câmera também prejudica a experiência, deixando muitos momentos frustrantes. Violet encontrou seu fim diversas vezes devido a uma visão extrema de suas costas, resultando em mortes repentinas em espaços confinados — um problema em um jogo que ocorre principalmente em corredores estreitos.

Code Violet Review - Screenshot 5 of 8

A falta de orientação também é uma questão, já que não há um registro de missões. Os personagens simplesmente dizem para ir a algum lugar, e se não houver uma chave para a porta, a busca se torna um passeio desnecessário por salas à procura do que se precisa.

Alguns quebra-cabeças básicos aparecem, como usar uma luz negra para encontrar um código ou seguir comandos de botões para abrir uma porta. Nada muito inovador.

A variedade de inimigos também é bastante previsível. Os velociraptors serão os adversários mais frequentes, mas há algumas criaturas maiores pelo caminho.

Além disso, surgem alguns pequenos dinossauros que atacaram Peter Stormare em The Lost World: Jurassic Park, além de dinossauros com frills que soltam veneno, semelhantes ao que atacou Newman em Jurassic Park. As referências às franquias são evidentes.

Code Violet Review - Screenshot 6 of 8

Os verdadeiros fãs de Jurassic Park sabem que o dilofossauro, conhecido por cuspir veneno, não tinha essas características na vida real. Esses detalhes foram criados para o livro e o filme.

Portanto, Code Violet pode ser uma possível sequência disfarçada de Jurassic Park ou os desenvolvedores basearam suas pesquisas em Spielberg. É provável que esse pensamento vá longe demais.

Outro aspecto que leva à reflexão é a quantidade de trajes provocantes que podem ser utilizados para vestir Violet, sem qualquer justificativa lógica.

Ela pode ser decorada como uma pin-up dos anos 1950, uma secretária sexy e outras opções, geralmente com roupas que deixam partes do corpo à mostra.

Code Violet Review - Screenshot 7 of 8

Nenhuma dessas vestimentas é prática para enfrentar dinossauros, e isso só reforça a confusão tonal que permeia Code Violet, uma vez que Violet como personagem é muito séria e apática, parecendo desanimada, como alguém que perdeu um hamster durante um evento de quadrinhos.

Em um momento-chave da história, Violet chora pela morte de um colega, que foi atacado por um dinossauro espacial. E enquanto as lágrimas escorrem pelo seu rosto, a câmera revela que ela está vestindo um traje de cowgirl com chaps que não cobrem nada. A situação é, de fato, bem cômica, e dá margem a pensarmos que Violet poderia estar interpretando um cosplay em um evento apenas.

Em resumo, Code Violet tem seus momentos visuais agradáveis. As animações podem ser estranhas, mas os cenários externos têm suas belezas, e o cabelo de Violet é atraente. Infelizmente, a maior parte do tempo é gasto em corredores quase iguais e com pouca iluminação.

Por outro lado, a brevidade do jogo é um ponto positivo, já que a duração gira em torno de seis horas. E embora a exploração inicial possa causar confusão, o tempo pode ser ainda menor para quem jogar com um pouco mais de atenção. Extender essa duração para dez ou doze horas tornaria a experiência mais cansativa. Com seis horas, ainda é um pouco árduo, mas menos do que pareceria à primeira vista.

Tags: Code Violet, PlayStation 5, PS5, Action, Adventure, Reviews, Teamkill Media
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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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