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ChatGPT apaga dois anos de trabalho de professor com um único clique

O ChatGPT causou a perda de dois anos de trabalho acadêmico de um professor com um único clique, evidenciando os riscos do uso de inteligência artificial para o armazenamento e gerenciamento de dados profissionais importantes. Um professor de Ciências Vegetais da Universidade de Colônia, na Alemanha, compartilhou sua experiência em um artigo na revista científica Nature. Ele utilizava o ChatGPT como ferramenta principal em diversas atividades, como preparação de aulas, redação de e-mails e revisão de publicações científicas.

O incidente aconteceu quando decidiu testar a desativação da opção “data consent” (consentimento de dados), questionando se ainda teria acesso às funcionalidades da plataforma. Nesse momento, todos os seus chats foram permanentemente deletados e pastas de projetos foram esvaziadas, resultando na perda irreversível de dois anos de trabalho acadêmico. Apesar de ter salvado algumas cópias parciais de conversas, grandes partes do projeto foram eliminadas.

O professor inicialmente acreditou se tratar de um erro temporário. Tentou acessar os dados em diferentes navegadores e dispositivos, limpou o cache, reinstalou o aplicativo e até reverteu as configurações, mas sem sucesso. Ao entrar em contato com o suporte da OpenAI, ele primeiro foi atendido por um agente de IA e, após várias tentativas, conseguiu falar com um funcionário humano, que confirmou a impossibilidade de recuperar os dados.

Em resposta, a OpenAI esclareceu que fornece um aviso de confirmação antes da exclusão permanente de um chat. Após essa confirmação, o conteúdo não pode ser recuperado, em conformidade com as práticas de privacidade e requisitos legais sobre dados dos usuários. A empresa também recomendou que os usuários mantenham backups pessoais para trabalhos profissionais.

O caso do professor não é único. Outros incidents semelhantes ocorreram, como um engenheiro de software que perdeu 10 anos de dados na nuvem da Amazon Web Services e um usuário do OneDrive que ficou sem acesso a 30 anos de fotos. Esses eventos mostram a vulnerabilidade de depender exclusivamente de plataformas digitais para o armazenamento de informações valiosas. O professor argumenta que, como assinante pagante, esperava encontrar medidas básicas de proteção.

Cada vez mais, especialistas em segurança digital recomendam a regra 3-2-1 para backups: manter três cópias dos dados importantes, armazenadas em dois tipos diferentes de mídia, com pelo menos uma cópia em um local separado ou na nuvem. Esse incidente serve como um alerta sobre os riscos de depender excessivamente de ferramentas de IA sem implementar estratégias robustas de backup. A responsabilidade pela segurança dos dados permanece, em última análise, com o usuário.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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