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Entenda a transição de arquitetura x86 para ARM e o que isso significa para os PCs

Nota do Editor: Durante o recesso, estão sendo republicadas matérias que se destacaram ao longo de 2025. Este conteúdo foi originalmente publicado em 5 de junho de 2025. A cobertura regular retorna na próxima segunda-feira, 05 de janeiro de 2026.


Os processadores ARM para PCs estão ganhando atenção, mas o que realmente os torna especiais? Por que gigantes como Apple e Microsoft estão optando por essa tecnologia, em vez de continuar com a tradicional arquitetura x86? Em 2025, essa inauguração está transformando o cenário tecnológico, apresentando laptops com baterias de longa duração e uma nova promessa de eficiência.

Contudo, essa transição não é um caminho fácil! Vamos explorar esses processadores, entender sua chegada aos PCs e discutir o que está acontecendo na mudança do x86 para o ARM.

O que são processadores ARM?

Os processadores ARM são chips projetados para oferecer um desempenho otimizado, fazendo com que o laptop funcione por horas sem precisar de uma tomada. Eles operam com uma arquitetura chamada RISC (Reduced Instruction Set Computing), que prioriza instruções simples e rápidas, consumindo menos energia em comparação aos chips x86, que utilizam CISC (Complex Instruction Set Computing). Enquanto o x86 domina desktops e servidores, o ARM vem sendo o preferido em smartphones e tablets há anos, como é o caso dos chips utilizados em iPhones e dispositivos Android.

Agora, esses processadores estão se expandindo para os PCs, especialmente laptops. A Apple, por exemplo, substituiu os chips Intel pelos seus próprios processadores ARM (M1, M2 e M3) em toda a linha Mac, oferecendo desempenho excepcional em atividades como edição de vídeos, com baterias que duram o dia todo. A Microsoft também está fazendo sua parte, com dispositivos Surface equipados com chips Qualcomm Snapdragon, enquanto marcas como HP e Lenovo já disponibilizam ultrabooks com ARM no mercado. O truque? Eficiência energética, menor aquecimento e integração com tecnologias modernas, como inteligência artificial.

Por que trocar o x86 pelo ARM?

Embora o x86, utilizado por Intel e AMD, seja poderoso, ele consome muita energia, o que não é ideal para laptops finos e leves. O ARM, por outro lado, é como um carro econômico, que faz mais gastando menos. Além disso, os chips ARM geralmente têm um custo de produção mais baixo, refletindo em dispositivos mais acessíveis. Uma vantagem adicional é a integração com o mundo móvel; os aplicativos desenvolvidos para smartphones podem funcionar nos PCs, um recurso que a Apple já implementa com seus Macs e iPhones.

Em 2025, os chips ARM também se destacam em tarefas de inteligência artificial. Os PCs Copilot+, equipados com processadores Snapdragon X Series, possuem unidades neurais (NPUs) capazes de realizar 45 trilhões de operações por segundo, ideais para aplicações como reconhecimento facial ou edição de fotos em tempo real. Essa evolução coloca a arquitetura ARM à frente do x86, que tem dificuldades em acompanhar o desempenho em dispositivos portáteis.

Como está a transição?

A transição do x86 para o ARM pode ser comparada a mudar de casa: emocionante, mas repleta de desafios. A Apple foi pioneira ao mudar completamente, anunciando em 2020 sua migração dos chips Intel para ARM, finalizando esse processo em 2023 com o Mac Pro. Com total controle sobre seu hardware e software, a Apple desenvolveu o Rosetta 2, uma ferramenta que permite que aplicativos x86 rodem em ARM sem complicações, enquanto aplicações como Photoshop e Office já estão disponíveis em versões nativas para ARM.

A Microsoft, embora esteja avançando, tem um ritmo diferente. Desde 2017, o Windows suporta ARM, com dispositivos como o Surface Pro X. Em 2025, o Windows 11 utiliza a emulação Prism para rodar apps x86 em ARM, mas a performance é notavelmente melhor com aplicações nativas (ARM64). A empresa também lançou ferramentas como o Kit de Desenvolvedor Snapdragon para apoiar programadores nessa transição, porém depende da colaboração de terceiros, que pode tornar o processo mais demorado. Já existem laptops ARM no mercado, mas os desktops ainda são uma raridade.

Os desafios da mudança

Nem tudo é perfeito nessa transição. O principal desafio é a compatibilidade. Muitos programas e drivers foram desenvolvidos para x86, e executá-los em ARM requer emulação, que pode ser mais lenta, especialmente em jogos ou software pesados, como editores de vídeo. Algumas plataformas mostram quais jogos x86 funcionam em ARM, mas a experiência pode incluir lags ou quedas de FPS. Além disso, drivers de periféricos, como impressoras, precisam ser ajustados, exigindo um esforço significativo dos fabricantes.

Outro desafio é o chamado “dilema do ovo e da galinha”: desenvolvedores só criarão aplicativos para ARM se houver uma grande base de usuários, e usuários só adotarão PCs ARM se houver uma boa quantidade de aplicativos disponíveis. Essa situação pode dificultar a transição, especialmente nos desktops, onde o x86 ainda predomina devido a softwares antigos e workstations. Contudo, a Microsoft está investindo em melhorias no Windows 11 e chips mais potentes, como os Snapdragon X, para acelerar esse processo.

O que o futuro reserva?

Em 2025, a arquitetura ARM está se consolidando em laptops, com modelos como o Surface Pro 11 e o MacBook Air liderando as vendas. A eficiência de energia e o suporte a inteligência artificial estão atraindo mais fabricantes, e a lista de aplicativos nativos para ARM continua a crescer, incluindo títulos da Adobe e do Microsoft Office. Nos desktops, no entanto, o x86 ainda é o padrão, principalmente entre gamers e profissionais que dependem de softwares específicos.

Olhando para o futuro, é esperado que o ARM conquiste um espaço ainda maior, especialmente nas áreas de computação em nuvem e inteligência artificial, onde a eficiência é crucial. Entretanto, a transição do x86 não acontecerá rapidamente, pois servidores e PCs de alto desempenho ainda o utilizam. É provável que ambas as arquiteturas coexistam, com o ARM dominando laptops e dispositivos portáteis, enquanto o x86 mantém sua força em desktops e workstations.

Vale a pena apostar em um PC ARM agora?

Para quem busca um laptop leve, que mantenha a bateria por todo o dia e ofereça bom desempenho para trabalho, estudo ou tarefas leves de edição, um PC ARM, como um MacBook ou um Surface com Snapdragon, é uma escolha excelente. No entanto, para gamers hardcore ou para aqueles que dependem de softwares específicos, é aconselhável verificar a compatibilidade ou esperar por mais aplicativos nativos. A transição está apenas começando, e 2025 promete ser um ano emocionante para acompanhar essa evolução!

O que acha dessa mudança para o ARM? Já testou um PC com essa arquitetura? Deixe suas impressões e dúvidas sobre o futuro dos computadores nos comentários!

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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