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Estudo aponta que Bitcoin é tão resiliente que poderia sobreviver à falha de 90% dos cabos submarinos do mundo, mas ainda é vulnerável a ataques direcionados.

Os cientistas de Cambridge concluíram o primeiro estudo longitudinal sobre a resiliência do Bitcoin diante de interrupções na infraestrutura da rede, com foco nas ocorrências de cabos de dados submarinos. Segundo os pesquisadores, o Bitcoin é altamente resiliente a falhas aleatórias de cabos, sendo necessário que entre 72% e 92% dos cabos submarinos do mundo sejam cortados ao mesmo tempo para que ocorram desconexões significativas. No entanto, a equipe observou que o Bitcoin pode ser bastante vulnerável a ataques direcionados.

O estudo analisou dados de 11 anos de tráfego de rede P2P e mediu o impacto de 68 eventos de falha de cabos confirmados. Ficou evidente que há uma diferença marcante entre os efeitos de falhas aleatórias e o que poderia ocorrer em caso de intervenção intencional em uma criptomoeda tão icônica.

Um aspecto central do relatório de resiliência é a aplicação de um modelo de cascata, que avalia sistemas complexos interdependentes, como redes de computadores, redes elétricas e sistemas de transporte.

Utilizando essa abordagem, os cientistas estimaram que o limite de falhas do Bitcoin em casos de falhas aleatórias varia entre 72% e 92%. A adoção do protocolo Tor tem se mostrado eficaz como barreira contra interrupções, uma vez que “a transição do Bitcoin para o Tor representa uma resposta auto-organizada à pressão regulatória, aumentando ao mesmo tempo a resiliência da infraestrutura”.

Contudo, no que se refere a ataques direcionados, o cenário muda. O Bitcoin é “muito mais vulnerável a esses tipos de ataques”, conforme notaram os pesquisadores. Um ator malicioso focando em apenas cinco dos maiores domínios de roteamento poderia prejudicar severamente a rede Bitcoin.

De modo geral, as conclusões do estudo são bastante encorajadoras para os fãs de criptomoedas. Contudo, a resiliência das redes necessárias para manter o funcionamento das criptomoedas está mais ameaçada do que nunca, especialmente com interrupções frequentes em regiões como o Mar Báltico, áreas do Oriente Médio e o Estreito de Taiwan.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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