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Ex-chefe do Windows reconhece que o MacBook Neo é o que o Surface deveria ter sido em 2012

É raro ver um executivo de alto escalão da Microsoft falar tão bem de um produto da Apple, mas o MacBook Neo realmente chamou atenção. Steven Sinofsky, que liderou a divisão Windows durante o lançamento do controverso Surface RT em 2012, afirmou que o novo laptop da Apple é uma “ruptura de paradigma”. Sinofsky até trocou seu MacBook Air pelo modelo da Apple.

Para ele, o Neo não é apenas um notebook econômico; é a realização de uma visão que tentou implementar na Microsoft há 14 anos, mas que acabou resultando em um prejuízo de quase US$ 1 bilhão.

8 GB que funcionam na prática

A escolha de um chip de iPhone em vez de um processador da série M e o limite de 8 GB de memória unificada geraram debates antes do lançamento. Sinofsky optou pelo modelo de 512 GB na cor Citrus e transferiu todas as suas aplicações, fotos e arquivos usando o Assistente de Migração. Depois de algumas horas de uso, o Monitor de Atividade mostrou que o consumo de memória estava abaixo de 7 GB, com picos temporários ao abrir programas.

Ele destacou que as primeiras 24 horas não são ideais para medir o desempenho real, devido a processos em segundo plano, mas ainda assim, a experiência foi muito semelhante à do MacBook Air. “Todos os ‘compromissos’ são totalmente aceitáveis e passaram completamente despercebidos por mim”, comentou.

A lição de 2012: Por que o Surface RT falhou?

A análise de Sinofsky revela uma autocrítica significativa. Em 2012, o Surface RT tentou levar o Windows para o ARM, mas acabou criando um ecossistema isolado: não executava aplicativos de PC e não tinha apps de celular, resultando em um “limbo” tecnológico.

Sinofsky observa que a Apple triunfou por ter uma abordagem radical:

  1. Transição Total: Diferente da Microsoft, que manteve os sistemas x86 e ARM simultaneamente por anos, a Apple fez uma transição completa para o Apple Silicon.

  2. Sem “Versões Lite”: O MacBook Neo roda o macOS na íntegra, com suporte a apps antigos via Rosetta 2. Não existem restrições de loja ou sistemas limitados.

A ideia certa na mão errada

Segundo o ex-executivo, o MacBook Neo é a prova de que a intuição de 2012 estava na direção correta, mas precisava da ousadia da Apple para “ir para o tudo ou nada” com seu hardware.

O veredito de quem já ocupou altos cargos na Microsoft é claro: o Neo não precisa de melhorias urgentes; ele deve continuar como um computador acessível que finalmente entrega a prometida portabilidade, autonomia de bateria e desempenho tão desejados pela indústria há décadas.

O Surface RT, por sua vez, naufragou comercialmente e resultou em uma baixa contábil de US$ 900 milhões para a Microsoft em julho de 2013, menos de um ano após seu lançamento.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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