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Experiência com o Nintendo Virtual Boy no Switch: uma relíquia enterrada que exige compra e assinatura.

Adquirir um periférico para jogar títulos que não se possui pode parecer um tanto curioso. A oferta dos clássicos da Nintendo no Nintendo Switch Online, junto com os jogos do Mega Drive, costuma ser bem vista, com muitos considerando a taxa de assinatura um investimento justo, dadas as vantagens. Contudo, a ideia de precisar de um periférico para jogar os novos títulos do Virtual Boy acaba gerando certo desconforto.

O periférico é essencial para reproduzir a visualização 3D que a console original proporcionava. Infelizmente, não é possível jogar esses títulos sem ele. Embora isso seja compreensível, muitos usuários gostariam que a Nintendo oferecesse versões em 2D para os jogadores mais casuais. O custo de uma réplica do Virtual Boy, sem os controles, é de £67, e há também uma opção em papelão, com design original, por £17. A dúvida que fica é: será que alguém pagaria £67 por um item que se tornaria inútil após a assinatura do Switch Online + Expansion Pack? Para muitos, essa não é uma escolha viável.

Por outro lado, pagar £80 pelo periférico e pelos jogos parece uma proposta mais atraente, que provavelmente conquistaria os fãs mais dedicados dessa curiosa parte da história da Nintendo. Para uma coleção retrô como essa, a melhor opção seria ter todos os jogos em um único cartucho do Switch, e é bem provável que muitos estivessem dispostos a pagar mais por isso. Considerando que a Nintendo está planejando lançar dois jogos do Virtual Boy que nunca estiveram no hardware original, essa iniciativa pode despertar um certo interesse colecionista que não parece totalmente explorado na maneira como os jogos estão sendo distribuídos atualmente.

A qualidade dos títulos disponíveis para o Virtual Boy não é o principal foco dessa coleção. Trata-se de um pedaço da história, e mesmo que todos os jogos fossem de qualidade abaixo do esperado, ainda assim seriam considerados relevantes. A felicidade aumenta ao saber que alguns jogos valem a pena ser jogados além da mera curiosidade.

Virtual Boy Wario Land é amplamente reconhecido como o melhor jogo do sistema, e entre os sete títulos disponíveis no momento, poucas discordâncias sobre essa afirmação podem ser encontradas. É um platformer de rolagem lateral muito bem construído, que aproveita bem a profundidade das visuais em 3D. Embora funcione perfeitamente em 2D, os efeitos, mesmo simples, acrescentam um charme visual interessante. A trilha sonora é igualmente envolvente, surpreendendo pela qualidade.

Dos outros seis jogos, Galactic Pinball recebeu mais atenção, possivelmente por ser mais amigável aos olhos. Após cerca de 30 minutos jogando Red Alarm, um shooter futurista com gráficos em wireframe, a transição de volta à realidade foi impactante, lembrando a cena em que Neo é desconectado em Matrix.

Atualmente, Wario e Galactic Pinball são as experiências mais convidativas, já que o projeto do Virtual Boy no Switch oferece uma ótima oportunidade para mergulhar na nostalgia, especialmente no Reino Unido, onde a console não foi amplamente disponível. Apesar de algumas críticas sobre a forma como os jogos estão sendo lançados, o custo ainda é mais atrativo do que comprar um sistema usado e seus jogos. A expectativa pelos lançamentos futuros, como Mario Clash, Mario’s Tennis, Jack Bros e o inédito Zero Racers, também traz um apelo adicional.

No geral, é positivo que a Nintendo tenha trazido o Virtual Boy para o Switch, apesar dos desafios. Do ponto de vista técnico, a experiência pode ser desconfortável, com algumas dificuldades em visualizar toda a tela, o que levou a ajustes na visualização do jogo. Além disso, a forma como se encaixa o Switch no periférico de plástico duro pode gerar preocupação com arranhões, mesmo que até agora nada tenha ocorrido.

O valor a ser pago pela experiência do Virtual Boy no Switch é uma escolha individual. Apesar dos problemas, muitos ainda valorizam essa proposta, refletindo uma disposição da Nintendo em explorar novas ideias. No fim das contas, a existência desse projeto é algo que realmente traz satisfação.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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