web counter Pesquisadores transformam leite estragado em materiais para impressão 3D com proteínas de resíduos lácteos e polímeros, criando alternativa ao plástico - Super Select
Home » Pesquisadores transformam leite estragado em materiais para impressão 3D com proteínas de resíduos lácteos e polímeros, criando alternativa ao plástico
Tecnologia, Hardware e PC

Pesquisadores transformam leite estragado em materiais para impressão 3D com proteínas de resíduos lácteos e polímeros, criando alternativa ao plástico

Já foi mencionado anteriormente, mas a impressão 3D enfrenta um problema sério com os materiais. A maior parte do filamento utilizado ainda é à base de petróleo, não biodegradável e destinada a durar mais do que quem imprimiu a adorável miniatura do barco Benchy. Por isso, uma nova patente desenvolvida na Universidade de Wisconsin-Platteville é bastante interessante: pesquisadores descobriram como transformar leite estragado em um biocomposto utilizável para impressão 3D.

Imprimir algo feito de leite pode soar estranho, mas em um mundo afogado em plástico e desperdício de alimentos, ideias inovadoras como essa são bem-vindas. A proposta central é surpreendentemente simples: o leite contém proteínas como a caseína e o soro, que podem ser processadas e misturadas com polímeros existentes para criar materiais imprimíveis. Em vez de descartar laticínios estragados, a equipe desenvolveu um método para extrair essas proteínas e reutilizá-las como parte do material para impressão 3D. O resultado não é “queijo imprimível”, mas sim uma alternativa plástica legítima, bem adequada para uso em impressoras 3D e originada principalmente de resíduos lácteos.

Esse avanço não ocorre isoladamente. Nos últimos anos, o mundo da impressão 3D tem experimentado maneiras de reduzir sua própria pegada ambiental, desde a reutilização de impressões e suportes falhados em filamentos reciclados até recicladores de filamento domésticos que permitem a reextrusão de erros plásticos. O interesse por materiais solúveis em água e compostáveis também tem crescido, assim como esforços comunitários para transformar resíduos do dia a dia—como garrafas de PET, utensílios plásticos descartados e sobras de embalagens—em filamentos utilizáveis. Todas essas abordagens ajudam a diminuir o impacto ambiental da manufatura aditiva, mesmo que nenhuma delas seja perfeita ou amplamente prática por enquanto.

Dr. John Obielodan & Dr. Joseph Wu from UW Platteville

Pesquisadores de UW-Platteville lideraram o estudo.

O que torna essa descoberta notável não é apenas o aspecto sustentável—embora isso seja indiscutivelmente um grande benefício. A crise de descarte de leite durante a pandemia, quando fazendas precisaram jogar fora milhões de galões de leite devido à queda na demanda, foi o estopim para o projeto. Essa pesquisa transforma o que, de outra forma, seria um passivo agrícola em uma possível matéria-prima para manufatura avançada. Para a impressão 3D, isso aponta para um futuro onde o filamento não está atrelado exclusivamente a combustíveis fósseis, sem exigir uma reestruturação completa das impressoras e processos existentes.

O projeto foi liderado por pesquisadores de engenharia e química que passaram anos aprimorando tipos de proteínas, pureza e proporções de mistura para obter uma resistência e flexibilidade aceitáveis. Essa não foi uma experiência aleatória; foi um trabalho envolvendo ciência de materiais para criar algo que realmente possa ser impresso em impressoras 3D sem causar problemas significativos.

Se essa tecnologia for comercializada, as implicações podem ser bastante significativas. Filamentos derivados de biomassa poderiam reduzir o impacto ambiental, diversificar as cadeias de suprimento de materiais e criar novas fontes de receita para os produtores de laticínios. Um excelente exemplo do pensamento de economia circular aplicado à manufatura aditiva, resultando em menos desperdício, menor uso de petroquímicos e permitindo que entusiastas e empresas utilizem suas próprias impressoras. Essa abordagem pode não ser chamativa, mas é exatamente o tipo de progresso em materiais que a impressão 3D precisa para evoluir de um “brinquedo de hobby” para uma manufatura mainstream.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

Adicionar comentário

Clique aqui para postar um comentário