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Projetos de data center europeu da Amazon atrasados por demora na rede elétrica de até sete anos — novas conexões somente após 2030

Amazon Web Services (AWS) enfrenta um tempo de espera significativo para a conexão de rede em projetos de novos data centers na Europa, com atrasos que podem ultrapassar sete anos. Essa situação é bem mais longa do que os prazos habituais de financiamento e construção física.

De acordo com a responsável pelos mercados de energia e regulação da AWS EMEA, a incerteza em relação às datas de entrega tem se tornado um dos principais fatores na decisão de investimentos da Amazon em centros de dados. Em muitos mercados europeus, os cronogramas para conexão à rede estão agora subordinados a filas que se estendem até a década de 2030. Em países como Itália e Espanha, mesmo projetos já com terrenos e licenças aprovadas ainda não conseguem garantir datas firmes para a conexão, resultando em uma capacidade nova que permanece paralisada, independentemente da demanda.

Nos últimos três anos, a demanda por energia dos data centers aumentou consideravelmente, impulsionada principalmente pela infraestrutura necessária para a inteligência artificial e pelas altas densidades de rack que isso exige. Estruturas projetadas para suportar entre 6 e 12 quilowatts por rack agora estão sendo planejadas para cargas muito superiores. A Agência Internacional de Energia alertou que os prazos de aquisição para componentes de rede fundamentais frequentemente se estendem além de dois anos para cabos e até quatro anos para transformadores de energia grandes. Essa desconexão entre os prazos de construção e a expansão da rede dificulta a capacidade dos operadores de transmissão de atender à necessidade urgente dos grandes provedores de nuvem, como a Amazon.

Enquanto isso, o consumo de eletricidade dos data centers na Europa continua a crescer de forma exponencial. Estima-se que a demanda de data centers na União Europeia chegue a cerca de 96 TWh em 2024, com projeções que aumentam para aproximadamente 168 TWh até 2030. Esse crescimento é especialmente impulsionado por instalações voltadas para inteligência artificial, que concentram a demanda de energia de maneiras que os modelos tradicionais de planejamento de rede não conseguem atender adequadamente.

Os maiores gargalos estão em países como a Itália, onde os operadores de rede receberam pedidos de conexão equivalentes a dezenas de gigawatts, associados a projetos de data centers ainda especulativos ou em estágios iniciais. Padrões semelhantes têm sido observados na Espanha e em partes do Norte da Europa, com capacidade sendo reservada anos antes e sem fiscalização em relação a empresas que asseguram essa capacidade, mas não avançam na construção.

Esses problemas resultam em uma situação em que a capacidade da rede existe apenas no papel, tornando-a, na prática, indisponível. Projetos prontos para construção acabam tendo que esperar por iniciativas que talvez nunca se concretizem. No Reino Unido, estão em andamento esforços para reformar esse sistema, com a agência reguladora de energia mudando para um modelo que prioriza projetos que já têm terrenos, financiamento e licenças. Discute-se a possibilidade de reformas semelhantes na Itália e na Espanha, mas a burocracia é lenta e as filas existentes poderão demorar anos para serem resolvidas.

Esse cenário está impactando diretamente onde os grandes provedores de nuvem estão dispostos a investir. De acordo com análises, um planejamento de rede deficiente pode levar os data centers da Europa a se afastarem de centros estabelecidos, como Frankfurt, Londres, Amsterdã e Paris, onde os tempos de espera são mais longos.

A Itália, embora ofereça capacidade disponível, enfrenta desafios devido a um aumento repentino nos pedidos de conexão, o que complicou os processos de planejamento. Esse fenômeno também começa a ser notado em mercados nos setores Sul e Oriental da Europa, à medida que os grandes provedores de nuvem buscam alternativas em locais como Grécia e Polônia para evitar a congestionamento nos centros tradicionais.

A Amazon tem buscado influenciar as discussões sobre políticas energéticas e apoiar iniciativas voltadas para acelerar os investimentos em rede. A empresa, junto com outros grandes players do setor, está promovendo mudanças que incentivem um planejamento de transmissão mais coordenado. Paralelamente, os provedores de nuvem estão explorando maneiras de reduzir a dependência da rede, como a geração de energia no local e investimentos em capacidade, inclusive nuclear.

Em resumo, o acesso à rede está determinando onde e quando novas capacidades são construídas na Europa. Projetos que conseguem garantir uma data de conexão firme avançam, enquanto outros permanecem paralisados, independentemente da demanda. Com longas filas e fiscalização ineficaz, a capacidade da rede tornou-se um recurso escasso. Apesar dos esforços de reforma e aceleração de investimentos, os desafios acumulados ao longo dos anos ainda precisam ser superados para que as expansões de data centers na Europa não fiquem prejudicadas pela entrega de energia.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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