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Treinamento de IA é considerado o “maior roubo da história da humanidade” por Toby Walsh em crítica às Big Techs

Durante o recesso, a equipe da Super Select republica matérias que se destacaram ao longo de 2025. Este conteúdo foi originalmente publicado em 8 de março de 2025, e a cobertura regular retorna na próxima segunda-feira, 5 de janeiro de 2026.

Os chatbots, como ChatGPT, Google Gemini, Microsoft Copilot e Grok, utilizam dados da internet para treinar seus modelos, absorvendo informações de livros, artigos e outros conteúdos sem necessariamente dar crédito ou compensação financeira aos autores.

Esse método de aprendizado levanta um debate significativo sobre direitos autorais e propriedade intelectual. Segundo o professor Toby Walsh, da Universidade de Nova Gales do Sul, o que está ocorrendo pode ser considerado “o maior roubo da história da humanidade”.

### IA e direitos autorais: um problema crescente

A recente denúncia feita por Walsh destaca uma preocupação crescente entre escritores, músicos e artistas. Ele, que possui 40 anos de experiência na área e é autor de quatro livros sobre inteligência artificial, constatou que suas obras foram utilizadas para treinar modelos de IA sem sua autorização.

Walsh testou o ChatGPT e percebeu que a ferramenta conseguia resumir capítulos inteiros de seus livros, levantando a questão: até que ponto as IAs estão explorando o trabalho de autores sem uma compensação justa?

Walsh questionou: “Minha obra não está disponível gratuitamente online, então como esses modelos foram treinados com ela? Pelo que sei, eles usaram uma cópia ilegal do dataset Books3, coletado por hackers russos.” Documentos judiciais indicam que a Meta baixou 81 TB de livros ilegalmente via Torrent para treinar sua IA.

Essa preocupação é compartilhada por escritores e editoras ao redor do mundo, que questionam empresas como OpenAI, Google e Meta. Elas supostamente utilizam vastos repositórios de conhecimento humano para alimentar suas IAs sem oferecer pagamento ou reconhecimento aos criadores originais.

### Regulamentação pode mudar o jogo?

O debate foi intensificado pela mobilização da Sociedade de Autores Australianos, que solicita novas regulamentações sobre o uso de obras protegidas para treinar modelos de IA. O governo também discute medidas mais rigorosas para proteger os direitos autorais diante do avanço das inteligências artificiais generativas.

A grande questão que fica é: até que ponto essas tecnologias podem continuar evoluindo às custas de criadores sem que haja uma compensação justa? O conflito entre inovação e direitos autorais está apenas começando.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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