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Chefe do Programa de Satélites Chinês Alerta para o Tempo Escasso

Segundo informações divulgadas pela China, a Starlink, da SpaceX, já conta com mais de 12.400 satélites operacionais em órbita, o que representa mais de 60% do total de satélites do mundo. Em contrapartida, a Qianfan, considerada a maior concorrente da Starlink na China, conseguiu lançar apenas cerca de 200 satélites após seu 11º lançamento em junho. Essa grande disparidade gerou preocupação nas autoridades chinesas que supervisionam o programa de satélites.

Em uma declaração à mídia estatal chinesa, o responsável pelo projeto Qianfan alertou que o tempo está se esgotando para que a China assegure recursos essenciais em órbita. Ele destacou que a preocupação não se limita apenas à quantidade de satélites, mas também abrange as posições orbitais e as faixas de rádio associadas. Esses recursos são considerados finitos e praticamente não renováveis. Quanto mais satélites a Starlink lançar, menores se tornam as oportunidades para acessar os locais orbitalmente mais valiosos.

A realidade no espaço próximo à Terra está mudando rapidamente, já que a Starlink não apenas possui um número expressivo de satélites, mas também lidera na implantação em altitudes entre 500 e 600 km, região vista como crítica para futuros serviços diretos de telefonia móvel via satélite. Dados indicam que a Starlink controla atualmente mais de 70% dos recursos orbitais de alta qualidade nessa faixa.

Assim, a competição entre redes de satélite não se resume apenas a uma disputa tecnológica ou de velocidade de implantação. Para muitos especialistas, as condições atuais assemelham-se a uma corrida espacial, onde a primazia na chegada pode garantir uma vantagem que perdurará por anos, ou até mesmo décadas.

Embora Hu Haiying afirme que a China não é uma novata na comunicação via satélite, tendo realizado lançamentos de teste desde 2003, ele destaca que a rápida evolução das telecomunicações terrestres fez com que o investimento em redes de satélite não fosse visto como uma prioridade, em contraste com os Estados Unidos.

Por sua vez, a SpaceX adotou uma abordagem inovadora. A Starlink formou a maior rede de satélites do planeta e estabeleceu um modelo de negócios eficaz, o que impulsionou sua expansão contínua.

Atualmente, a Qianfan planeja completar a primeira fase de sua rede com 324 satélites até julho de 2026 e, posteriormente, desenvolver mais de 15.000 satélites, integrando serviços de comunicação, sensoriamento remoto e futuras aplicações 6G.

Contudo, a pressão sobre o desenvolvimento chinês continua a aumentar. Até o final de 2025, a China solicitou à União Internacional de Telecomunicações (UIT) o registro de recursos orbitais para mais de 200.000 satélites, um dos maiores pedidos realizados até o momento.

Essa estratégia evidencia a urgência da China na próxima corrida espacial. O mecanismo atual da UIT atribui vantagens a quem se registrar, implantar e fornecer serviços primeiro, o que significa que a Starlink não é percebida apenas como uma rede de internet via satélite. Para a China, essa é uma disputa pelo controle de uma parte vital da infraestrutura futura. E com mais de 12.400 satélites já lançados, a SpaceX pressiona ainda mais o tempo dos concorrentes.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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