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Redescobrindo Conexões com Amigos e Família

Para muitas pessoas, a tecnologia de Interface Cérebro-Computador (ICC) representa uma possibilidade de novas experiências e até mesmo redenção. Um exemplo inspirador é o caso de um americano paralisado pela ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), que, após quase três anos com eletrodos implantados no cérebro, começou a usar o sistema para se comunicar, ler livros para sua filha, navegar na internet e até mesmo continuar seu trabalho.

De acordo com uma equipe de pesquisa da Universidade da Califórnia, esse é o primeiro caso conhecido de um “usuário intensivo” da tecnologia de ICC para comunicação verbal. Recentemente, foram divulgados resultados que mostram que, em pouco mais de 22 meses após receber o implante, o usuário já havia utilizado o sistema em casa por mais de 3.800 horas, sem a presença de pesquisadores. Um neurocientista envolvido no projeto ressaltou a importância desse marco histórico.

De paciente com ELA a pioneiro da tecnologia de comunicação telepática cerebral

Três anos atrás, quando decidiu participar do experimento, o paciente encontrava-se em um estado de total dependência. Aos 45 anos, foi diagnosticado com ELA, levando à perda gradual de movimentos e a dificuldades imensas na comunicação. Com isso, a ajuda de terceiros tornou-se indispensável em atividades cotidianas, incluindo a fala.

Nesse cenário, um professor associado de neurocirurgia e sua equipe propuseram que ele participasse de um estudo clínico sobre um dispositivo que poderia ajudar na comunicação. A escolha foi impulsionada pela convicção de que a área da tecnologia estava prestes a passar por transformações significativas.

Em julho de 2023, foi realizada uma cirurgia para implantar quatro conjuntos de eletrodos no cérebro. Esses eletrodos foram conectados a dispositivos fora do crânio, criando uma ponte entre o sistema nervoso e um computador. Esse avanço tecnológico é fundamental em pesquisas que visam decifrar pensamentos e convertê-los em fala.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia já trabalhavam em algoritmos para transformar sinais neurais em fala. O sistema capta registros da área do córtex motor, que está relacionada à produção de sons, e permite a criação de um decodificador personalizado para cada usuário. Esse programa decifrou, por exemplo, 39 fonemas que compõem os sons do inglês americano, tornando possível a conversão dos dados cerebrais em palavras.

Cerca de um mês após a cirurgia, o sistema foi ativado, e o usuário conseguiu se comunicar com um vocabulário inicial de 50 palavras, apresentando uma taxa de precisão impressionante de 99,6%. Com o tempo, esse vocabulário cresceu para 125.000 palavras, mantendo uma precisão de 97,5% — uma conquista notável, considerando as incertezas sobre a durabilidade do dispositivo.

Outro desafio no uso de implantes neurais é a formação de tecido cicatricial, que pode interferir na captação de sinais cerebrais. Entretanto, até o momento, esse problema não parece ter impactado a funcionalidade do sistema utilizado.

O sucesso não é a resposta para todos os pacientes com ELA

Embora os resultados sejam impressionantes, especialistas mantêm uma postura cautelosa em relação ao potencial dessa tecnologia para outros pacientes com ELA. Um pesquisador destacou que não é certo que o sistema funcionará da mesma maneira ou com a mesma eficácia a longo prazo para todos os pacientes.

Ele compartilhou a experiência de uma mulher com ELA que utilizou um sistema semelhante durante sete anos, até que deixou de funcionar devido à progressão da doença. Também foi mencionado que muitos pacientes podem não estar dispostos a se submeter a cirurgias invasivas.

Para alguns, os objetivos finais da interface cérebro-computador incluem usabilidade a longo prazo e comunicação eficaz. Entretanto, é comum que pessoas com doenças progressivas como a ELA relutem em aceitar hospitalizações.

No caso do paciente em questão, os benefícios oferecidos pelo sistema superaram suas expectativas iniciais, auxiliando-o a manter sua atividade profissional e a se reconectar com amigos e familiares, que anteriormente evitavam visitas por dificuldades na comunicação.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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