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Análise de DARK SCROLLS para Switch: O que a comunidade está dizendo?

Dark Scrolls Review - Screenshot 1 of 5
Capturado no Nintendo Switch (Docked)

Existem poucas formas melhores de investir $9,99 do que em Dark Scrolls. Este indie estilo Soulslike, com rolagem lateral, é uma ótima opção para passar o tempo durante uma viagem de trem. Embora não tenha uma jogabilidade extremamente profunda nem um mundo expansivo, ele atinge um equilíbrio perfeito pelo preço.

Definir Dark Scrolls como um ‘Soulslike com rolagem lateral’ não abrange toda a sua essência. O jogo também possui fortes influências de roguelikes e, claro, de Sonic the Hedgehog. A desenvolvedora Doinksoft (Gato Roboto, Gunbrella) mergulha o jogador diretamente na ação, oferecendo a escolha entre três personagens, sem muitas informações antes da primeira partida. O personagem Pigeon chama a atenção pelo nome curioso e pela semelhança com Link. Seu ataque e velocidade são superiores aos dos outros personagens iniciais, permitindo longos saltos enquanto atira facas rapidamente.

Dark Scrolls Review - Screenshot 2 of 5
Capturado no Nintendo Switch (Handheld/Undocked)

No entanto, a velocidade de Pigeon pode causar dificuldades nas primeiras horas de jogo. O cenário está repleto de obstáculos e inimigos, e é fácil acabar batendo em tudo, perdendo saúde antes mesmo de causar dano.

Isso levou a uma escolha mais frequente do personagem Grizz, que, como o nome sugere, é uma figura robusta, armada com um arsenal de machados e com um alcance de ataque considerável, além de se mover a um ritmo mais controlável. A habilidade especial de Grizz, um ataque de impacto que elimina os inimigos imediatamente, revelou-se especialmente eficaz contra um inimigo semelhante a um sapo, que salta de forma errática.

O terceiro personagem inicial, Emerys, é um tipo de mago que lança esferas de energia enquanto flutua. Emerys pode ser um pouco sem graça, pois se encontra em um meio-termo entre Grizz e Pigeon. Embora sua habilidade especial — um ataque em direção vertical e lateral — tenha um charme próprio, jogá-lo nunca soou tão satisfatório quanto os outros personagens.

Dark Scrolls Review - Screenshot 3 of 5
Capturado no Nintendo Switch (Docked)

Além disso, a influência de Sonic se destaca quando se utiliza a habilidade especial de Pigeon, um duplo salto que permite lançar facas para baixo, deixando-o temporariamente invulnerável. Essa mecânica, somada ao uso das várias superfícies elásticas inspiradas em Sonic, permite explorar caminhos mais altos nas fases. Assim como em Sonic, esses caminhos podem ser desafiadores, especialmente com o salto errático de Pigeon, mas oferecem recompensas melhores. Com essa estratégia em mente, foi possível derrotar o chefe da primeira etapa.

Fiel ao gênero Soulslike, as mortes em Dark Scrolls ocorrem com frequência. Os primeiros momentos são intensos, levando muitos a revisar o manual em busca de alguma estratégia. Contudo, em certo momento, tudo se encaixa e áreas antes consideradas impossíveis se tornam mais fáceis.

Dark Scrolls Review - Screenshot 4 of 5
Capturado no Nintendo Switch (Handheld/Undocked)

Contudo, um movimento em falso pode levar a situações complicadas, mas as melhorias incrementais, bem como os power-ups no meio das fases, oferecem um alívio necessário. Dark Scrolls não hesita em mostrar sua inspiração na FromSoft, incluindo até fogueiras entre os níveis.

Depois de se familiarizar com o jogo, ele não parece ser tão punitivo quanto os jogos tradicionais da From. A apresentação de Dark Scrolls ajuda nisso: a trilha sonora é alegre e aventureira, enquanto o estilo visual 16-bit é irresistivelmente encantador. A estrutura das fases, com inimigos tentando impedir o avanço do jogador, e um chefe ao final de cada nível, sempre oferece um desafio, mas a satisfação de derrotar um chefe em Dark Scrolls não se equipara àquela de conquistar um em Elden Ring. Dark Scrolls não busca ser excessivamente difícil; sua proposta é suavizar a experiência da From com uma embalagem mais acessível.

Dark Scrolls Review - Screenshot 5 of 5
Capturado no Nintendo Switch (Docked)

Alguns pequenos problemas se manifestam. Jogar Dark Scrolls com um controle analógico se mostra complicado, já que o jogo foi claramente projetado para ser jogado com um D-Pad. O controle analógico é excessivamente sensível ao movimento vertical, dificultando a movimentação horizontal. A tentativa de se esquivar muitas vezes resulta em um posicionamento indesejado, levando a tombos inesperados diante de inimigos.

Além disso, apesar das tentativas do jogo de não ser implacável, há inimigos que parecem destoar dessa proposta. A estética do jogo é agradável, mas os cenários são muito movimentados, tornando difícil perceber um zumbi saindo do solo enquanto se luta contra uma aranha gigante acima.

Conclusão

Dark Scrolls consegue equilibrar a repetitividade acolhedora dos roguelikes com o desafio característico dos Soulslikes. Com diversas formas de jogar, são seis personagens desbloqueáveis além dos três iniciais, cada um com habilidades, movimentos e padrões de ataque únicos.

Dado o preço, há pouquíssimos motivos para não experimentar, especialmente para aqueles que apreciam pixel art ou os gêneros abordados em Dark Scrolls.

#DarkScrolls #JogosIndies #Soulslike #NintendoSwitch #Roguelike #Aventura #PixelArt [

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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