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Modder reutiliza meias velhas para fazer PC funcionar a -28°C em freezer

Um modder australiano, conhecido como TrashBench, conseguiu fazer um PC funcionar a impressionantes -28°C dentro de um freezer comum, mantendo todos os componentes perfeitamente secos.

A ideia de colocar um computador no freezer não é nova. No entanto, a maioria das tentativas anteriores falharam devido à condensação — aquela umidade que aparece quando se retira uma bebida gelada da geladeira, por exemplo. TrashBench descobriu que o segredo não estava em revestimentos exóticos ou isolamento térmico complexo, mas sim em enxergar a situação a partir da perspectiva do tamanho e da paciência.

Escolha estratégica de hardware

As peças escolhidas foram deliberadamente modestas, evitando componentes caros como uma RTX 5090 ou um Core Ultra 9 285K. O setup incluiu uma placa-mãe ASUS ROG Maximus XI Apex, um processador Intel Core i7-9700KF, uma GeForce GTX 1070 (apesar de, em alguns momentos, ser mostrada como GTX 1060, o autor culpa a cerveja), um cooler Thermalright Phantom Spirit, memória G.SKILL Trident Z RGB, e uma fonte SilverStone Strider 750 EF que ficou fora do freezer.

A razão para o uso de hardware mais antigo é simples: caso ocorra algum problema, as perdas são controláveis. Além disso, essas peças consomem significativamente menos energia do que os modelos mais novos, resultando em menos calor gerado e, portanto, menos estresse para o compressor do freezer, que foi projetado para manter alimentos congelados, não para lidar com a carga térmica de uma RTX 4090.

Solução inovadora: hardware suspenso e desumidificação caseira

Em vez de apoiar as peças em prateleiras ou encostar nas paredes metálicas frias, TrashBench esvaziou completamente o freezer e optou por pendurar tudo no ar usando tiras flexíveis. Os cabos foram organizados e selados com cuidado para evitar a entrada de umidade exterior.

No fundo do freezer, foram espalhadas sílicas gel dentro de meias respiráveis, transformando-as em um sistema caseiro de desumidificação ativa. Essa combinação de um espaço amplo, um fluxo de ar controlado e uma gestão rigorosa da umidade permitiu que o sistema se estabilizasse sem criar condensação que prejudicasse os componentes.

Testes a -28°C: resultados modestos

Os testes foram realizados em três cenários: PC funcionando normalmente, dentro do freezer com as configurações padrão, e depois com overclock manual na GPU. Entre os benchmarks estavam 3DMark Time Spy, 3DMark Fire Strike, Cyberpunk 2077, Far Cry 6 e Shadow of the Tomb Raider — títulos clássicos que se adequam ao hardware de 2016.

Simplesmente colocar o PC no freezer a -28°C resultou em ganhos quase imperceptíveis. Na maioria das situações, a diferença estava dentro da margem de erro. A única melhora significativa foi um aumento sustentável de 51 MHz na GPU, graças às temperaturas frias.

O overclock manual de aproximadamente +240 MHz no núcleo da GPU trouxe resultados um pouco mais interessantes, mas que não justificam o risco envolvido:

  • Shadow of the Tomb Raider: ganho de 8% (de 102 FPS para 110 FPS)

  • 3DMark Fire Strike: melhoria de cerca de 7%

  • Outros testes: ganhos menores e inconsistentes

Componentes completamente secos

Após os testes, TrashBench conseguiu retirar as peças do freezer e constatou que estavam não apenas frias (registrando 9°C), mas também completamente secas. Em comentários, ele mencionou não esperar que o experimento funcionasse efetivamente.

O segredo não foi apenas a temperatura do freezer, mas sim seu tamanho. Freezers menores se aquecem rapidamente sob carga, causando variações de temperatura e cruzamentos frequentes do ponto de orvalho, condições ideais para a formação de condensação, o que é prejudicial para componentes eletrônicos.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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