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Entenda o acordo milionário entre META e AMD e como a segunda empresa cede parte da companhia em troca de pedidos de GPUs

A AMD e a Meta firmaram recentemente um contrato significativo para fornecer uma infraestrutura de inteligência artificial de 6GW, seguindo a linha de um acordo existente da AMD com a OpenAI, estabelecido no ano passado. Se o valor das ações da AMD atingir $600 até 2031, isso possibilitará à Meta receber 10% da empresa em troca da compra de GPUs. Embora inicialmente pareça uma medida drástica, uma análise mais profunda revela vários detalhes interessantes sobre essa parceria.

A AMD busca implementar seus sistemas baseados nos chips Instinct MI400 nos centros de dados de IA, mesmo sabendo que a Nvidia ainda lidera o mercado com suas tecnologias mais avançadas, como a arquitetura Rubin. A Nvidia continua sendo a escolha preferida entre aqueles que utilizam aceleradores para treinar modelos de IA.

Entretanto, a vantagem que a AMD pode oferecer à Meta está na criação de silício customizado e na capacidade de processamento para inferências. A Meta comentou que esse enfoque permitirá avanços e inovações em um ritmo sem igual, desenvolvendo novos hardwares potentes e eficientes em conjunto com sua pilha de software.

No ano anterior, os laboratórios de IA da Meta decidiram desviar suas atenções da competição em desenvolvimento de modelos de ponta e concentrar seus esforços no que chamam de “Personal Superintelligence”. Em janeiro, a empresa criou a Meta Compute, uma organização dedicada a expandir a capacidade de seus centros de dados. Essa nova estrutura visa centralizar a propriedade de toda a tecnologia da empresa, permitindo que a Meta continue seus esforços em IA, mesmo que não esteja mais competindo diretamente com os principais modelos de fronteira.

As projeções de investimento em IA da Meta podem chegar a até $135 bilhões em 2026, um aumento significativo em relação aos $72 bilhões do ano anterior. Recentemente, a empresa também anunciou a utilização dos sistemas de CPUs Nvidia Grace, o que indica uma abordagem agnóstica em relação às plataformas para escalar sua iniciativa de computação em IA, que deverá consumir dezenas de gigawatts de energia.

A expectativa é que os racks NVL72 da Meta sejam usados para desenvolvimento de modelos de ponta e tarefas de inferência intensivas. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, explicou que o hardware da AMD será utilizado principalmente para cargas de trabalho de inferência e superinteligência pessoal. Apesar da concorrência crescente no mercado de inferências, a Meta também está desenvolvendo seu próprio chip ASIC sob o programa Meta Training and Inference Accelerator (MTIA).

Analistas informam que a Meta está adotando uma abordagem híbrida, com a AMD se tornando um grande parceiro para determinadas cargas de trabalho de inferência, enquanto a Nvidia continua a fornecer hardware de alta performance para treinamento. Assim, a Meta não dependerá exclusivamente da Nvidia, diversificando seus investimentos em AI.

Após a divulgação do acordo entre AMD e Meta, as ações da AMD mostraram crescimento. Os preços das ações foram fixados em apenas um centavo cada, com 160 milhões de ações disponíveis, dependendo da entrega das GPUs Instinct. A primeira parte do acordo será liberada após a entrega de 1 gigawatt, escalando até os seis gigawatts até 2031, caso o valor das ações alcance o limite de $600.

Além disso, a AMD se comprometeu a fornecer CPUs EPYC de 6ª geração, com codinomes “Venice” e “Verano”, otimizadas para cargas de trabalho específicas. O hardware personalizado, otimizado para a Meta, deve começar a ser entregue na segunda metade de 2026. Essa parceria pode gerar receitas significativas, estimadas em bilhões de dólares por gigawatt.

Por fim, mesmo enquanto a AMD estabelece essas relações, a Nvidia continua a liderar o mercado sem a necessidade de oferecer ações em troca de pedidos, enquanto a AMD procura um equilíbrio para garantir pedidos e crescimento sustentável. Se a AMD cumprir suas promessas tanto para a Meta quanto para a OpenAI, poderá ter ocupado um papel essencial em um setor que está em crescimento acelerado, ao mesmo tempo em que minimiza sua dependência de um único fornecedor.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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