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EUA determinam que Big Techs paguem pela própria energia, enquanto Europa oferece subsídios

Cada vez que é solicitado a uma Inteligência Artificial generativa que faça um e-mail ou crie uma imagem, um servidor do outro lado do mundo consome uma quantidade enorme de energia para processar a tarefa, além de precisar de um sistema robusto de refrigeração para evitar superaquecimento. O problema é que os custos dessa infraestrutura não afetam apenas os grandes executivos da tecnologia; já estão impactando o bolso do cidadão comum.

Nos Estados Unidos, a situação se tornou tão crítica que levou o governo federal a tomar medidas drásticas. Contudo, a resposta na Europa revela um lado mais preocupante da corrida tecnológica.

### A rebelião nos EUA: um acordo bilionário

A insatisfação da população nos EUA alcançou seu limite. Segundo dados oficiais, as tarifas residenciais de eletricidade aumentaram, em média, 6% em 2025. Cidadãos e legisladores logo perceberam que o país tem cerca de 680 mega data centers planejados, uma infraestrutura que exigirá energia equivalente à produzida por 186 grandes usinas nucleares.

A pressão pública, intensificada em anos de eleições, fez com que até mesmo estados tradicionalmente republicanos ameaçassem suspender a construção dessas instalações. Isso forçou a Casa Branca a agir.

Em um movimento considerado histórico, o presidente reuniu executivos de grandes empresas como Google, Microsoft, Meta, Amazon e OpenAI para firmar a “Promessa de Proteção ao Contribuinte”. O acordo estabelece que as Big Techs arcarão com 100% dos custos de geração elétrica e das linhas de transmissão necessárias para alimentar seus servidores, protegendo a sociedade de futuros aumentos nas tarifas.

Como foi observado durante a reunião, a indústria de IA enfrenta uma séria “crise de relações públicas”, pois a população associa o avanço tecnológico ao aumento dos custos de energia.

### O estrago já ocorreu e é movido a carvão

Apesar do compromisso, especialistas do setor de energia abordam o acordo com ceticismo, considerando-o um mero entendimento sem força legal, uma vez que a regulamentação elétrica nos EUA é descentralizada.

Em algumas regiões, os custos já estão sendo repassados ao consumidor. Na rede PJM, que abrange 13 estados e abriga o maior conjunto de data centers do mundo, os custos de capacidade dispararam para US$ 23 bilhões. As tarifas recordes estão garantidas até 2028, dificultando a redução dos custos para a população no curto prazo.

Além disso, o impacto ambiental é preocupante. A urgência do Vale do Silício é tão intensa que as fontes de energia renovável não são suficientes. Para suprir a demanda da IA, as empresas de energia estão sendo obrigadas a atrasar o fechamento de usinas a carvão poluentes e a investir em gás natural, prejudicando assim a transição para uma energia mais verde.

### O paradoxo europeu: o povo arca com os custos

Enquanto os EUA exigem que as Big Techs assumam os custos, a Europa, temendo ficar para trás na tecnologia, está disposta a arcar com essas despesas. O consumo de data centers na União Europeia, que foi de 70 TWh em 2024, deve saltar para impressionantes 115 TWh até 2030.

A Espanha é um exemplo marcante dessa realidade contraditória. Enquanto a rede elétrica do país já enfrenta apagões técnicos, o governo tem incentivado a instalação de gigantes das tecnologias digitais.

Para transformar o país na “nuvem” do sul da Europa, o Ministério da Indústria considera classificar os data centers como “Consumidores Eletrointensivos”. Na prática, isso permitiria que essas grandes corporações recebessem compensações financeiras e subsídios nas contas de energia elétrica.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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