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Descubra as Caçadas em Igrejas e Cemitérios e os Acidentes nas Ruas em um Novo App Paródia Sobre Cornos!

Em agosto de 2016, **Pokémon Go**, desenvolvido pela Niantic, chegou oficialmente ao Brasil, criando uma onda de agitação e comportamento coletivo imensurável. Multidões tomaram parques e praças, realizando caçadas em igrejas e até utilizando serviços pagos para captura de pokémons, promovendo até casos de intervenção policial em algumas situações, similares a outros locais do mundo que já viviam o frenesi do jogo. Este texto revê esse período tumultuado no Brasil, que, em muitos momentos, conseguiu ofuscar até mesmo as Olimpíadas que aconteciam no mesmo período.

O game foi lançado no Brasil em 3 de agosto de 2016, apenas um mês após sua estreia global. Isso transformou as ruas em verdadeiros campos de caça. Utilizando GPS e realidade aumentada, o aplicativo fez milhões de brasileiros saírem às ruas com seus celulares em busca das criaturas virtuais que surgiam em diversos pontos da cidade.

Multidões nas ruas e parques lotados

O lançamento coincidiu com os Jogos Olímpicos do Rio 2016, mas **Pokémon Go** rapidamente conquistou os holofotes. Praças, parques e monumentos históricos tornaram-se centros de atividade, onde pessoas de todas as idades caminhavam entretidas, olhando para a tela dos celulares à procura de criaturas raras, quase como uma cena de uma série distópica.

A mecânica do jogo estimulava essa movimentação coletiva, pois certos locais funcionavam como **PokéStops**, onde era possível obter itens e atrair pokémons com mais frequência. A dinâmica transformou áreas urbanas em verdadeiros “eventos improvisados”. Uma simples notificação sobre um pokémon raro resultava em dezenas de pessoas correndo para o mesmo local.

Jogadores invadiram estádios como o Maracanã e o Mineirão em busca de raridades, enquanto competições esportivas aconteciam em segundo plano. As buscas se tornaram tão populares que **Pokémon Go** foi o termo mais pesquisado no Brasil em 2016, superando até “Jogos Olímpicos Rio 2016” e “Big Brother Brasil”. O jogo também uniu gerações, com muitos idosos se juntando à caça, gerando até desafios entre jovens e mais velhos.

Caçadas em igrejas, cemitérios e lugares improváveis

A distribuição de pokémons pelo mapa, no entanto, não seguia os contextos dos locais. Assim, jogadores começaram a aparecer em locais inusitados como igrejas e cemitérios, em busca de criaturas raras. Essa situação gerou desconforto entre frequentadores e administradores, especialmente com a crescente presença de grupos grandes em locais considerados sagrados.

A presença de tantas pessoas nesses ambientes revelou uma característica nova desse tipo de entretenimento: o fato de que o jogo estava alterando diretamente o comportamento físico das pessoas nas cidades, impactando suas rotinas. Por exemplo, no Cemitério da Consolação, em São Paulo, 300 pessoas se reuniram em uma manhã de agosto, atraídas por **PokéStops** localizados em túmulos.

Além disso, Igrejas como a do Carmo e a Pentecostal Deus é Amor se transformaram em ginásios para batalhas entre times de jogadores, gerando um apelo por respeito dos administradores aos espaços sagrados, embora a caçada continuasse.

Novas oportunidades de negócio

A febre do **Pokémon Go** também impulsionou uma série de movimentos econômicos curiosos. Em Fortaleza, um motoboy decidiu transformar a paixão pelo jogo em um negócio, oferecendo serviços de captura de pokémons a terceiros, cobrando cerca de R$ 25 por hora. Ele promovia seus serviços em grupos de WhatsApp, sempre em áreas consideradas seguras. A demanda surgiu rapidamente, com muitas pessoas interessadas em tours noturnos.

Agências de turismo começaram a criar pacotes temáticos, e hotéis, como os da rede Minas Hospitality em Belo Horizonte, ofereciam descontos para quem capturasse pokémons nas áreas comuns. Até o artista Falcão entrou na onda e lançou um app paródia chamado “Corno Go”.

Um designer curitibano capitalizou a oportunidade ao organizar tours de crianças interessadas no jogo, cobrando R$ 50 por participante, com um fluxo constante de novos grupos todos os dias.

Acidentes e alertas das autoridades

A agitação em torno do **Pokémon Go** também trouxe problemas, como acidentes nas ruas por conta de jogadores distraídos. Com milhares de pessoas caminhando com os olhos fixos nas telas de seus celulares, surgiram atropelamentos e colisões. Em um dos incidentes, uma jovem em Santos foi baleada durante um assalto enquanto jogava.

O **Detran** chegou a emitir alertas nas redes sociais pedindo a motoristas e pedestres para não jogarem enquanto se deslocavam, destacando os riscos da atenção dividida.

Pokémon Go em 2026: segue vivo e forte

Em 2026, **Pokémon Go** conta com milhões de jogadores ativos ao redor do mundo, com o Brasil figurando entre os países que mais registram novos usuários. Recentemente, a equipe da Niantic comentou sobre a importância das parcerias com shoppings e estabelecimentos que oferecem segurança para jogadores, dado o risco elevado de roubos de celulares no país.

Números de jogadores atuais

Atualmente, aproximadamente 110 milhões de jogadores estão ativos mensalmente. No Brasil, o crescimento do jogo acelerou em 2024-2025, impulsionado por comunidades locais e parcerias. **Pokémon Go** gerou cifras significativas em compras dentro do app, destacando-se como um dos fenômenos de entretenimento na era digital.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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