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A nova política não condiz com a realidade dos jogos: Stop Killing Games celebra conquista significativa, mas a batalha continua

O movimento Stop Killing Games, que ganhou destaque na mídia nos últimos anos, alcançou uma conquista importante. Na semana passada, a Assembleia do Estado da Califórnia aprovou a Lei ‘Protect Our Games’, aproximando a campanha de seus objetivos. No entanto, ainda existem obstáculos significativos, especialmente por parte de associações da indústria, como a ESA, que organiza o E3.

Para contextualizar, todo esse movimento teve início devido ao encerramento permanente dos servidores de The Crew em 2024, o que gerou um clamor por mudanças. Os defensores da campanha acreditam que os publishers não deveriam desativar os jogos fechando seus servidores, argumentando que deve haver uma maneira de manter os jogos jogáveis, através de um modo offline acessível.

A lei proposta estabelece novas condições que os publishers teriam que cumprir caso seja aprovada pelo Senado da Califórnia. Entre essas condições, estão regras que exigiriam que os publishers notificassem os jogadores sobre o fechamento iminente de servidores com 60 dias de antecedência.

Além disso, a proposta prevê que as empresas seriam legalmente obrigadas a oferecer uma forma de modo single player jogável indefinidamente ou, no mínimo, disponibilizar uma maneira de os usuários configurarem seus próprios servidores para continuar jogando.

Vale mencionar que essas regras se aplicariam apenas a jogos comercialmente disponíveis, portanto, jogos gratuitos ficariam isentos.

Por outro lado, a ESA argumenta que a proposta é inviável. Eles afirmam que muitos jogos dependem de tecnologia em evolução, conteúdo licenciado e sistemas online que mudam com o tempo. Segundo a ESA, a Lei Assembleia 1921 poderia forçar os desenvolvedores a dedicar tempo e recursos limitados para manter sistemas antigos ativos, em vez de se concentrarem na criação de novos jogos e recursos. Para eles, essa legislação não reflete a realidade de como os jogos funcionam hoje.

Embora haja quem concorde com os princípios da campanha, é importante reconhecer a quantidade de trabalho envolvida. Jogos que requerem conexão constante à internet, como Honkai: Star Rail, por exemplo, podem enfrentar dificuldades para funcionar offline. Mesmo que seja um jogo totalmente single player, ele é projetado para que todo o progresso seja sincronizado e armazenado na nuvem.

Se esses jogos puderem operar offline? Certamente existe essa possibilidade, mas não é tão simples como simplesmente desligar os servidores. Isso poderia exigir um redesenvolvimento complexo para que funcione corretamente.

Outro ponto a ser considerado é que, se uma empresa decide desativar os servidores, provavelmente indica que o jogo não está mais sendo jogado, o que torna difícil justificar qualquer investimento adicional em desenvolvimento.

A equipe da Super Select analisou discussões em fóruns e comunidades online, onde muitos expressam a insatisfação com a desativação de jogos pelos quais pagaram e que, portanto, deveriam ser acessíveis. Isso levanta a questão sobre se as empresas devem ter medidas de segurança para quando os servidores eventualmente ficarem offline.

Está claro que essa batalha ainda está longe de um desfecho definitivo, e todos estão ansiosos para ver como esse cenário se desenvolverá.

Tags Stop Killing Games, USA, Industry, Legal
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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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