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Análise de LumenTale: Memories of Trey no eShop do Switch

LumenTale: Memories of Trey Review - Screenshot 1 of 10
Capturado no Nintendo Switch (Portátil)

Durante a noite, enquanto se desfruta do Nintendo Switch bem próximo do rosto, é fácil ter um momento de nostalgia. A mente pode rapidamente viajar para lembranças de horas agradáveis explorando Pokémon Black e White, passando fins de semana jogando Xenoblade no Wii ou acompanhando Tidus em suas aventuras pelo mundo de Spira.

No entanto, essa experiência nostálgica pode ser interrompida por menus que respondem de forma lenta, controles desafiadores e momentos de desorientação, enquanto se navega por diferentes locais. É precisamente esse dilema que permeia LumenTale: um jogo que cativa pela nostalgia, mas que se vê prejudicado por problemas pequenos, porém incômodos.

LumenTale: Memories of Trey, desenvolvido pela Beehive Studios e publicado pela Team 17, é uma homenagem clara aos Pokémon da era DS. Ao mesmo tempo, ele se apresenta como um RPG que combina mecânicas inteligentes e conveniências modernas, trazendo essa experiência para os dias atuais.

LumenTale: Memories of Trey Review - Screenshot 2 of 10
Capturado no Nintendo Switch (Conectado)

Com quase 150 Animon para capturar e um belo mundo em HD-2D para explorar, além de comparações visíveis, como Animon ‘Perdidos’ ao invés de Pokémon Brilhantes, a Beehive não hesita em mostrar suas influências. Na maior parte das vezes, isso é positivo.

Este RPG de coleta de monstros tem como público-alvo um fã específico de Pokémon, enquanto se aventura por caminhos audaciosos e interessantes. Um dos aspectos mais notáveis está no nome do protagonista, Trey, que possui uma identidade definida, fugindo do arquétipo do ‘garoto sem nome’. LumenTale utiliza o clichê do “protagonista amnésico” de forma eficaz, oferecendo um motivo convincente para a jornada do personagem.

Ao acordar sem memórias, o jogador busca se tornar um Lumen (os treinadores de Pokémon desse mundo) e desvendar sua verdadeira identidade. É preciso capturar Animon, montar uma equipe e explorar para descobrir a verdade.

LumenTale: Memories of Trey Review - Screenshot 3 of 10
Capturado no Nintendo Switch (Conectado)

Até aqui, tudo parece familiar, mas LumenTale se destaca pela atenção aos detalhes e um mundo bem construído, que revela nuances mais sombrias do que se poderia imaginar.

Por exemplo, ter um personagem real como protagonista de um jogo de “tamanhos de monstros”, com diálogos ricos e decisões cruciais, é uma abordagem refrescante. Isso remete a personagens bem desenvolvidos, como Tidus em Final Fantasy X, em sua jornada de autodescoberta, embora em uma escala menor.

A história de LumenTale apresenta um elenco de apoio que se sobressai, com Ales como um divertido companheiro de aventura, Mina e Bon proporcionando momentos emocionantes, e Pitan se destacando logo de cara.

LumenTale: Memories of Trey Review - Screenshot 4 of 10
Capturado no Nintendo Switch (Portátil)

Entre todas as referências a Pokémon — com Animon ao invés de Pokémon, Bilia em vez de Poké Balls — LumenTale mantém uma forte identidade, apoiada pela qualidade da escrita, mensagem crítica ao uso de inteligência artificial e a exploração de dilemas morais. As decisões tomadas impactam tanto Trey quanto o final da história, tornando a experiência mais envolvente.

Para alcançar o final, muita batalha será necessária. Esse é um aspecto em que LumenTale lembra aventuras como Octopath Traveler, apresentando um sistema de pontos de movimento que difere do convencional em Pokémon. Os Animon vêm em diversos tipos, alguns familiares (Fogo, Água, Grama) e outros inusitados (como Vírus, Dados e Chakra), cada um contribuindo para a estética e as evoluções peculiares.

Cada Animon possui um tipo, um tipo oculto, até cinco espaços para movimentos e um sistema semelhante aos IVs, que podem ser distribuídos livremente entre os atributos. Existem ainda outras comparações diretas, como a habilidade dos Animon e a distinção entre movimentos físicos e especiais. No lugar dos pontos de poder individuais, a equipe compartilha um total de SP, que é gasto conforme os ataques são usados.

LumenTale: Memories of Trey Review - Screenshot 5 of 10
Capturado no Nintendo Switch (Conectado)

Assim, ao iniciar uma batalha, os pontos fracos dos oponentes permanecem ocultos. O jogador pode apostar em ataques elementares ou gastar um tempo escaneando os Animon adversários. Acertar ataques super eficazes revela um movimento gratuito, que pode ser utilizado independentemente do SP, além de permitir escolher qualquer Animon ou movimento da equipe, não se importando com a ordem das jogadas.

A proposta é bastante envolvente, especialmente para quem já passou horas em batalhas de Pokémon, proporcionando uma sensação de satisfação ao se desvendar os pontos fracos. Contudo, apesar de ser uma experiência divertida, a dificuldade não é sempre a ideal, e uma boa seleção de Animon com diversidade geralmente resolve a maioria das situações.

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Capturado no Nintendo Switch (Portátil)

Isso é um pouco decepcionante, pois a narrativa de LumenTale utiliza um formato interessante, onde Animon massivos encerram cada capítulo da história, ao invés de se limitarem a batalhas comuns. A grandiosidade desses momentos é cativante, mas seria desejável que os combates em si apresentassem um nível de desafio mais elevado.

As batalhas são emocionantes, mas a captura dos monstros pode ser frustrante devido a dois sistemas distintas. No mundo aberto, basta apontar seu Bilia para um Animon selvagem, e inicia-se um QTE com comandos específicos, onde círculos concêntricos diminuem e é necessário apertar o botão correto no tempo certo. Quanto mais difícil for o Animon, menor será o círculo que precisa ser atingido.

Esse sistema pode ser visualmente estressante. O ideal seria optar por um ou outro, já que combinar ambos pode se tornar muito difícil. Além disso, outros Animon selvagens podem surgir logo após, causando ainda mais incômodo. Isso pode não ser amigável para jogadores mais jovens.

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Capturado no Nintendo Switch (Conectado)

A captura também pode ser feita durante as batalhas, onde o processo é mais amigável, evitando a combinação de comandos ou círculos temporizados. Contudo, mesmo com a possibilidade de comprar uma quantidade suficiente de Bilia, o sistema de criação de itens se revela um tanto vazio, tornando difícil justificar sua utilização.

A interação com o mundo é rica, e mesmo que recompensas apareçam após batalhas ou explorações, muitos jogadores podem acabar ignorando o sistema de criação, pois a compra de itens é uma solução mais prática.

LumenTale: Memories of Trey Review - Screenshot 8 of 10
Capturado no Nintendo Switch (Conectado)

Além disso, LumenTale pressupõe um certo conhecimento prévio de Pokémon, já que diversas mecânicas não são totalmente explicadas, exigindo que os jogadores explorem os menus ou busquem informações em fóruns online.

A boa notícia é que os designs dos Animon são variados e cativantes. Criaturas adoráveis como Lampecko, Bonkey e Chompuff se destacam, embora algumas evoluções possam parecer excessivamente complexas. Isso acontece quando a simplicidade das formas iniciais cede lugar a visuais poluídos.

Ghorious exemplifica bem a perda de silhueta e identidade nos designs, enquanto a maioria dos Animon acaba apresentando ótimas características, com formas Perdidas (Shiny) trazendo diferenças físicas além da troca de paleta, algo que é muito apreciado.

LumenTale: Memories of Trey Review - Screenshot 9 of 10
Capturado no Nintendo Switch (Conectado)

Praticamente todos os elementos visuais de LumenTale se destacam. Além dos designs dos Animon, o movimento fluido em batalha relembra os sprites de Pokémon Black e White, enquanto as interações com um mundo poligonal são bem ajustadas.

A riqueza de detalhes e o uso de cores para cada região ajudam a construir a identidade de cada área do jogo. Existe uma clara expectativa entre os fãs em ter um game de Pokémon em um estilo semelhante ao que LumenTale oferece.

No entanto, apesar de alguns elementos que fazem o jogo parecer um sonho realizado para muitos fãs de Pokémon, alguns problemas de polimento se destacam. Durante as partidas no Switch 2, ocorreram vários crashes, forçando a reinicialização do jogo e causando perda de progresso. A navegação nos menus é complicada e lenta, prejudicando a experiência ao carregar cada novo elemento.

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Capturado no Nintendo Switch (Portátil)

Esses problemas de desempenho se refletem ao mover-se entre áreas, especialmente ao entrar em edifícios, colaborando para que as batalhas, por muitas vezes, pareçam excessivamente lentas. A adição de uma opção de auto-batalha ou a possibilidade de ajustar a velocidade dos combates seria bem-vinda, uma vez que as opções de personalização são bastante limitadas.

LumenTale apresenta diversos aspectos que são muito bem executados, e há muitos outros pontos a serem considerados (boas adições, como os Traços dos Animon, e franquezas, como a falta de marcadores de objetivos nos edifícios). Contudo, a proximidade com Pokémon pode ser uma faca de dois gumes. Quando LumenTale explora elementos existentes de forma inteligente, a experiência se torna revigorante, e o mundo e os personagens se revelam gratificantes de se descobrir. No entanto, os elementos frustrantes ganham destaque quando comparados aos seus equivalentes em Pokémon.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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