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Avaliação de OPUS: Prism Peak para Switch 2

OPUS: Prism Peak Review - Screenshot 1 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Mãos livres)

Em OPUS: Prism Peak, Eugene se culpa por tudo.

Quando revisita seu passado, ele se concentra em suas decepções e momentos marcantes, como as brigas entre seus pais, sua carreira de fotógrafo que não deu certo, seu casamento fracassado e seu café que não prosperou. Para ele, todos esses fracassos são reflexo de sua própria inadequação, levando-o a vaguear sem rumo aos 40 anos.

Mas há uma luz em sua vida: seu avô e a paixão pela fotografia. O avô de Eugene lhe trouxe alívio e uma forma de expressão através da lente. Entretanto, ele acaba abandonando essa paixão, sentindo-se um fracasso.

No mundo de Prism Peak, a câmera é central. Ela não só representa a mecânica de jogo principal, como também é o meio que revela a história de Eugene, além de nos apresentar os Dusklands, um mundo místico onde os animais falam e uma jovem chamada Ren deseja retornar para casa, que fica no topo de uma montanha.

OPUS: Prism Peak Review - Screenshot 2 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Mãos livres)

Eugene chega a esse mundo após sofrer um acidente de carro a caminho do funeral de seu avô. O cenário é reminiscentemente Studio Ghibli, com personagens que pareciam tirados de Spirited Away e paisagens que refletem o carinho de Hayao Miyazaki pela natureza japonesa. Entre os habitantes, há um javali que é maquinista e um pangolim tímido, mas confiável. A missão é explorar e tirar fotos.

Com a câmera de Eugene e um caderno, é possível decifrar a linguagem desse mundo e compreender seus moradores. Às vezes, as fotos são coladas no caderno, enquanto outras vezes, a história dos Dusklands é desenrolada em murais que se encontram nas páginas.

Tirar fotos é simples, mas mais tarde é possível desbloquear opções para mudar lente, velocidade do obturador e até dispositivos que indicam se a iluminação da foto está correta. As lentes possuem um caráter mais estético, exceto uma que se torna indispensável. A experiência de fotografia se transforma em um quebra-cabeça: é preciso analisar cada detalhe, como distâncias e foco, para capturar o que se deseja.

OPUS: Prism Peak Review - Screenshot 3 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Conectado)

A câmera exige atenção, pois cada foto tem um propósito. Além do diário, é necessário interagir com Firebowls, que apresentam enigmas a serem resolvidos com as fotos correspondentes. É possível liberar páginas extras para o caderno ou lentes adicionais ao acertar os desafios. Também há a coleta de cinzas ao errar, que são utilizadas para completar o livro.

Os totens de madeira que representam os animais que encontra se reúnem ao redor do fogo, cada um com seus próprios enigmas e pedidos. Atender a essas solicitações pode ser complicado, mas é essencial para alcançar o final verdadeiro.

Em um dado momento, houve um imprevisto que fez com que a narrativa avançasse antes de explorar completamente um local, resultando na impossibilidade de retornar a áreas anteriores, o que dificultou o acesso ao final verdadeiro. Além disso, em certos momentos, os objetos que precisam ser fotografados não são interativos, testando as habilidades de observação do jogador. Embora essa dinâmica seja interessante, poderia existir uma forma mais clara de indicar o que merece atenção.

OPUS: Prism Peak Review - Screenshot 4 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Mãos livres)

Cada foto tirada, cada detalhe observado, traz à tona memórias da vida de Eugene, nem sempre agradáveis. Momentos de morte, brigas e conexões perdidas. Cada clique é uma fração de tempo ligada a algo que ele tentou esquecer. Embora grande parte disso seja opcional, a busca pelo final verdadeiro indica que preencher esse álbum apenas engrandece a narrativa e o personagem de Eugene.

As fotos mais significativas aparecem em seus sonhos ao entrar nos Dusklands; esses vislumbres em preto e branco destacam momentos importantes de sua vida, conectando as histórias que foram exploradas ao longo do jogo. OPUS: Prism Peak não se esquiva de suas temáticas e transmite emoções de forma sensível: o jogador pode sorrir, rir e até chorar nesse percurso. Porém, a entrega emocional ocorre de maneira sutil.

As emoções surgem conforme o jogo avança. Com mais interações com os amigos animais, mais fotos tiradas e uma maior compreensão sobre Eugene e Ren, a beleza e o encanto de Prism Peak proporcionam uma jornada de reflexão pessoal. Em certos momentos, é impossível não se sentir sensibilizado enquanto se navega pelas cenas, reconhecendo a necessidade de encarar cada circunstância.

OPUS: Prism Peak Review - Screenshot 5 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Conectado)

Pela primeira vez, a sensação é de estar jogando um filme perdido do estúdio Ghibli. A obra vai além de sua estética e de seus personagens excêntricos; em termos temáticos e emocionais, poderia ser facilmente a próxima adição na filmografia de Miyazaki. Muitos jogos se dizem inspirados por Ghibli, mas a desenvolvedora Sigono realmente captura essa essência.

Além da essência, o visual é impressionante, sem parecer repetitivo. Capturas de tela mostram um pouco da história, mas Prism Peak é ainda mais deslumbrante em movimento. As paletas de cores suaves fazem com que a natureza exuberante se misture com as ruínas das cidades exploradas. Quando a atmosfera se torna mais sombria, o contraste entre tons suaves e escuros forma um clima de tensão. A vontade de explorar cada aspecto do mundo aumenta à medida que as imagens encantam.

No entanto, a versão do Switch 2 deixou a desejar em alguns aspectos. O jogo, de maneira geral, apresenta um visual encantador tanto na versão conectada quanto na portátil, mas a taxa de quadros é inconsistente. Em cenas mais movimentadas, a taxa cai abaixo de 20fps, enquanto em seções internas consegue se manter acima de 50fps. Essa variação constante pode ser um pouco distrativa, especialmente nas sequências de perseguição.

OPUS: Prism Peak Review - Screenshot 6 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Conectado)

As sombras dos personagens aparecem serrilhadas em close, e algumas texturas estão um pouco borradas, o que acaba ofuscando a experiência atual no console. Felizmente, a desenvolvedora está trabalhando em um patch e reconheceu algumas questões adicionais, que ainda não impactaram a experiência. Portanto, melhorias devem surgir em breve.

Isso é essencial, já que OPUS: Prism Peak merece ser experimentado da melhor maneira possível. Apesar de conter elementos tristes, não é correto classificá-lo como um jogo triste: é uma das experiências mais espirituais e belas já vivenciadas. Contudo, pode ser aconselhável aguardar pelo patch.

Conclusão

A desenvolvedora Sigono reafirmou sua habilidade em contar histórias emocionais marcantes com OPUS: Prism Peak, um jogo que fala sobre auto-reflexão, reconhecimento do passado e seguir em frente. É, sem dúvida, uma das experiências mais parecidas com um filme do Studio Ghibli que já se jogou, ultrapassando apenas a estética.

Cuidado, pois é fácil perder itens importantes e momentos memoráveis; uma nova jogada pode ser mais rápida, mas ainda requer um ritmo específico. A versão do Switch 2 não é a melhor opção atualmente, mas uma vez que as melhorias estejam implementadas, será difícil encontrar experiências tão ricas em narrativa e desenvolvimento de personagens neste console.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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