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Avaliação de The Adventures of Elliot: The Millennium Tales para PS5

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales - Imagem 1 de 7

O título “The Adventures of Elliot: The Millennium Tales” pode não ser o mais empolgante que já se viu, mas isso não é um indicativo negativo para o jogo. A nova empreitada em HD-2D da Square Enix apresenta um RPG de ação com uma estrutura que lembra os clássicos como “The Legend of Zelda” e os jogos da série “Mana”.

Apesar de remeter ao passado, a obra traz todas as conveniências modernas esperadas de um título de 2026, criando uma combinação encantadora do antigo com o novo.

O jogo opta por uma abordagem segura. Embora seja interessante ver jogos contemporâneos prestarem homenagem a suas inspirações, “The Adventures of Elliot” enfrenta o desafio de estabelecer sua própria identidade.

No geral, a experiência pode parecer derivativa em alguns momentos, mas a narrativa é o que realmente mantém o jogador engajado.

Ao longo da história, que começa repleta de clichês e personagens previsíveis, ocorrem reviravoltas que tornam a trama interessante à medida que avança. O elenco principal, que inicialmente pode parecer comum, ganha profundidade com o tempo, revelando algumas surpresas que apimentam a missão principal.

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O jogador assume o papel de Elliot, um aventureiro experiente, pronto para explorar as selvas repletas de monstros em busca de tesouros.

Neste mundo, a humanidade se encontra à beira do colapso, abrigando-se atrás de uma barreira mágica que repele as violentas tribos de feras que dominam o restante do continente. Exploradores como Elliot são essenciais para o avanço humano.

Nos primeiros momentos de jogo, Elliot aceita uma solicitação real que, a princípio, parece simples, mas logo se complica. A temática central do jogo, envolvendo viagem no tempo, é introduzida rapidamente.

A aventura ocorre em um único mapa, mas o jogador o atravessa em quatro diferentes períodos temporais.

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No aspecto mecânico, a viagem no tempo cumpre o que promete. Dungeons e locais exploráveis mudam conforme o período histórico; por exemplo, ruínas inexploráveis no presente de Elliot podem se transformar em um labirinto tecnológico no passado, em épocas anteriores à queda da civilização.

O sistema de fast travel também abrange a viagem no tempo, facilitando a transição entre eras, desde que os pontos de viagem tenham sido desbloqueados.

O início do jogo é linear, guiando o jogador por pontos específicos no tempo e locais-chave, como cidades e dungeons. Contudo, a progressão torna-se mais complexa com a obtenção de novas armas e habilidades mágicas.

Certain locais exigem o uso desses itens desbloqueáveis, o que introduz elementos de backtracking na experiência.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales - Imagem 4 de 7

Na maior parte do tempo, o backtracking não é um problema significativo, já que certos obstáculos estão marcados no mapa. Porém, a complexidade aumenta devido à divisão entre os quatro períodos, tornando a movimentação entre eles um pouco tediosa, especialmente nas fases finais do jogo.

Entretanto, as recompensas valem a pena. Entre upgrades de armas, acessórios que alteram a jogabilidade e aumentos de saúde, “The Adventures of Elliot” consegue manter o jogador motivado com uma progressão constante.

A equipe analisou que o ritmo do jogo é geralmente muito bom, o que destaca um pouco mais o necessário backtracking. A escrita é em sua maioria direta e cativante, enquanto o mundo é deliciadamente dimensionado; explorar nunca se torna cansativo, mantendo sempre algo interessante para se descobrir.

The Adventures of Elliot: The Millennium Tales - Imagem 5 de 7

A jogabilidade é ágil e responsiva. Os controles permitem uma movimentação rápida, e o combate, que é intenso, faz com que jogar “The Adventures of Elliot” seja uma experiência agradável.

O combate é bastante frequente, com o mundo exterior repleto de criaturas que precisam ser enfrentadas, criando um ritmo satisfatório nas batalhas.

Os ataques de Elliot têm uma sensação de peso, e um arsenal em constante expansão garante que o combate permaneça interessante. Além disso, há uma variedade de inimigos e lutas contra chefes que são destaque durante a maior parte do jogo.

Contudo, existem algumas repetições de inimigos ao longo do caminho. Ao final da jornada de cerca de 30 horas, a familiaridade com certos adversários pode se tornar um pouco cansativa, mas isso não chega a ser um grande problema devido à natureza expansiva e personalizável do arsenal de Elliot.

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Em termos mecânicos, o combate é simples, mas eficaz. Elliot pode equipar duas armas ao mesmo tempo, e a troca entre seu arsenal é feita por um menu radial que pausa a ação. Há uma boa diversidade tática, especialmente nas fases mais avançadas do jogo.

Elliot conta também com um escudo, que é sua principal defesa além de evitar ataques através da movimentação. É possível bloquear a maioria dos ataques, mas bloquear muitos golpes faz com que o escudo se quebre, deixando o personagem vulnerável por um breve período.

A ação brilha quando é necessário usar todo o potencial do equipamento. No final do jogo, algumas batalhas se tornam desafiadoras, exigindo atenção redobrada na escolha de armas e no tempo de defesa.

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Esse sistema de combate é um exemplo do que pode ser alcançado com mecânicas relativamente simples quando se cria uma diversidade de encontros. Surpreendentemente, a ação se tornou um dos pontos altos de “The Adventures of Elliot”, com uma sensação fundamentalmente gratificante.

Visualmente, o jogo é impressionante. Embora o estilo HD-2D possa parecer um pouco ultrapassado, a execução aqui é excelente, com ambientes detalhados e cheios de movimento e cor.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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