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China inaugura primeiro data center submarino comercial com energia eólica; tentativa da Microsoft não deu certo

A China acaba de dar um passo significativo na corrida pela inteligência artificial ao ativar o primeiro data center submarino comercial do mundo, que é alimentado por energia eólica. Instalado a cerca de 10 km da costa de Xangai, na Área Especial de Lin-gang, o data center utiliza módulos de servidores selados posicionados no fundo do mar, interligados por cabos a turbinas eólicas offshore.

Um dos principais indicadores que destaca a eficiência dessa operação é o PUE (Power Usage Effectiveness), que está abaixo de 1,15. Em comparação, o PUE médio global em data centers terrestres gira em torno de 1,58, segundo dados do setor. Isso significa que, para cada watt utilizado em processamento, cerca de 0,58 watt é apenas para manter os equipamentos na temperatura adequada. No caso do data center submarino, o Mar da China Oriental, com temperaturas entre 4°C e 8°C, naturalmente faz o trabalho de refrigeração.

Nesse primeiro estágio, o data center opera com 2,3 megawatts de capacidade. Embora pareça pouco, a operadora Shanghai Hicloud já planeja uma expansão para 24 MW nas próximas fases. Com o apoio da China Telecom, há discussões para uma escalabilidade que pode chegar a 500 MW, também alimentados por energia eólica offshore. O investimento total para essa fase inicial é de US$ 226 milhões.

Uma comparação pertinente é com o Project Natick, da Microsoft, que em 2018 lançou um cilindro com 855 servidores na costa das Ilhas Orkney, na Escócia, e monitorou o experimento por dois anos. Embora o resultado tenha sido positivo, com apenas 6 servidores apresentando falhas, a Microsoft decidiu não construir mais data centers submarinos. Em contrapartida, a China avançou, transformando essa inovação em uma infraestrutura comercial, com suporte governamental e contratos robustos, como o fornecido à empresa Highlander, que recebeu 40 milhões de yuans (aproximadamente R$ 30 milhões) para o projeto em Hainan.

Entretanto, não se pode ignorar os desafios de manutenção e operação. Conectar um data center submarino à internet é complexo, e qualquer falha requer intervenções submarinas, que podem ser onerosas e demoradas. Além disso, o calor gerado pelos servidores pode aquecer a água ao redor, levantando preocupações ambientais. Um estudo de 2020 indicou que as temperaturas estavam dentro dos limites aceitáveis, mas a escalabilidade para 500 MW pode impactar ecossistemas marinhos locais, introduzindo riscos ainda desconhecidos.

A evolução dessa tecnologia promete um futuro interessante, mas é fundamental continuar a observar e discutir suas implicações.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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