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Estudo revela que satélite russo KOSMOS 2546 provocou 75 dias de interferência no GPS europeu

Um estudo conjunto de pesquisadores da Universidade do Texas em Austin e da Universidade de Stanford revelou preocupações sobre a segurança da navegação GPS na Europa. Entre janeiro de 2019 e abril de 2026, foram coletados registros públicos de estações de recepção GNSS, que mostraram que, em pelo menos 75 dias, pulsos eletromagnéticos de alta potência atingiram simultaneamente receptores GPS em vários locais europeus, especificamente na banda L1, que é a frequência principal utilizada para a navegação civil. Essa coincidência em lugares distantes indicou que a origem dos sinais não era terrestre, com cálculos sugerindo que o emissor estava a pelo menos 1.200 km de altitude.

Para investigar com mais precisão a origem desses pulsos, os pesquisadores analisaram dados coletados no dia 11 de fevereiro de 2026 em Trondheim, na Noruega, e Amsterdã, nos Países Baixos. Essas medições permitiram cruzar informações sobre as órbitas de possíveis objetos e descobriram que o único satélite que coincidia com os dados era o Kosmos 2546, parte do sistema militar russo EKS, que é uma rede projetada para detectar lançamentos de mísseis intercontinentais.

O EKS opera em órbitas elípticas, garantindo que ao menos um satélite esteja visível acima do horizonte europeu por longos períodos, especialmente durante os intervalos em que as interferências foram detectadas. Contudo, os pesquisadores notaram que os pulsos não estavam centralizados na frequência do GPS, o que pode ser interpretado como testes de calibração. A interpretação sugere que a Rússia poderia estar avaliando a eficácia de seus sistemas de guerra eletrônica, agindo de forma a evitar provocações diplomáticas.

Além disso, a análise revelou que os pulsos foram emitidos não só na banda do GPS americano, mas também em frequências utilizadas pelo BeiDou, o sistema de posicionamento por satélite da China. Essa estratégia mapeia alvos em diferentes nações, indicando uma intenção deliberada de testar sistemas contra potências rivais, ao invés de ser uma simples interferência acidental.

Uma visão alternativa foi apresentada por um especialista da empresa GMV, que sugeriu que os pulsos poderiam ser comunicações militares codificadas, destinadas a bases russas. Por atuarem em frequências próximas às usadas globalmente, esses sinais poderiam interferir com equipamentos civis, resultando em quedas momentâneas nos receptores GPS de veículos e aeronaves que circulavam pela Europa.

Um предprint do estudo foi publicado no repositório arXiv em junho de 2026 e está em processo de revisão por pares. As metodologias detalhadas e os dados utilizados são públicos, permitindo que outros grupos investiguem e contestem os resultados.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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