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Jovem ucraniana abandona a faculdade e se torna encanadora em Londres: ‘IA nenhuma vai ser eletricista’

Maryna Yaroshenko, uma jovem ucraniana de 18 anos que estuda em Londres, tomou uma decisão ousada: em vez de se preparar para um emprego de escritório, ela escolheu aprender sobre encanamento. O motivo é claro: “Nenhuma IA fará encanamento, nenhuma IA será eletricista.” Essa escolha reflete uma tendência crescente entre os jovens britânicos, conforme apontam dados do mercado de trabalho.

Uma pesquisa do Chartered Institute of Personnel and Development (CIPD) divulgada em novembro de 2025, revelou que 17% dos empregadores no Reino Unido esperam reduzir suas equipes nos próximos 12 meses devido à automação. Cargos administrativos e de suporte são os mais expostos, com 62% das empresas indicando essas funções como as mais vulneráveis.

### O que os números dizem sobre salários e demanda

O pesquisador Bouke Klein Teeselink, do King’s College London, destaca que as vagas de nível inicial em escritórios sempre foram o ponto de partida para muitos jovens, mas são essas posições que estão sendo mais afetadas pela automação. Muitos da geração Z estão se voltando para ofícios manuais, atraídos pelos salários: um encanador no Reino Unido ganha, em média, £33.285 por ano, superando a renda média nacional de £31.461. Em Londres, esse valor pode chegar a £60.000 anuais.

Nos Estados Unidos, a situação é ainda mais alarmante. Larry Fink, CEO da BlackRock, alertou que o país pode ficar sem eletricistas suficientes para construir data centers de IA. A BlackRock anunciou um investimento de US$ 100 milhões em programas de formação para encanadores, eletricistas e técnicos de ar-condicionado, visando qualificar 50.000 trabalhadores em cinco anos. Um eletricista sindicalizado pode começar ganhando cerca de US$ 26 por hora e, ao longo de cinco anos, alcançar até US$ 59,50 por hora, totalizando mais de US$ 120.000 anuais, fora horas extras.

### Matrículas subindo, universidades perdendo

No CWC em Londres, as matrículas em cursos técnicos de construção e engenharia aumentaram quase 10% nos últimos três anos, conforme o diretor Stephen Davis. Essa ascensão vem acompanhada de uma diminuição do interesse em universidades: a Higher Education Statistics Agency (HESA) registrou o primeiro declínio no número total de estudantes matriculados em instituições britânicas em quase uma década. Uma pesquisa da Draper Tools com 2.000 adultos com menos de 28 anos revelou que quase metade dos jovens vê os ofícios como um caminho mais rápido para alcançar um salário de £100.000, em comparação a uma graduação tradicional.

### Histórias que estão mudando o perfil dos ofícios

Freya, também com 18 anos, optou por um programa de aprendizado em eletricidade, rejeitando o tradicional caminho do A-level. Ela afirma nunca ter se arrependido, acreditando que é um bom trabalho, bem pago e que não será ameaçado pela IA. Evie, de 30 anos, ex-estudante de artes liberais em Amsterdã, seguiu um caminho incomum ao migrar para trabalhos de rebocos e assentamento de pisos em Londres. Ela percebeu que, apesar do avanço da IA e da impressão 3D nas indústrias criativas, as habilidades físicas que envolvem adaptação ao ambiente permanecem intocadas.

### O que não aparece no entusiasmo

Contudo, essa mudança tem suas limitações. Evie observa que os ofícios exigem preparo físico e resistência, características frequentemente subestimadas, além de um ambiente de trabalho predominantemente masculino, que impõe desafios específicos para mulheres. Um técnico qualificado leva anos de formação antes de atuar com autonomia, distante da ideia de “atalho profissional” frequentemente promovida nas redes sociais. Uma pesquisa da ResumeBuilder de 2025 aponta que 42% da geração Z busca carreiras em ofícios, e 25% das contratações em trabalhos manuais qualificados em 2024 foram feitas com jovens de 18 a 25 anos. Essa mudança geracional já está em curso, mas o sucesso exige anos de dedicação, não uma decisão feita de forma impulsiva.

Stephen Davis encerrou a discussão afirmando com firmeza: “Ainda não conheci nenhum robô capaz de enfiar a mão no vaso sanitário para desentupir.”

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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