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Pesquisadores transformam smartphones antigos em “plataformas de computação” para data centers de baixo custo, comprovam que processadores de celulares modernos superam servidores multicore em desempenho de núcleo único

A equipe da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD), uniu forças com a gigante da tecnologia Google para fazer algo interessante: reciclar smartphones Pixel antigos e transformá-los em um data center de baixo custo. Os pesquisadores destacaram que esses dispositivos descartados representam uma parcela significativa da “carbono incorporado” relacionada à fabricação e ao impacto ambiental, contribuindo para o crescente montante de lixo eletrônico. Assim, a ideia foi reutilizar esses celulares como uma “plataforma de computação de propósito geral”.

Recentemente, uma pesquisa mostrou que smartphones com apenas três anos de uso ainda oferecem um desempenho de núcleo único superior ao de servidores, como o Asus RS720A-E11, que pode ser equipado com GPUs de alta performance e processadores AMD EPYC. Embora os servidores apresentem uma potência que um smartphone não conseguiria alcançar, a equipe identificou que os celulares ainda podem ser utilizados para tarefas computacionais, se explorados com criatividade.

Para adaptar esses dispositivos, a equipe removeu componentes não essenciais, como telas e câmeras, mantendo apenas a placa-mãe que abriga o SoC necessário para operar. O sistema operacional Android foi substituído por uma distribuição Linux adequada para aplicações de data center, eliminando excessos e permitindo a implementação de software de orquestração como o Kubernetes. Os resultados dos testes mostraram que entre 25 a 50 smartphones antigos proporcionam a mesma potência computacional que uma única CPU de classe servidor.

Além disso, os pesquisadores descobriram que um cluster de 20 smartphones poderia suportar um aplicativo necessário para uma turma de mais de 75 alunos. Essa abordagem evita os custos associados à nuvem, permitindo que aplicações sejam executadas localmente a partir desses aparelhos reutilizados. O plano é utilizar 2.000 celulares para criar um data center local capaz de atender simultaneamente a “centenas de classes”, apresentando uma solução mais acessível e econômica em um tempo em que os preços de novos componentes estão em alta.

A equipe espera lançar o sistema completo ainda este ano e está curiosa para observar como esses componentes de consumo se comportam em aplicações contínuas em um data center. Mesmo que a experiência traga resultados positivos, não se espera que grandes empresas adotem servidores feitos de partes de smartphones usados, visto que geralmente buscam menos partes e maior confiabilidade em hardware especializado. No entanto, essa iniciativa se mostra extremamente valiosa para universidades e instituições de ensino, além de pequenas empresas que não dispõem de recursos para adquirir componentes novos.

Esse não é um fenômeno novo; a reutilização de celulares antigos já foi explorada por outros grupos de pesquisa, que transformaram esses dispositivos em “tiny data centers”. Além disso, já houve esforços para recuperar metais preciosos de eletrônicos descartados, mostrando que, mesmo em um mundo tecnológico rápido, ainda há espaço para a inovação e a sustentabilidade.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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