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R-Type Dimensions III: Primeiras Impressões da Versão para Switch

R-Type Dimensions III Review - Screenshot 1 of 9
Capturado no Nintendo Switch (Modo portátil)

É compreensível pensar que pode ter havido uma omissão na icônica série R-Type, mas, na verdade, o anterior R-Type Dimensions, lançado em 2009 (e novamente como R-Type Dimensions EX em 2018), já reunia os dois primeiros jogos em um único pacote.

R-Type III: The Third Lightning foi lançado inicialmente para Super Nintendo em 1993. Marcante por ser o primeiro jogo da série principal não lançado nos fliperamas, trouxe inovações como escalonamento de sprites em Mode 7 e scrolling parallax rápido. Foi também significativo por introduzir uma variedade de novos Force Pods — ao todo três — que mudavam dinamicamente a forma de jogar. Desenvolvido pela Tamtex, em vez da Irem, esse jogo apresenta uma atmosfera única, mais voltada para uma ficção científica espacial do que para o terror de Alien, com chefes e cenários bem interessantes.

R-Type Dimensions III Review - Screenshot 2 of 9
Capturado no Nintendo Switch (Modo portátil)

R-Type Dimensions III é uma remasterização direta desenvolvida pela KRITZELKRATZ 3000 (Rainbow Cotton, X-Out Resurfaced) e, em termos de estética e apresentação, traz muitas novidades. Não há galerias ou compilações, já que não é tecnicamente uma coletânea retro, mas há opções configuráveis que agradam aos gamers mais hardcore. É possível personalizar a experiência, ajustando o nível de ângulo 3D, aplicando scanlines ao 2D, escolhendo entre áudio original ou remasterizado e explorando diferentes modos.

Um dos atrativos mais interessantes é a troca em tempo real entre o visual 3D e o original 2D, uma função mantida de R-Type Dimensions. Embora possa parecer desnecessário (já que jogadores dedicados tendem a optar por um estilo visual), a opção é divertida de experimentar. Apesar de uma leve queda de desempenho e ajuste de frames, a transição é impressionante. O remodelamento 3D apresenta trechos onde a câmera se inclina dinamicamente, como se a nave estivesse voando em direção à tela, mas isso pode ser redefinido para um plano 2D com um simples toque no analógico.

R-Type Dimensions III Review - Screenshot 3 of 9
Capturado no Nintendo Switch (Modo dockado)

O novo áudio também é um bônus atraente, tendo sido totalmente regravado com instrumentos ao vivo. Ele permanece fiel à trilha de Ikuko Mimori, mas com uma sonoridade mais rica.

A versão do Super Nintendo contava com um modo de dois jogadores alternado, onde, ao morrer, o jogador tinha o progresso do outro. Agora, pela primeira vez, um modo cooperativo local para dois jogadores está presente, o que acrescenta um toque interessante. R-Type III, como a maioria dos jogos da série, não oferece muito espaço livre na tela, e logo os elementos começam a se aproximar. Com memorização e estratégia, os dois podem avançar, mas não é uma tarefa fácil.

O melhor aspecto do modo cooperativo é a possibilidade de jogar com os gráficos originais do SNES. Essa opção é uma novidade atraente.

R-Type Dimensions III Review - Screenshot 4 of 9
Capturado no Nintendo Switch (Modo dockado)

Uma das adições mais notáveis ao gameplay é a introdução de dois novos Force Pods: Shadow Force e Cyclone Force. Eles mudam significativamente a abordagem do jogador, oferecendo um total de nove armas agrupadas em conjuntos de três. O Shadow, por exemplo, pode ativar um laser reverso que atira para trás, ideal em certas áreas, enquanto o Cyclone possui um feixe espalhado com boa cobertura. Os pods têm funções distintas, e o Cyclone oferece propriedades especiais quando desacoplado.

Descobrir qual Force Pod e seus armamentos são mais adequados aos objetivos do jogador é crucial para se sair bem em R-Type III, mas é apenas o começo do desafio. Não se pode subestimar a dificuldade do jogo. R-Type III é desafiador, na verdade, muito mais do que um simples “é um jogo difícil”; é uma experiência verdadeiramente exaustiva.

Como é típico em boa parte das versões de R-Type, uma única morte leva o jogador de volta a um checkpoint completamente desprovido de poderes. Vidas extras são adquiridas exclusivamente por meio de pontuação, e além dos pickups de armas, o jogador deve contar com o Charge Beam ou o Hyper Charge, que oferece um breve aumento de potência de tiro. O uso estratégico desses recursos ajuda a derrotar os chefes.

R-Type Dimensions III Review - Screenshot 5 of 9
Capturado no Nintendo Switch (Modo portátil)

Um jogo que foi projetado para eliminar o jogador a cada 10 segundos, R-Type é conhecido pela sua necessidade de memorização rigorosa. As fases são construídas em torno de pontos críticos, onde uma nova situação aparece abruptamente e o jogador quase sempre acaba morrendo, retornando para tentar novamente até conseguir dominá-la.

Com comprometimento, análise e repetição, é possível vencer suas dificuldades e assumir o controle. O foco está em dominar a precisão, um processo de superar barreiras peça por peça. Contudo, esta versão é considerada especialmente difícil. Com chefes e obstáculos que punem a cada instante, é frequentemente vista como uma das mais desafiadoras da série.

Um momento de pausa é necessário. Durante a análise do jogo, surgiram dúvidas sobre a dificuldade do novo modo visual 3D, que parece ser consideravelmente mais desafiador que o 2D original. Embora a intenção tenha sido criar uma representação 1:1, ficou difícil entender o porquê disso. O jogador pode acabar voltando ao 2D para passar por áreas complicadas, e curiosamente, isso pode funcionar.

R-Type Dimensions III Review - Screenshot 6 of 9
Capturado no Nintendo Switch (Modo dockado)

Ao comparar com o original, existem más notícias: o modo 3D realmente cai na precisão. Os disparos são mais fracos (ou os inimigos mais fortes), certas animações não correspondem ao original, e a detecção de colisão apresenta problemas. A hitbox parece maior do que deveria, resultando em mortes acidentais, e o espaço na tela se sente mais limitado. Isso torna um jogo já difícil extremamente frustrante.

Esses problemas também afetam o modo 2D da versão. Ao comparar lado a lado com o cartucho original, pode-se notar como as hitboxes dos inimigos e a detecção de colisão estão incorretas desde a primeira fase.

Menos significativos, mas ainda relevantes, são alguns pequenos defeitos estéticos: os gráficos 3D por vezes demoram a carregar e aparecem no limite da tela. Além disso, algumas texturas levam um tempo para serem carregadas completamente. O 3D e a inclinação da câmera são impressionantes e certamente agradarão aos fãs do jogo original, mas talvez os novos gráficos não consigam transmitir a mesma atmosfera que a arte pixelada clássica.

R-Type Dimensions III Review - Screenshot 7 of 9
Capturado no Nintendo Switch (Modo portátil)

Embora seja possível personalizar os botões de ação, os botões superiores e os gatilhos permanecem bloqueados. Algumas opções, como alternar entre Charge Beam e Hyper Charge ou as configurações gráficas poderiam ser organizadas de forma mais livre no controle.

Não há opção de retroceder, o que exige que o jogador aprenda cada aspecto do jogo. Quando a dificuldade aumentar (o que provavelmente vai acontecer), o novo Modo Infinito oferece vidas ilimitadas, elimina checkpoints e permite recuperar o Force Pod após as mortes. Assim, é possível explorar tudo que o jogo oferece, embora isso seja em um estilo “por que estou morrendo a cada cinco segundos”. É mais gratificante aprender no modo tradicional, até se tornar um verdadeiro mestre e derrotar todos os alienígenas do universo, embora exija uma dedicação intensa.

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Capturado no Nintendo Switch (Modo portátil)

Para os mais desafiadores, há a opção de dificuldade Avançada, mas considerando as deficiências já existentes na portabilidade, realmente não é necessária.

R-Type: Dimensions III é um produto polido, demonstrando um grande esforço em sua produção. Infelizmente, com as hitboxes e outros elementos fora de sincronia com o original, é um tanto frustrante para os puristas. Para aqueles que não são tão exigentes e estão dispostos a experimentar, a novidade pode ser divertida — mas é implacavelmente desafiador em sua forma atual e requer ajustes significativos.

Um ponto positivo é que o jogo roda a impressionantes 60fps, tornando ultrapassada qualquer lentidão do SNES. Contudo, se isso ajuda ou atrapalha na situação atual é outra questão.

Tags: #RTypeDimensionsIII #NintendoSwitch #Jogos #Remasterizacao #Desafios [

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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