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Steve Jobs e a decisão de não deixar bilhões para os filhos: entenda os detalhes

Quando Steve Jobs faleceu, em outubro de 2011, aos 56 anos, seu patrimônio era estimado em US$ 8,3 bilhões. Curiosamente, no testamento, seus três filhos com Laurene Powell Jobs, Reed, Erin e Eve, não foram considerados os principais herdeiros. O montante considerável foi destinado a Laurene, enquanto apenas US$ 20 milhões foram deixados para Lisa Brennan-Jobs, a filha mais velha, fruto de um relacionamento anterior.

Para quem conhece a história da Apple, o nome de Lisa carregava uma ironia significativa. Nos primeiros anos da vida dela, Jobs negou a paternidade, fazendo com que Chrisann Brennan, sua mãe, dependesse de assistência social, mesmo enquanto ele acumulava riqueza. O Condado de San Mateo chegou a processá-lo para garantir o pagamento de pensão. Mesmo após um teste de DNA que confirmava sua paternidade com 94,41% de certeza, Jobs continuou a rejeitar essa realidade, afirmando que “28% da população masculina dos Estados Unidos poderia ser o pai”. O tribunal o obrigou a pagar uma pensão modesta de US$ 385 mensais.

Paradoxalmente, Jobs deu o nome “Lisa” ao computador da Apple lançado em 1983. A empresa alegou que se tratava apenas de um acrônimo técnico, mas anos depois Jobs admitiu que a verdadeira razão era a conexão com sua filha.

Há uma coincidência preocupante nesse comportamento: Jobs tinha 23 anos quando engravidou Chrisann, a mesma idade em que seus pais biológicos o abandonaram. Mais tarde, ele tentou reparar suas falhas. Lisa se mudou para a casa de Jobs e Laurene durante o ensino médio, e o valor deixado no testamento pode ser visto como uma tentativa de consertar anos de ausência.

A visão de Jobs sobre herança era clara. Ele e Laurene acreditavam que a riqueza herdada poderia retirar dos filhos a motivação para criar e inovar. Por isso, Laurene decidiu destinar a maior parte do patrimônio à Emerson Collective, uma organização que apoia educação, imigração e mídia independente.

Essa aversão ao dinheiro herdado não era nova. Quando Jobs viu seu patrimônio aumentar para US$ 256 milhões, sentiu repulsa ao ver colegas adquirindo luxos. Ele se recordou de prometer a si mesmo que o dinheiro não dominaria sua vida.

Sua filosofia era profundamente influenciada pelo budismo, que o ensinou que o acúmulo de bens materiais poderia pesar na busca por iluminação. Apesar de sua riqueza, Jobs optou por viver em uma casa simples em Palo Alto, sem cercas ou segurança, mantendo a porta dos fundos destrancada.

Em várias entrevistas, Jobs afirmou que os momentos mais gratificantes de sua carreira não eram relacionados ao financeiro, mas sim ao sentimento de ver uma equipe realizar algo que parecia impossível. Para ele, a fortuna era uma consequência do trabalho, não um objetivo. Essa perspectiva revela por que Jobs nunca viu seu patrimônio como um legado a ser preservado para a família, mas sim como uma ferramenta. O que ele desejava transmitir para as futuras gerações era a ideia de que a verdadeira motivação de criar é o que realmente impulsiona as pessoas.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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