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Armazenamento do Futuro: Projeto SILICA da Microsoft Pode Guardar Terabytes por Mais de 10.000 Anos!

Recentemente, a Microsoft Research tem se dedicado ao Project Silica, um inovador dispositivo de armazenamento em vidro que promete guardar terabytes de dados por até 10.000 anos. Após mais de cinco anos de desenvolvimento sem revelar muitas informações, a empresa apresentou detalhes sobre os meios e processos relacionados ao projeto em uma publicação na revista Nature. Isso confirma que o projeto está em andamento, embora não haja previsões de comercialização.

A principal preocupação em torno do Project Silica é que a equipe da Microsoft está explorando duas abordagens diferentes, baseadas em mecanismos físicos distintos, o que indica que a tecnologia ainda não está pronta para uso comercial.

Duas abordagens de gravação

A primeira técnica utiliza um método de gravação do tipo “write-once read-many” (WORM), que se apoia em um meio de sílica fundida e pulsos de laser em femtossegundos para criar pontos microscópicos de dados, conhecido como voxels. Essa versão aprimorada emprega uma técnica chamada “pseudo-single-pulse”, onde cada pulso de laser é dividido em componentes de semente e dados, resultando em um voxel que armazena até oito níveis de polarização por unidade.

Com essa abordagem, a densidade atinge 1.59 Gbit/mm³, totalizando 4.84 TB de capacidade utilizável em um disco de 120 mm x 120 mm x 2 mm. O desempenho é promissor, alcançando 25.6 Mbit/s por feixe e 10.1 nJ por bit em eficiência energética.

A segunda técnica introduz os phase voxels, que alteram o índice de refração do vidro para criar mudanças nas fases da luz transmitida. Essa técnica requer apenas um pulso de femtossegundo para modificar seu estado. Em condições específicas, a densidade pode atingir 0.678 Gbit/mm³, proporcionando 2.02 TB por disco. Com o uso de múltiplos canais modulados, os pesquisadores conseguiram taxas de transferência impressionantes, sem causar danos térmicos ao material.

Duas abordagens de recuperação

Dentro do projeto, os diferentes tipos de voxels exigem métodos ópticos distintos para a recuperação dos dados. Para os birefringent voxels em sílica fundida, utiliza-se um sistema de micropolarização para ler os dados, enquanto os phase voxels em vidro borossilicado são recuperados por meio de um microscópio modificado, que converte pequenas mudanças nas fases em alterações visíveis na luminosidade.

As duas abordagens de leitura fazem uso de imagem de grande campo com câmeras CMOS, e os dados são recuperados em quatro etapas principais, desde a limpeza das imagens até a reconstrução dos dados originais com técnicas de correção de erro.

Testes de longevidade validados

Para assegurar a confiabilidade, a equipe não se limitou a demonstrações em laboratório. Foram realizadas ciclagens de escrita e leitura em diferentes amostras de vidro. Os resultados foram consistentes, apresentando apenas variações mínimas na qualidade, validando a estabilidade da tecnologia que ainda está em fase de pesquisa.

Além disso, testes de envelhecimento acelerado foram realizados, cuja análise indicou que a tecnologia pode ter uma vida útil superior a 10.000 anos à temperatura ambiente, concordando com o compromisso de retenção de dados por milênios.

Duas direções, sem promessas ainda

Embora a publicação na revista Nature demonstre avanços significativos no armazenamento em vidro, a comercialização da tecnologia ainda parece distante. A decisão de qual abordagem seguir entre os tipos de voxels (birefringent ou phase) ainda não foi tomada, cada um apresentando suas vantagens e desvantagens.

Entretanto, o plano para escalar o projeto é claro. Aumentar a abertura do objetivo de gravação e utilizar lasers de femtossegundo de alta performance podem potencialmente trazer a tecnologia tão perto dos HDs em termos de desempenho. A automação no manuseio do armazenamento, aliada à confiabilidade e longevidade, posiciona o Silica como uma opção promissora para armazenamento de dados a longo prazo. O grande questionamento permanece: quando esta tecnologia estará realmente disponível?

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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