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Avaliação de OUTBOUND para Switch 2: O que a comunidade gamer está dizendo?

Outbound Review - Screenshot 1 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Conectado)

Acampar pode parecer uma ótima ideia, mas a realidade nem sempre corresponde às expectativas. É difícil lidar com a grama irritante, as folhas, a vulnerabilidade aos elementos e ainda ter que se preocupar com o banheiro. Por isso, jogar vídeo game sobre acampamento é bem mais divertido. Com isso em mente, Outbound permite explorar a natureza sem complicações – um dos muitos encantos que o jogo oferece!

A Square Glade Games leva os jogadores em uma viagem a bordo de uma caminhonete, atravessando florestas, campos, cânions rochosos e praias de areia. Aqui, simuladores de direção, jogos de caminhada e mundos abertos se encontram em uma jornada tão envolvente quanto relaxante, mesmo que haja alguns desafios ao longo do caminho.

Durante a aventura, os jogadores coletam materiais como madeira e metal para aprimorar a van ou reparar pontes e estradas que levam a territórios desconhecidos. Em um momento, um cachorro entra na história, um fiel amigo que ajuda na jornada (e que é, acima de tudo, adorável!). Acampamentos a serem acesos, cabanas para explorar e torres de satélite que fornecem instruções de fabricação surgem ao longo do percurso. Após uma hora, já é possível ter um bom estoque de materiais e missões.

Outbound Review - Screenshot 2 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Conectado)

Quando parece que a aventura está chegando ao fim, novas áreas e mapas são desbloqueados. À medida que o caminho se abre ainda mais, fica claro que o mundo é muito maior do que se pensava – e isso torna a experiência ainda mais divertida.

Embora haja trechos longos de estrada, Outbound está repleto de atividades, e é difícil se cansar delas. Muitas vezes, há a sensação de estar em um ponto decisivo (literal e figurativamente), entre realizar uma tarefa ou outra, sair em direção a um prédio ou a uma torre de satélite, resolver um quebra-cabeça simples ou reparar uma ponte. Quase tudo é interessante para explorar e satisfatório para concluir. Além disso, há muitos colecionáveis espalhados pelo mapa, o que pode parecer familiar para fãs de Spiritfarer ou Disney Dreamlight Valley.

A fabricação de itens é feita de duas maneiras diferentes. Melhorias na van e ferramentas são realizadas através de um minigame em que o jogador pressiona ‘A’ cada vez que um cursor atinge uma barra verde. Já a produção de materiais e alimentos acontece por meio de máquinas em um funcionamento do tipo “coloque e esqueça”, semelhante ao que se vê em Spiritfarer: coloque itens crus e aguarde um tempo. Ao voltar à máquina, seus tábuas de madeira, metal ou pão estarão prontos. Com o progresso no jogo, novas máquinas são desbloqueadas, permitindo criar itens em uma e usá-los em outra.

Outbound Review - Screenshot 3 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Portátil)

O jogo também permite multiplayer cooperativo, mas é apenas online. Embora não tenha sido testado, se for como na demonstração, até quatro pessoas podem compartilhar uma única van, dividindo máquinas e um objetivo comum enquanto fabricam, cozinham e aventuram-se juntas. É certo que surgirão discussões sobre quem vai dirigir.

A ambientação de Outbound carrega uma forte mensagem ambiental – com turbinas eólicas, coleta de madeira morta (sem derrubar árvores), recolhimento de lixo para reciclagem e recursos naturais para combustível. Em meio aos horrores do mundo, a visão utópica deste jogo traz um toque de otimismo.

O jogo apresenta três barras de saúde: combustível do carro, fome e saúde. O carro é abastecido com itens vegetais que são fáceis de encontrar (se fosse tão simples). O avatar se mantém alimentado com frutas silvestres e cogumelos. Se não comer, a barra de fome se esgota e afeta a barra de saúde. Esta também pode ser afetada por andar muito perto de fogueiras ou saltar de alturas consideráveis. Quando a barra de saúde se esgota, o personagem desmaia e acorda no dia seguinte. É o máximo que se chega a “morrer”.

Outbound Review - Screenshot 4 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Portátil)

Algumas características são mais realistas, como a impossibilidade de correr com a mochila muito cheia ou se a noite já está avançada. Da mesma forma, o carro desacelera quando muitos itens estão no porta-malas. Essa abordagem pode ser libertadora. Em vez de limitar o inventário, Outbound diz: “Carregue o quanto quiser, mas isso vai desacelerar você.” O cachorro também pode ajudar, já que possui sua própria mochila e pode ficar ao lado do carro ou acompanhar o jogador.

Apesar da aventura ao ar livre, a caminhonete não é feita para off-road. Ao desviar do caminho principal, é comum ter dificuldades em manter a van na trilha. Há uma opção de ‘desatolar’ que reposiciona o veículo de volta ao caminho, e essa funcionalidade mostra-se bastante útil.

Ao observar Outbound, é difícil não fazer comparações com Firewatch, especialmente pela estética. Contudo, a narrativa de Outbound carece de um enredo envolvente e emocional. Existem indícios de vida no mundo, como cabanas, bilhetes, alimentos meio consumidos e roupas no varal. Apesar de parecerem contar uma história ambiental, o que quer que seja essa narrativa parece ter estagnado.

Outbound Review - Screenshot 5 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Conectado)

A personalização é razoável, mas não muito bem executada. A van é uma tela em branco que pode ser decorada com itens para personalização. A visão em primeira pessoa pode ser um pouco confusa, exigindo algumas tentativas para focar no objeto desejado. A função de mouse do Switch 2 seria útil aqui, mas não está disponível. Embora esses pequenos detalhes não sejam fatores decisivos, eles contribuem para uma experiência um tanto truncada.

Outbound apresenta um desempenho adequado no Switch 2; não houve travamentos ou tempos de carregamento demorados. No entanto, os visuais nem sempre são claros, e objetos de fundo, como árvores e rochas, só aparecem quando se chega mais perto.

Retornando à discussão sobre a estética, a paleta de cores é encantadora: céus azuis brilhantes se transformam em amarelados e rosas suaves conforme o dia avança. As gramíneas misturam diferentes tons de verde com amarelo, vermelho e marrom. Contudo, à noite ou em condições climáticas ruins, as cores podem se saturar excessivamente, dificultando a visualização dos detalhes – especialmente em modo portátil.

Outbound Review - Screenshot 6 of 6
Capturado no Nintendo Switch 2 (Conectado)

A qualidade do áudio segue a linha da ambientação tranquila do jogo, com sons da natureza, como pássaros cantando, folhas farfalhando e os efeitos sonoros apropriados às condições climáticas, como chuva, trovão e vento. Há algumas melodias suaves ao piano, mas elas aparecem de forma inconsistente, e os silêncios nas florestas vazias ficam de um jeito inquietante, conferindo ao jogo uma atmosfera estranha. Os efeitos sonoros para recompensas também são esparsos, ocorrendo mais para objetos colecionáveis do que para reparos estruturais, que é quando esses sons seriam mais apreciados.

Embora houvesse o desejo de atribuir uma nota mais alta a Outbound, a ausência de história e as dificuldades na personalização foram fatores limitantes. Contudo, é possível que, ao terminar a análise, o jogo atraia novamente a atenção de quem o joga.

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Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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