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Valve pode tomar ação legal contra Dbrand por acessórios não autorizados inspirados em PORTAL 2, e a fabricante admite que não tinha permissão para produzir o item

Quando a Steam Machine foi apresentada pela primeira vez, a personalização estética se destacou como um dos principais atrativos, além do próprio hardware. Naquele momento, a Dbrand revelou um case inspirado no famoso Weighted Companion Cube de Portal 2, que foi vendido por US$ 99, sem nunca ter solicitado à Valve a permissão para usar sua propriedade intelectual. Assim, não é surpresa que o case já não esteja mais disponível e que todos os pedidos serão reembolsados.

Este comportamento é típico da Dbrand, uma empresa que se orgulha de sua abordagem ousada e, em muitos casos, despreocupada em relação às regras. Embora esse estilo funcione quando se trata de interagir com os clientes nas redes sociais, ele se complica quando envolve a violação de direitos autorais. Em todo caso, a Valve foi bastante generosa, permitindo que a Dbrand mantivesse a venda por tanto tempo sem consequências.

A declaração oficial da Dbrand destaca que a Valve foi “direta, justa e respeitosa durante todo o processo”. A equipe jurídica da Valve contatou a Dbrand e pediu para que a venda do produto fosse interrompida imediatamente, além de remover a página de vendas e todo o conteúdo promocional relacionado. A Dbrand atendeu ao pedido e até ofereceu uma colaboração oficial, mas a Valve recusou a proposta.

A Dbrand já havia passado por experiências semelhantes com outras grandes empresas, como Sony e Nintendo. Um exemplo é a famosa saga dos “Darkplates”, onde a Dbrand lançou placas de personalização para o PS5, aproveitando uma funcionalidade de customização aberta. Além disso, a empresa também vendia skins não oficiais de Zelda para o Switch OLED, com o nome sugestivo de “Clone of the Kingdom”.

Produzir acessórios com designs originais é uma coisa, mas usar a propriedade intelectual de uma empresa como base para o design é outra totalmente diferente. Isso explica por que os Darkplates conseguiram retornar, enquanto a skin de Zelda não poderá ser vendida novamente. E é também a razão pela qual um case temático de Portal 2 não pode existir realisticamente sem a autorização da empresa que detém a IP. A Valve precisou traçar limites para proteger sua propriedade e evitar precedentes para futuras ações judiciais.

Por fim, essa estratégia agressiva gera uma forte base de fãs para a Dbrand, mas até mesmo os admiradores criticaram essa recente movimentação como ingênua. Além da violação de copyright, a oportunidade de uma parceria oficial foi perdida. A Dbrand informou que o case do Companion Cube tornou-se seu segundo produto mais vendido da história, sugerindo que a situação poderia ter sido muito diferente se a Dbrand tivesse buscado a aprovação da Valve antes de agir.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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