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Homem descobre gabinete repleto de gravadores de DVD em sucata e revive a era de ouro da pirataria nos anos 2000

Um antigo gabinete, pesado e repleto de baias para DVD, foi encontrado por um brasileiro em uma sucata local. Essa descoberta trouxe à tona lembranças nostálgicas dos anos 2000 no Brasil, quando esses equipamentos eram considerados quase como “impressoras de dinheiro”.

A foto, divulgada em um grupo de redes sociais dedicado a colecionadores de PCs retro, mostra um gabinete com um design característico daquela época, contendo 11 unidades ópticas, inclusive leitores e gravadores de DVD. Esses setups eram amplamente utilizados para duplicação em massa. Na legenda, o usuário compartilhou sua surpresa: “maluco varou com essa relíquia pesadíssima aqui na sucata do bairro”.

Esse tipo de equipamento já havia sido tema de conversa recentemente, quando um usuário de uma comunidade online ficou intrigado com a sua função. Para aqueles que viveram essa fase, essa imagem evoca muitas memórias.

Nos comentários da postagem, diversos usuários recordaram como essas máquinas geravam lucro na época. Uma pessoa mencionou que produzia até 2 mil cópias por dia, quando o salário médio era bem menor. Histórias de andares inteiros em prédios do centro do Rio dedicados à gravação, além de operações policiais que interromperam as atividades, também foram relembradas.

### Para que servia um gabinete com tantos gravadores de CD/DVD?

Esses gabinetes foram projetados para copiar discos em grande escala. Em vez de um único gravador que levava tempo para concluir uma gravação, essas torres multitarefa utilizavam de 8 a 12 unidades simultaneamente, permitindo cópias em massa de filmes, músicas e jogos. Softwares como Nero e Clone DVD eram usados para coordenar todo o processo, transformando PCs comuns em verdadeiras linhas de produção.

Em muitas cidades, era comum encontrar ofertas como “3 DVDs por R$ 10”. Apesar do custo de produção de cada disco ser inferior a R$ 1 quando comprado em grandes quantidades, as vendas em volume compensavam a margem menor.

### O mercado que desmoronou

A ascensão da internet de alta velocidade, downloads e, posteriormente, o streaming levaram ao declínio desse modelo. Com a popularização dos torrents, a necessidade de mídia física diminuiu. Serviços como Netflix e Spotify tornaram obsoletos os métodos tradicionais de consumo de músicas e filmes. Além disso, o uso intenso dos gravadores trazia um desgaste acelerado, aumentando a chance de falhas e reduzindo a vida útil dos equipamentos.

Alguma vez, as histórias dos pioneiros desse mercado terminavam em tragédias. Havia relatos de pessoas que, após anos de lucratividade, acabaram por enfrentar problemas legais. Uma lembrança compartilhada descrevia um empresário que, com uma infraestrutura robusta, viu sua vida muda completamente após ser preso.

Esses relatos oferecem uma visão fascinante de um período em que a pirataria e a produção em massa de mídias eram comuns, e que hoje, com a evolução da tecnologia, se tornaram parte do passado.

Membro da Super Select:

Marcelo Vangrey

A minha jornada como Vangrey no universo dos games começou em 1994 com um Mega Drive e o incrivel Mortal Kombat 2! Seguida pelo Super Nintendo no universo dos lendários cartuchos 16in1 com Top Gear e companhia! Em 1998, conquistou seu primeiro PLAY 1 novamente com Mortal Kombat, dessa vez o MK4, e a partir daí, continuou explorando diversas plataformas. Comprando e vendendo, já passei por: Game Boy Color, PS2, PSP, PS3, Nintendo DS, 3DS, Xbox 360, PS4, PS4 Pro, PS5, Nintendo Switch 1 e 2, e pra finalizar - o Steam Deck =)

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